terça-feira, 9 de julho de 2013

Mia Couto é reaccionário!


Recebe o Prémio Camões, alegando que se trata de uma "coisa-negócio luso-brasileira": Que falta de respeito para com a língua portuguesa! Tanto "miou" na infância - daí o nome "Mia" - que acabou por desaprender a língua(gem) dos seres humanos. Quando se deseja modificar a natureza de um povo, neste caso do povo moçambicano, não podemos usar a sua linguagem: o conhecimento popular é, por natureza, retrógrado. Um povo que queira conquistar o futuro sem deixar a história passar ao lado deve produzir uma nova linguagem: a escrita de Mia Couto degrada a língua portuguesa, bloqueando o futuro aos seus utentes. Sendo biólogo, Mia Couto tem uma concepção retrógrada da biologia, ao reduzi-la à história-narrativa da vida. Mia Couto que é tão avesso ao colonialismo acaba por render-se à sua mais poderosa arma, o racismo: o discurso dos atractores - a perspectiva do desenvolvimento - é-lhe estranho.

1 comentário:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Quando penso no exílio interior que é a minha existência portuguesa, a minha essência escurece e perco a vontade de tentar clarificar os enigmas da vida. As ciências biomédicas fornecem muito material à reflexão filosófica; no entanto, ninguém pensa esse material. Ao excesso de objecto corresponde a escassez de sujeito: o homem de hoje não está à altura dos desafios do nosso tempo.