quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Verdade dos Portugueses

O mundo ocidental precisa de uma nova fi-losofia, mas a sua elaboração é confrontada com um pensamento terrível: o homem ocidental envelheceu e recusa ser humano. Como oferecer uma nova filosofia a este monstro? O pensamento medonho e horrendo da não existência de uma raça com vigor gera angústia e mergulha-nos - a nós homens de cultura - na depressão cognitiva. Neste mundo metabolicamente reduzido, o drama da Filosofia pode ser resumido em duas expressões que reflectem o processo de regressão mental e cognitiva em curso: escassez de filósofos de qualidade, capazes de fazer a síntese de conhecimentos à luz da experiência actual, e ausência de um público inteligente e culto. O progresso conduziu à regressão total: o desenvolvimento capitalista gerou uma consciência feliz que está imunizada contra o pensamento filosófico. A humanidade reconduzida à sua animalidade tornou-se uma mercadoria sem valor no mercado mundial. Porém, se os europeus do Norte perderam recentemente a sua humanidade, os do Sul nunca a tiveram: a Europa do Sul é habitada há muitos séculos por zombies. A grande verdade que quero revelar ao mundo é a de que os portugueses não têm vida psicológica, cognitiva e cultural. Infelizmente, os portugueses sempre-já nasceram zombies. Portugal não existe.
J Francisco Saraiva de Sousa

6 comentários:

Aveugle.Papillon disse...

"Porém, se os europeus do Norte perderam recentemente a sua humanidade, os do Sul nunca a tiveram: a Europa do Sul é habitada há muitos séculos por zombies."

Que palhaçada. O Francisco como actor cómico fazia mais sucesso.

Aveugle.Papillon disse...

Quanto ao texto de cima, gostei que se tivesse debruçado sobre o trabalho de Ratzinger porque realmente vale a pena, eu tive oportunidade de estudar alguns ensaios seus sobre o problema da interculturalidade e fiquei surpreendida por tanta clareza e brilhantismo. É realmente um homem de grande espírito. Um verdadeiro intelecutal, aberto ao diálogo, mas com as suas posições bem assentes.
De qq maneira, os comentários colaterais voltam a roçar a comicidade baralhando "norte da europa" e "germanismo" com "catolicismo"... anda distraído???

Aveugle.Papillon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, o norte é usado como desenvolvimento económico que garanta a nossa independência. As economias do Norte são mais fortes do que as do Sul: este último depende das primeiras e do seu financiamento viciado.

Aveugle.Papillon disse...

Exactamente, disse uma grande verdade, mas tb saberá que essa dependência que n é só dos países do Sul da Europa, mas de todos os países de "2º" e "3º" mundo é propositada? N sabe que os países "pobres" n têm outra escolha? A menos q quebrem o ciclo e se tornem autónomos. Numa economia global, as divergências só se acentuam mais. Os subsídios e empréstimos são uma maneira de nos terem sempre dependentes e assim nos explorarem. Isto é bem explicado por Gramsci. Bê-Á-Bá.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Porém, nós portugueses temos uma história longa e tivemos oportunidades para fazer o país avançar e ingressar na linha da frente: tudo desperdiçado! Vivemos uma crise terrível!

Um mundo global nos termos do modelo estabelecido é impossível: conduz à destruição do planeta.