domingo, 26 de julho de 2009

Arnold Gehlen Revisitado

«Visto como um animal nu, destituí-do de instintos, o homem é o mais miserável dos seres!» (Herder)
«Em todo o caso, podemos dizer que o homem, exposto como o animal à natureza agreste, com o seu físico e a sua deficiência instintiva congénitos, seria em todas as circunstâncias inapto para a vida. Mas estas deficiências estão compensadas pela sua capacidade de transformar a natureza inculta e qualquer ambiente natural, independentemente da sua constituição, de modo a que se torne útil para a sua vida. A sua postura erecta, a sua mão, a sua capacidade única de aprender, a flexibilidade dos seus movimentos, a sua inteligência, a sua objectividade, a abertura dos seus sentidos pouco potentes, mas não limitados somente ao importante para os instintos; tudo isso, que pode considerar-se um sistema, uma conexão, capacita o homem para elaborar racionalmente as condições naturais existentes em cada caso». (Arnold Gehlen)
A história dogmática da disciplina atribui de modo precipitado a fundação da antropologia filosófica a Max Scheler, desprezando os contributos determinantes de Kant, Hegel, Feuerbach e Marx, cujas filosofias elaboraram concepções abrangentes do homem. No entanto, a antropologia filosófica foi elaborada como disciplina filosófica autónoma pelos seguidores de Scheler, dos quais se destacam H. Plessner, A. Portmann. A. Gehlen, E. Rothacker e M. Landmann. Estas antropologias filosóficas de cunho fenomenológico esboçaram uma síntese filosófica coerente do homem a partir da biologia e, muito especialmente, da etologia objectiva fundada por K. Lorenz. Por isso, as três primeiras abordagens filosóficas do homem foram justamente designadas antropobiologia, ao lado da qual surgiram mais recentemente novas antropologias filosóficas distintas entre si pelas problemáticas teóricas adoptadas: E. Rothacker e, parcialmente, E. Cassirer adoptam uma abordagem culturalista, Ph. Lersch segue uma abordagem psicológica, H. Marcuse adopta uma abordagem sociológica marcadamente freudomarxista, Lévi-Strauss abraça a etnologia e o estruturalismo, e W. Pannenberg, J. Moltmann e Karl Rahner representam o repto teológico.
A antropologia filosófica de Arnold Gehlen (1904-1976) foi pensada e elaborada como uma antropologia filosófica empírica, com o objectivo de reunificar numa mesma ciência do homem os aspectos anatómico-biológico e etnológico-sociológico-cultural. A tarefa da filosofia empírica é processar e elaborar os resultados das diversas ciências particulares que estudam o homem e apresentar uma imagem alargada e sistemática do homem. Porém, a elaboração dos resultados das ciências naturais implica a sua avaliação crítica e a denúncia das insuficiências da sua compreensão zoológica do ser humano. O estabelecimento de uma equivalência homem/animal desacredita o próprio pensamento biológico, porque, ao nível biológico, o homem é um projecto ou um desenho absolutamente único da natureza. E, como projecto único da natureza, o homem exige uma abordagem teórica única e especial, que Gehlen denomina abordagem antropobiológica. A originalidade biológica do ser humano reside no facto de que o homem é um ser carencial e, enquanto tal, um ser em risco. Confrontado com os mamíferos superiores, em especial com os antropóides, o homem caracteriza-se morfológica, anatómica e funcionalmente por um conjunto de carências ou de deficiências que parecem fazer dele um ser biologicamente não viável. Apesar de ser morfológica e funcionalmente desesperadamente inadaptado, o homem conseguiu sobreviver, dominar todos os seres vivos e ocupar todos os lugares terrestres. Este sucesso biológico do homem indica que existe alguma coisa na sua própria estrutura biológica que compensa as suas carências morfológicas e instintivas e que lhe permite conquistar a biosfera e a ecosfera. Para Gehlen, a análise biológica do homem não consiste em comparar a sua physis com a do chimpanzé, mas sim dar uma resposta cabal a esta pergunta: "como pode viver este ser que por essência não é comparável a nenhum outro animal?" A pergunta colocada é biológica e a sua resposta deve ser biológica. Apelar ao factor alma ou espírito é o mesmo que introduzir, logo ao começo da pesquisa, algo estranho ao e no orgânico. Gehlen rejeita esta explicação de que o espírito faz do homem um ser humano, bem como a explicação do gradualismo biológico que reduz o homem a um animal gradualmente aperfeiçoado. A nova resposta dada por Gehlen apreende a peculiaridade orgânica do homem e compreende que o somático se realiza de modo diferente no animal e no homem.
Apesar de retomar a teoria da abertura do homem ao mundo de Max Scheler, Gehlen submete-a a uma reformulação, trazendo para o centro da reflexão antropológica o equipamento biológico deficiente do homem. (:::) integrando algumas concepções de Nietzsche e de Johann Gottfried Herder (1744-1803). Tanto Scheler quanto Gehlen aceitam a questão do homem tal como tinha sido formulada por Herder: «O que falta ao animal que se aproxima mais do homem (quer dizer, ao macaco) que explique a razão por que ele não se tornou homem?» Esta formulação da questão do homem implica necessariamente uma ruptura com todas as imagens filosóficas do homem ao longo da história da filosofia: a grega (Platão e Aristóteles), a cristã (Santo Agostinho e São Boaventura) e a moderna (Descartes), possibilitando o recurso aos dados recolhidos pelas ciências empíricas particulares. Como a resposta de Gehlen é muito semelhante à de Herder, vale a pena citar na integra um texto deste último:
«Visto como um animal nu, destituído de instintos, o homem é o mais miserável dos seres! Não há nele nenhum impulso obscuro e inato que o conduza no seu elemento e no seu círculo de acção à sobrevivência e às tarefas que lhe são próprias. Não tem faro, cheiro instintivo, que o arraste para as ervas capazes de lhe matar a fome! Não dispõe dum mestre mecânico, cego, que lhe venha construir um ninho! Ei-lo, abandonado e só! Fraco e ameaçado, sujeito à fúria dos elementos, à fome, a todos os perigos, à rapina dos animais mais fortes. a mil mortes possíveis! Sem o ensinamento imediato da natureza criadora, sem a condução segura dessa mão! Cercado e perdido!» Após ter apresentado o homem como um ser deficiente ou carencial, Herder destaca os seus aspectos vantajosos: «Mas, por mais viva que seja esta imagem, a verdade é que não é a imagem do homem... É apenas um aspecto superficial e, mesmo esse, colocado sob uma falsa luz. Se o entendimento e a reflexão são o dom natural da espécie humana, então esta tinha que se exprimir de imediato, ao mesmo tempo que se exprimiam a fraqueza da sua sensibilidade e a miséria das suas privações. A criatura miserável, sem instintos, vinda das mãos da natureza em estado de tal abandono, era também, desde o primeiro momento, a criatura livre e racional que havia de se socorrer a si própria porque, aliás, outra coisa não podia. As carências e necessidades enquanto animal, tornaram-se causas prementes para mostrar, com todas as suas forças, que era homem. (...) O centro de gravidade do homem, o direccionamento principal da sua actividade anímica, residia no entendimento, na reflexão humana, do mesmo modo que na abelha reside sem mediações na sucção e na construção dos favos».«(...) E, do mesmo modo (o amor maternal), também na totalidade do género humano a natureza sabe transformar a fraqueza em força. É por isso mesmo que o homem vem ao mundo tão fraco, tão necessitado, tão destituído de ensinamentos naturais, todo ele sem talentos, sem habilidade, como nenhum animal; para que possa, como nenhum animal, gozar duma educação e para que o género humano, como nenhuma espécie animal, possa tornar-se um todo intimamente ligado!»
A imagem do homem elaborada por Herder é bastante complexa e, neste último parágrafo citado, ele, partindo do modelo do amor maternal, procura mostrar que o ser prematuramente nascido (Bolk) precisa dos cuidados maternais e da comunidade onde nasceu, de modo a adquirir a linguagem e outros traços que farão dele um ser adulto capaz de construir o seu próprio mundo, de modo a proteger-se das adversidades e a colmatar as suas fraquezas biológicas: «Somos, pois, afirma Herder, criaturas da linguagem». Comparados com os outros animais, nascemos demasiado fracos, destituídos de instintos e, por isso, incapazes de fazer face às adversidades; se não fossem os cuidados maternais prestados durante esse período crítico das nossas vidas, estaríamos condenados ao abandono e à morte. Apesar disso, somos dotados de entendimento e de reflexão e possuímos o dom da linguagem, qualidades da nossa natureza que compensam as nossas deficiências naturais e que "fazem de nós homens" distintos dos restantes animais.
Na sua obra Der Mensch, seine Natur und Stellung in der Welt, Arnold Gehlen (1940) defende a tese de que o homem é um ser carencial por causa da sua falta de especialização, da sua imaturidade e da sua redução de instintos. Para poder sobreviver, o homem precisa compensar pela sua acção inteligente esta ausência de adaptação a um determinado meio-ambiente. O conceito de homem como ser carencial é a face negativa do conceito positivo de homem como ser de acção. Ao contrário do animal que está dotado de programas filogenéticos fixos que lhe garantem a sua existência, o homem é obrigado a doar a si mesmo esses recursos biológicos, fabricando as circunstâncias da sua sobrevivência. O homem é um ser não acabado e, como o não ser acabado faz parte da sua natureza, não lhe resta outra alternativa a não ser elaborar-se a si mesmo e encarar a sua existência como tarefa. A determinação da acção constitui a lei estrutural que preside a todas as funções e obras humanas.
Gehlen chama ao homem o ser incompleto ou "em busca permanente" e pensa que foi constrangido, por carência de adaptações morfológicas especiais, a fabricar o seu próprio mundo de cultura, através da sua acção: «Com efeito, morfologicamente, o homem, em contraposição aos mamíferos superiores, está determinado pela carência que é necessário explicar no seu sentido biológico exacto como não-adaptação, não-especialização, primitivismo, isto é: não-evoluído; de outra forma: essencialmente negativo» (Gehlen). (:::) Isto significa que a sua conduta universal se caracteriza pelo conceito de abertura ao mundo, em contraste com a «vinculação ao meio» que caracteriza a conduta dos animais: «O homem é um ser desesperadamente inadaptado. É de uma mediania biológica única no seu género (...) e só conseguiu sair desta carência mediante a sua capacidade de trabalho ou o dom da acção; isto é: com as suas mãos e a sua inteligência. Precisamente por isso está erecto, circum-spectans (olhando ao redor) e as suas mãos estão livres» (Gehlen).
O comportamento animal está «vinculado ao meio», enquanto a conduta humana está «livre do meio» e, por isso, é uma conduta aberta ao mundo. O animal tem um meio limitado; o homem, pelo contrário, vive num mundo aberto; é um ser aberto ao mundo. O meio ambiente (Umwelt) significa um espaço vital perfeitamente limitado sobre o qual se estabelece de forma específica um ser vivo. O mundo (welt) significa, pelo contrário, um horizonte vasto que rompe, por definição, qualquer limitação precisa e elimina toda a fixação, sendo por isso mais amplo que o espaço vital imediato. Daqui resulta que o animal é um ser ligado ao meio porque está ligado ao instinto, e que o homem está aberto ao mundo, precisamente porque carece da adaptação animal a um ambiente-fragmento: «A abertura ao mundo, vista (como uma incapacidade natural de viver num ambiente-fragmento), é fundamentalmente uma tarefa» (Gehlen). Isto significa que, face à carência de um meio ambiente (circum-mundo) com distribuição de significados realizada por via instintiva, o homem tem de realizar essa tarefa, mediante os seus próprios meios e por si mesmo, isto é, o homem precisa «transformar por si mesmo os condicionamentos carenciais da sua existência em oportunidades de prolongamento da sua vida» (Gehlen). O homem é «um ser práxico porque é não-especializado e carece, portanto, de um meio ambiente adaptado por natureza. A essência da natureza transformada por ele em algo útil para a vida chama-se cultura e o mundo cultural é o mundo humano» (Gehlen). A partir desta noção de homem como um ser carencial e, por isso, um ser em-risco, Gehlen elabora uma imponente teoria da cultura como conceito antropobiológico e do homem como «um ser de cultura por natureza». (:::)
K. Lorenz critica a noção do homem como ser não-completo, alegando que não se trata de um conceito biológico, porque «não há seres não adaptados, ou então são simplesmente seres isolados, condenados a desaparecer, feridos por factores mortíferos». De facto, como lembra Lorenz, o cérebro do homem, com as suas dimensões grandiosas, representa uma adaptação morfológica especial e absolutamente evidente. Apesar disso, Lorenz reconhece que a teoria de Gehlen encerra qualquer coisa de fundamentalmente verdadeiro: «Um ser que possuísse uma adaptação morfológica claramente especializada nunca poderia ter dado o homem». Adolf Portmann mostrou que as realizações culturais superiores não podem ser explicadas a partir deste elemento negativo de uma deficiência biológica, mas, como vimos, Lorenz que partilha esta crítica não descarta completamente a teoria do homem de Gehlen: um ser especializado não daria um homem, um ser que deve assumir a tarefa de criar o seu próprio mundo. O seu cérebro prepara-o biologicamente para levar a cabo essa tarefa, sem lhe garantir nada, até porque o cérebro é, ele próprio, um órgão aberto ao mundo (Charles Sherrington, Jean-Pierre Changeux) e, portanto, um órgão em risco permanente de fracassar e de enlouquecer. Contudo, quando elabora a sua teoria das instituições sociais, em diálogo permanente com a etologia, Gehlen reforça a sua teoria do homem como ser incompleto: a sua insuficiência orgânica obriga-o a transformar o mundo exterior e as instituições mais não são do que poderes estabilizadores e reguladores que canalizam as acções humanas quase da mesma forma como os instintos canalizam o comportamento animal. (:::)
J Francisco Saraiva de Sousa

180 comentários:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Na minha barra de vídeo, sempre em mudança, surgem bons vídeos dedicados a homens do pensamento e da filosofia ou a temas relevantes. Merecem ser vistos, mesmo que sejam grandes e falados em línguas estrangeiras.

Esta pletora de conhecimentos estrangeiros mostra por contraste a miséria da cultura portuguesa. É uma fatalidade viver nestes tempos indigentes, mas a maior fatalidade é ter nascido português e rodeado de burrecos ao longo de toda a trajectória vital. A maldade portuguesa que já comparei com o universo de bruxaria dobuana não deixa medrar novas culturas: afunda-nos a todos! Tudo em Portugal é uma mentira, incluindo a suposta humanidade dos portugueses! Hoje estou nietzschiano!

Aveugle.Papillon disse...

Ya, mas poderia ter ido embora! Aliás, ainda vai a tempo. O mundo agora é global. É claro que em plena crise económica as fronteiras ficam mais "apertadas"...
Por acaso, tb sempre pensei nisso: pq é q nasci portuguesa, n teria sido mais fácil ter nascido francesa, inglesa, holandesa... Mas, enfim, acabamos por nos acostumar e tb ainda estou a tempo de me por a milhas. :)

Aveugle.Papillon disse...

Hoje, há bocado, estava a ler ensaios críticos sobre arte contemporânea, de portugueses, mas tb se apercebe isso noutras nacionalidades, e é realmente muito triste, pq é pura retórica. A arte tornou-se pensamento, o pensamento jogos de palavras, mas tudo no mau sentido: temos aquela impressão de q n precebemos nada, mas tb n há nada para perceber pois n há nada para contar e é td muito triste. Aliás, é a sensação q dá ir a uma exposição de arte contemporânea: tristeza. E já n é a melancolia romântica do paraíso perdido, é mesmo tristeza que nasce do tédio e do vazio. Um grande enjoo!

Aveugle.Papillon disse...

A propósito gosto do Gehlen, apesar de só ter lido "a alma na era da técnica", e cheguei a ele por via do Luhmann q é um grande admirado e percebe-se porquê, e ando à procura de um livro há imenso tempo: Zeit-Bilder. Zur Soziologie une Ästhetik der modernen Malerei (1960)
Por acaso n o terá nalguma trad? Acho q há em castelhano! Podia-o scannar, s eo tiver.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Esse livro encontra-se provavelmente na Biblioteca da UCatólica, aí em Lisboa. Aliás, algumas obras de Gehlen em alemão existem nessa biblioteca. Vou tomar café; já regresso.

Ah, a cultura da exposição, além de ser infantilóide, é merde.:(

Aveugle.Papillon disse...

"a cultura da exposição"

o q é q isso quer dizer? Exposições já existem desde sempre, públicas desde 1793, qd o Louvre se tornou público.
Explique-se!

Não, não existe esse livro na católica nem em nenhuma biblioteca pública em Lx. O De Sousa era o meu "último recurso"... :D

Aveugle.Papillon disse...

Ah, sem ser em alemão, q eu n leio alemão!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Respondendo por tópicos:

1. Se não existe aí em alemão, penso que não existe em francês ou espanhol. Espanha sempre foi avançada em termos editoriais, mas ultimamente edita mais merdice espanhola, tal como sucede em Portugal. No entanto, a obra «A alma na era da técnica» fornece alguns conceitos básicos da concepção gehleniana das artes modernas. Existe uma antologia argentina, mas não integra esse ensaio. Talvez venha a surgir em espanhol, porque há um grupo interessado nesses estudos.

2. A Papillon tinha dito que as exposições produzem uma sensação de tristeza e de tédio. Limitei-me a dar eco a essa sensação, acrescentando que as exposições e as visitas de estudo nem sempre trazem uma mais-valia cognitiva. É preciso estudar e estudar exige esforço. A exposição presta-se ao consumo e ao voyeurismo passivo!

3. Nascer português é mesmo uma fatalidade, porque o país está tomado pela mediocridade originária e pelos esquemas corruptos transversais. Portugal é avesso a cultura e o sistema bloqueia a mudança e a igualdade de oportunidades: o cunhismo predomina e o pensamento crítico e criativo é perseguido.

4. Sim, os filósofos e os artistas de hoje carecem de experiência e, para colmatar essa lacuna, criam jogos de palavras autonomizados da vida e do mundo. Deliram abundantemente e não merecem atenção!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

De resto, em português há apenas a obra já referida, e, em brasileiro, "Moral e Hipermoral", que, numa tradução feia, trata dalguns desses conceitos.

Aveugle.Papillon disse...

Sim, referia-me exclusivamente à arte contemporânea...
E sim, os filósofos e críticos de hoje em dia são mesmo putrefacção mental. N há explicação, isso entristece-me deveras e penso: de onde partir? Tudo foi dilapidado, mas das cinzas poderia ter renascido algo, em vez disso, a "criatividade" de hoje é demanda intencional do sistema económico e a ela está subjugada.
Hoje estou pessimista! :(

Essa obra existe mm em espanhol, mas da última vez q a procurei estava esgotada. :(
A Alma na Era da Técnica tb existe em português, foi essa q li, edição antiga, nunca mais reproduzida. Pena. Bom livro.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Para completar a ideia da exposição: o que precisamos é de centros de pesquisa interdisciplinares libertos do cunhismo e da política "empata-fodas" nacional. Investir na qualidade das pessoas que investigam é tarefa prioritária. Dessa aposta depende o futuro da cultura portuguesa e não das exposições!

Aveugle.Papillon disse...

As exposições são necessárias - quer abolir com os museus? Ou torná-los privados? Os organizadores de exposições são/têm de ser investigadores.

Aveugle.Papillon disse...

Interdiscilinar é boa ideia. Sempre defendi a ideia do museu como centro aberto de investigação, como foi antes: centro de estudo.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ninguém quer abolir os museus e a noção de museu como centro de estudo é, pelo menos em Portugal, basura: os museus nacionais foram capturados por gente medíocre.

Porém, o investimento prioritário é na formação de pesquisadores libertos do cunhismo nacional e das burocracias pseudo-académicas.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Em Portugal, criar museus ou outra instituição semelhante é criar postos de trabalho para os amiguinhos e afilhados/filhos/familiares. Temos instituições capturadas por pessoas que não criam nem deixam criar. Eis o meu pensamento...

Aveugle.Papillon disse...

Sim, isso é verdade. :(

Vou almoçar!

Sr disse...

Ai tao aqui!
lol, como me limito a fazer refresh nos comments, nunca noto qd se mudam :)
Vou comprar novo mp3.
Aqui tem bons preços, recomendo: http://www.pixmania.com/dev/gui_web/common_dsp/dsp_comparer.php?nouveau=1&ArticleId[]=2710614&ArticleId[]=1415281


Esta é pra papillon, very fresh, 1º album, e lançado apenas dia 21 :) http://www.youtube.com/watch?v=AWZ5odiZswE
Esta cena de por gajitas na floresta a cantar com um mood á la joanna newsom tb começa a ficar meio estafado, mas, ok, as miudas sempre tem algum talentozito e tao a precisar de divulgação ;)

c ya later 0/

Sr disse...

em Malta é q stá bein, oh http://www.vgtv.no/?id=23259



;P

Aveugle.Papillon disse...

ahah! Gostei bastante Sr Paulo. Bela voz. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ya, boas propostas musicais! Consumir música ajuda a cultivar a dimensão auditiva da mente e, em articulação com outras formas artísticas, unifica os sentidos, emancipando a função de corporificação. A música é uma peça básica da estesiologia da mente. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A filosofia pragmatista privilegia e sobrevaloriza o campo olho-mão, isto é, a cooperação das modalidades sensoriais visual e táctil, deixando de fora a modalidade da audição e a sua base acústica-motora que se revela na fala.

Ora, o homem percebe e produz sons e, tal como as aves e outras ordens, pertence ao grupo dos seres vivos produtores natos de sons. Tal como a visão, a audição é um sentido de distância, mas de um modo peculiar: a audição elimina a distância; os sons penetram, sendo provenientes de longe ou de perto, e nunca podemos fechar os ouvidos como fechamos os olhos. A teoria filosófica da audição é fundamental para a estesiologia da mente! Este é um desafio para o Paulo...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O mundo global é caçador e eu que adoro ser caçador começo a ser caçado pelas bibliotecas virtuais, colocado em pdf. Penso que estou trabalhar bem a língua portuguesa, porque tb estou em bibliotecas italianas, americanas, holandesas e noutras linguas que não compreendo. Comigo a filosofia digitaliza-se e percorre o mundo global em língua portuguesa... :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E gostei dos trabalhos de mestrado em que sou citado. Pena não ter mais tempo para universalizar a filosofia electrónica, a filosofia na era digital! (8_8)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E caso leiam este comentário fica aqui o meu agradecimento - no sentido alemão que é tb português - e o meu lamento por não poder interagir com todos. Preciso concentrar-me e aproveitar o tempo para divulgar e fortalecer o espírito crítico e rebelde! Obrigado!

Ah, um agradecimento especial aos Professores - e aos brasileiros - que usam os meus textos nas aulas! A filosofia está a renascer em força: ela resiste as forças de integração e diz não ao princípio de realidade estabelecido. :)))

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, um site dedicado ao Cristiano Ronaldo reproduz um texto meu sobre a inveja e faz um jogo interessante, embora tenha tratado do CR noutro post que passou despercebido.

Outro facto espantoso: ver os links dalguns dos meus posts em sites comerciais, empresariais e publicitários. O espírito capitalista não me dá descanso. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ai ai o YouTube anda a distrair-me, mas deu-me uma ideia: criticar certos vídeos. Um deles sobre K Popper fala da autonomização da ciência em relação à filosofia, destacando binómios ciência-filosofia, tais como Newton/Kant ou Einstein/Popper. Porém, não tem conteúdo! :(

Donde estas ideias:

1. Os diplomados da filosofia são néscios no duplo-sentido: desconhecem a filosofia e a ciência. Se Kant fundamentou epistemologicmente a física newtonina e Popper a relatividade e a m quântica, posteriormente criticado por Kuhn, o que fazem hoje os filósofos? Nada... um vazio cognitivo total.

2. Estão os cientistas em melhor situação? Não... estão prisioneiros da organização social da ciência, da burocracia, do espírito empresarial e do capitalismo global.

3. Todos são vítimas da democratização abusiva e arbitrária do ensino: os animais metabolicamente reduzidos escolhem ou deliram com títulos criativos como se estivessem a escolher pipocas! Pensam que tudo é milagrosamente possível e andam a enganar-se a si mesmos e os outros, pensando que podem ser aquilo para que não são dotados. Resulatdo: mediocridade, falta de vergonha na cara e desonestidade. O mundo está decadente... :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O problema da verdadeira filosofia é este: produzir filosofia para burrecos que pensam que são espertos? Não há incentivo na tarefa de dar pérolas a porcos, como diz o ditado. :(((

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Enfim, aceitou-se a visão científica do mundo, negando o mundo mental da consciência em nome do fisicalismo. Porém, a teoria redutora não explica a mente consciente: a consciência é um sistema neural de regulação, dizem. Os neurónios são conscientes isoladamente e nas suas conexões? Se isolarmos um grupo de neurónios, eles podem produzir sensação, percepção e consciência? Já é difícil aceitar a neurotese, mais difícil é atribuir consciência e inteligência aos computadores!

Estou cansado do big-bang e de todas essas tretas apresentadas com imagens e experiências simuladas!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Imginemos que podemos transplantar cérebros.

Experiência: Um gajo com um traço X morreu, mas o seu cérebro foi conservado. Outro com um traço Y viu o seu cérebro esmagado, mas o corpo foi conservado. Dois cadáveres artificialmente conservados: um cérebro sem corpo e um corpo sem cérebro.

Cirurgia: Uma equipa resolve dotar o corpo sem cérebro com o cérebro sem corpo. Vamos supor que a operação corre bem: o corpo sem cérebro com o traço Y recebe o cérebro sem corpo com o traço X.

Que resultado?: Qual será a sua nova identidade? O corpo recebe com o cérebro a identidade marcada pelo traço X, ou conserva a sua anterior identidade? E, se o cérebro com o traço X conservar a sua identidade anterior e se lembrar dela, ele não entrará em confronto com o corpo receptor? Muito complexo... Um corpo desmemorizado recebe um cérebro estranho que se recorda do seu outro corpo originário, sentindo-se alojado no corpo errado!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Brincando um pouco com a teoria dominante: o novo ser resultante dessa cirurgia seria uma espécie de transexual. A infância recordada não seria a infância vivida por aquele corpo hospedeiro e o tal traço poderia ser o sexo ou a orientação sexual.

Um cérebro de mulher colocado num corpo maculino produziria um macho e vice-versa? Um cérebro gay colocado num corpo que funcionou de modo hetero mudaria essa orientação corporal? O mundo da mente consciente é um milagre! Descartes foi dualista, mas o materialismo aboliu o cogito, reduzindo o ser humano a autómato! Mas seremos zombies ou algo mais?! A morte pode ser como um carro que desaparece numa curva: deixamos de o ver mas ele continua o seu percurso. A pessoa deixa de ser visível mas continua a ser... ou talvez não, porque não sei. O objectivo foi criar perplexidade e espevitar a mente crítica, nada mais. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, podemos supor esta situação:

Um cérebro gay é recebido por um corpo feminino que viveu experiências lésbicas. Se o gay fosse exclusivamente passivo e hiper-efeminado, ele ficaria feliz por estar a viver num corpo de mulher. A vida clandestina pertenceria ao passado. Mas vamos supor que esse corpo tinha pertencido a uma lésbica butch hiper-masculina. Nesse caso, ele não seria completamente feliz, porque teria de tornar esse corpo mais feminino. Com o novo senhor, o corpo passaria a ser passivo e receptivo... Mas, se guardasse memórias corporais da sua vida anterior, esse corpo sentir-se-ia revoltado com o uso que o cérebro gay que o comanda fez dele, porque esse cérebro o obriga a ser um corpo hetero atraído por homens. O cérebro que o comandou anteriormente e que foi esmagado era lésbico e sentia atracção por mulheres. Perplexidade!

Ora, nós estamos a supor que o cérebro guarda memórias e identidades, mas será que um cérebro transplantado se lembraria da sua outra identidade? Ou será que ele apenas moveria o corpo sem saber quem é ou foi? Afinal, tanto o cérebro sem corpo como o corpo sem cérebro são meras peças! A sua união produz vida mental dotada de consciência e de sentido? Ou apenas um mero zombie?

Sr disse...

Frankenstein is back :)
Ainda sobre a importancia da dimensao audiofila, lembrava q, quer nietzsche, quer Sade, deram o maior dos relevos, curiosamente, à orelha :) Sade chegou mesmo a escrever q era a orelha o orgão mais erotico de todos! Axo q isso pela pp dimensao descritiva/expositiva, quase professoral, da sua obra ;))


Já q o Francisco disse gostar de Jazz, veja este Cyro Baptista q descobri mt recentemente http://ipsons.forumeiros.com/geral-open-f1/mysica-de-expressyo-latina-t53.htm#454


0/

Aveugle.Papillon disse...

Ai o Francisco gosta de Jazz? Essa é nova. A última vez que o li a falar sobre Jazz seguia as pisadas do seu ilustre mestre Adorno... ;)
Mas faz muito bem, qq pessoa está a tempo de se redimir.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Hummmm... a orelha uma órgão erótico! Sim, sabemos que a orelha é uma zona erótica e talvez a antropologia tenha negligenciado esse facto. A antropologia filosófica tem deixado de lado a sexualidade e, quando fala da transformação da sensibilidade em sensualidade, com excepção de Marcuse, não aborda a questão de frente. Há muito trabalho a fazer.

Sr disse...

LOL, nao, em Sade nao será pela dimensao fisica do orgão, mas sim pela intensa excitabilidade q esta propiciaria à mente. É a tal dimensao expositiva e descritiva q ele coloca na pp boca dos seus personagens, com os seus relatos e historias, elas mesmas descritivas e acumuladoras de intensidades até ao infinito, de modo a evitar o extase/prazer, atingindo a tal 2ª natureza.
O Nietzsche, hj n tenho mt tempo, mas amanhão poderei checar, e acho q tem a ver com o facto de ele ligar o orgão à pp primitividade humana, de qd os caçadores dependiam dele quer para caçar, quer para fugir.. Algo assim :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, esse aspecto foi levado em conta: os sons podem vir de longe ou de perto e, nessa cena da caça, indiciam muita informação. Porém, numa relação sexual, os sons desempenham um papel interessante: indicam informação revelante sobre o prazer ou desprazer do parceiro/a.

Helmut Schelsky aplicou a teoria de Gehlen à sexualidade, mas não apreendeu tudo... :(

Aveugle.Papillon disse...

Sim, muito importante o ouvido e a orelha na relação sexual!

Agora o Francisco ignora-me. Quer que eu lhe diga um poema ao ouvido? ;)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E a audição não é exterior a mente; pelo contrário, é um "órgão" da mente que lhe fornece muita informação do mundo exterior ou mesmo interior. Quem não fez ainda a experiência de escutar os seus próprios pensamento?! O som vem de dentro: é um som íntimo! Que o diga a Papillon! :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Eu não ignoro ninguém; apenas estou cansado e triste por ver o mundo a ignorar o nosso tesouro cognitivo esquecido nas prateleiras das bibliotecas. :O

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Fiz aqui críticas pertinentes, enunciei verdades que provocam dores de alma e lancei desafios teóricos interessantes, nomeadamente o de transplantes de cérebros, mas todo esse esforço foi ignorado e fiquei triste. buaaaaaaaaaaa

Aveugle.Papillon disse...

N é nada ignorado, querido Francisco. :)

Fräulein Else disse...

«O senhor acompanha o fenômeno do Twitter? Acredita que a concisão de se expressar em 140 caracteres tem algum valor? Já pensou em abrir uma conta no site?
SARAMAGO: Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.»

Ah! grande Saramago! Entrevista a ler: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=187&id_news=401100

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Else: sabe em que obra Nietzsche diz que o homem é um ser não-fixado? Não localizo... :(

Fräulein Else disse...

O que é isso "não-fixado"? Porque não tem o substrato do cogito? Porque está em constante devir?

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, é no sentido de estar inacabado, logo em devir. Deve ser no AFZ... :)

Aveugle.Papillon disse...

na vontade de poder, encontra mais a categoria temporal de nietzsche.

Sr disse...

AURORA 250!!

«Foi sómente na noite e na semi-obscuridade das sóbrias florestas e das cavernas que o ouvido, orgão do medo, pode se desenvolver tão abundantemente como o fez, graças à maneira de viver da idade do medo, isto é, da mais longa das épocas humanas que houve: à luz, o ouvido é muito menos necessário. Disso decorre a característica da música, arte da noite e da penumbra.»

Yep, o musico como predador
Fui a casa e n resisti checar enquanto almoçava :D
Logo q tenha tempo, digitalizo e ponho online uma carta/artº brilhante do Michel Onfray para o Pascal Dusapin sobre aforismo ^^

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Yes, é um aforismo delicioso esse do Nietzsche: Merleau-Ponty faz uma descrição da noite próxima desta. Quando a visão é escurecida pela noite e o corpo funde-se com ela, a audição apura-se para fazer face a presença do predador e qualquer ruído induz medo. O medo é talvez a emoção que nos liga intimamente ao mundo, porque é sempre o medo do outro cuja presença pode significar a nossa eventual morte. No entnto, há tb o medo de si...

A música como exorcismo do medo essencial? Talvez... os povos primitivos dançam e cantam à noite à luz da lua e das fogueiras, aliás criadas para afugentar os predadores e delimitar-nos da noite que nos absorve.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, Papillon, tb apreciei a resposta do Saramago do monossílabo ao grunhido a distância é curta. Mais outra faceta do homem metabolicamente reduzido: aquele que produz grunhidos, em vez de falar! A queda é brutal e tudo isso devido a estupidez política que nos governa...

Sr disse...

LOL, o twitter é pra old ppl, os putos nao aderem :D


ET VOILÁ ==> http://ipsons.forumeiros.com/geral-open-f1/pensamento-crytico-contra-cultura-cyber-t39.htm#455


^^

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr

Adicionei o IP Sons, numa primeira ligação rejeitado pelo Blogger, mas não actualiza: diz 3 meses, quando na verdade postou o aforismo de Nietzsche!

Sr disse...

reparem q o m.onfray fala lá tb do freud.. ;)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ai, desisto de desbravar o ciberespaço, porque a internet está a ficar mesmo uma aldeia global e os analisadores nem sempre captam todas as ligações. Excesso de informação!

Sim, li tb a entrevista de Lefebvre!

Sr disse...

Entao, morreu o merce cunningham :/ Ta ser um ano terrivel pra dança tsc



http://www.youtube.com/watch?v=1rfzDE-S-IA

http://www.youtube.com/watch?v=_uGNBDOrQk8


pois é, francisco, os negros blabla, e as brasileiras uiuiui ;))


Ate amanhã 0/

Aveugle.Papillon disse...

Aaaaaaaah!! Morreu o Sr Cunningham! Sim, um ano terrível para a dança, mas que me perdoe a recém-falecida Srª Bausch, mas Cunningham é um dos génios artísticos do século XX... incontestável fundador da dança contemporânea. Tem composições absolutamente sublimes.

A minha vénia. ---

Aveugle.Papillon disse...

Ahah! Sr. Paulo, pensei que esses links fossem de coreografias de Cunningham e fiquei chocada com o q vi: bundas brasileiras!!! Ahah! N que seja menina púdica, mas achei cómico, n estava à espera. Tenho uma colega brazuca que é do Rio e tem mesmo aquele corpo assim, mamas pequenas, e um granda rabo e coxas. É mesmo natural deles. :D Eu tb tenho corpo mais "brasileiro", mas mais elegante, europeia, e não-badalhoca. :p

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Mais outra vitória do FCPorto: cinco jogos sem perder. O FCPorto é uma alegria! E os comentários dos portistas são demais... Coitado do Falcão: aheheh... :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Tenho uma amiga que detesta esse termo "badalhoca"...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Vou terminar este post, mas terei de regressar novamente a Gehlen, porque se adivinha uma colisão: sou um homem de pensamento e não descarto facilmente uma hipótese de trabalho. Vislumbro nuances entre estes mestres que cativaram Lorenz, de resto caçado na rede da antropobiologia. :)

Sr disse...

Papillon, sao coreografias do Cunningham, so q reinterpretadas pela mulher melancia, melão, jaca e moranguinho.



Ah! tinha uma namorada q tb dizia várias q era frequente ser confundida com br :)


Whateva, the show must go on

http://i31.tinypic.com/9titcm.jpg

http://iva.caoazul.com/blogiva/wp-content/uploads/2009/01/maya.jpg

http://i27.tinypic.com/24v4p43.jpg

http://i28.tinypic.com/2qltpuv.jpg

http://i25.tinypic.com/2dw5cwp.jpg

http://www.airartists.co.uk/airartists13.jpg

Fräulein Else disse...

Ahahahah! Q medo! lol

Que Deus me livre de ser uma velha inconsciente!!!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Meu Deus, estou aterrorizado com o modo como nos lemos uns aos outros. A filosofia contemporânea é um diálogo velado com Hegel, pelo menos desde Marx, e as reinterpretações produzem deslocamentos, muitos dos quais foram fatais. Ninguém escapou à gravidade hegeliana, como se estivéssemos todos espiritualmente esgotados. O terrível é repetirmos o mesmo em novos termos sem superar as problemáticas fundamentais.

Fräulein Else disse...

Sim há algumas litanias contemporâneas. Muito chatas. Mas n diria isso: diálogo com Hegel. Quero dizer, por exemplo, a filosofia analítica reconheceu algumas semelhanças do seu discurso com o de Hegel, Como Dewey, Arthur Danto, na área da filosofia da educação e estética, q é o q conheço melhor. Mas da parte dos pós-estruturalistas, o diálogo parece ser muito mais com Nietzsche. A menos que diga que Nietzsche tb gravitou Hegel, o q discordo em absoluto.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Claro que Nietzsche gravitou Hegel: basta ler o AFZ e a leitura que foi feita por Jaspers ou Vattimo inicial. As histórias oficiais não estão narradas da melhor forma. Por ex., a teoria das instituições de Gehlen é uma versão do espírito objectivo de Hegel e tem afinidades com a de Foucault. O problema reside no facto desses deslocamentos produzirem uma noção demasiado maleável e plástica do homem, de resto desmentida por tudo aquilo que vemos diariamente. Algo na filosofia anda a funcionar mal: a realidade não se muda pela magia das transformações semânticas. Em Hegel, o espírito é o homem na história e a história continua aberta: o espírito absoluto que rememoriza a história não se realizou. Abandonamos o absoluto e ficamos com o homem que, em Nietzsche, é uma ponte para o super-homem, a negação do homem que, por sua vez, é a negação do animal. A ideia de evolução, aliás hegeliana, é retida e colorida com algumas tonalidades darwinistas, embora rejeite a selecção natural afirmando a criação a partir da negação. Ora, a ideia básica deriva do cristianismo e da sua noção de história como um progresso para... XYZZ.

Fräulein Else disse...

Naaa... deve ler a crítica de Nietzsche ao historicismo, nos escritos póstumos.

Fräulein Else disse...

n é póstumo, é intempestivo: considerações intempestivas... lol
eu sabia q era um conceito temporal.

Fräulein Else disse...

Pois, mas é q o exemplo de Jaspers e Vattimo inicial, n são propriamente pós-estruturalistas.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Baaaa... Da crítica do historicismo resulta ou o naturalismo ou alguma forma velada de naturalismo e todas elas visam apresentar a realidade estabelecida como algo natural que não pode ser mudado. A ideia de história é revolucionária e foi ela que garantiu o domínio do ocidente. Não vejo mérito no seu puro abandono, até porque se trata de um abandono ideológico.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Bem, Nietzsche não é coerente ao longo do seu itinerários: esses escritos são anteriores a AFZ, mas os seus conceitos estão historicizados e, quando no final desiste e diz sim, condena-nos ao inferno do mesmo, porque nada há de mais terrível que a aceitação do destino.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Foucault é pós-estruturalista, pelo menos a partir de Vigiar e Punir, mas só se lembrou nos cuidados de si nos últimos volumes da História da Sexualidade que rompem com o 1º., A Vontade de Saber, e isto porque estava a morrer e morreu com sida.

Fräulein Else disse...

Vê como o Francisco é historicista, ou progressista, talvez, pq é q os escritos antes de AFZ serão menores ou menos verdadeiros da sua intenção? E q crivo é esse o da "coerência"? Quer que lhe nomeie infinitamente os pensadores q se contradisseram? Isso é revelador da sua grande inteligência:
The snake that cannot slough its skin, perishes. Likewise spirits which are prevented from changing their opinions; they cease to be spirits.

Adivinhe quem escreveu isto.

Fräulein Else disse...

E o que nos interessa q tenha morrido com Sida... rest in peace.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E toda a sua pesquisa é histórica, embora Lévi-Strauss não tenha abandonado completamente a história e a noção de um hóspede não convidado - o espírito humano. Daí que Ricoeur tenha dito que o seu estruturalismo era kantismo sem sujeito transcendental!

E qual o obra de Nietzsche apreciada por Foucault? A Geneologia da Moral. Sintomático!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A Else é insensível: tudo o que gravita na proximidade da morte arrepende-se de ter negado o que sempre foi evidente e próximo, o si! Não estava a fazer um juízo moral, mas a referir que a sua morte latente operou uma mudança de preocupação teórica: o Si entra na sua obra depois de ter sido negado nas obras anteriores.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, o homem é o ser que procura a coerência e Nietzsche não é excepção, como se verifica no Ecce Homo...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A Else precisa curar e livrar-se da emotividade, porque não é boa companheira para o pensamento!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Esse excesso de emoções negativas indica descontrole hormonal, isto é, encharcamento hormonal, e este cega e bloqueia a racionalidade, levando as pessoas a cometer actos deveras impulsivos e irracionais.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Um dos quais é atribuir-me pensamentos que não pensei e juízos morais que nunca fiz ou farei na vida... :P

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O preconceito compartimenta tudo, perdendo de vista a unidade concreta do mundo tal como o vivemos. A ideologia é preconceito: reduz tudo a ideias, isto é, mumifica os conceitos, como diz Nietzsche. Porém, conceitos-múmias correspondem a pessoas-múmias: pessoas privadas das sensações e do contacto com o mundo e os outros. Nos seus ataques emocionais, a Else transforma-se numa múmia autista! Que tristeza!

Fräulein Else disse...

Tá. Xauzinho. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E já que se "caga" para tudo e todos, como disse noutro dia e voltou hoje a dizer em relação à morte de Foucault, use fralda... Curiosamente o seu idealismo mumificante não corresponde ao padrão do idealismo que deriva da retenção das fezes! :)

Xauzinho!

Fräulein Else disse...

Não, pq eu n sofro prisão de ventre nem retenho por prazer. Cago com força naquilo que não interessa... ;)

É sempre interessante observar o Francisco nas suas tentativas de fazer humor. Seria digno de tratamento etológico. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

"Cago com força naquilo que não interessa..."

Isto significa que se caga com força para aquilo que interessa: a vida na sua complexidade concreta.

Fräulein Else disse...

Mas porquê generalizar as minhas palavras que foram ditas a respeito de algo específico? Como, recordo, sobre a homossexualidade de Foucault e o facto de ter morrido com Sida? De onde vem e porquê tanto histerismo?
Por que é que fica tão estupefacto e quase ofendido porque desprezo essas características em prol de outras que acho mais significativas? Não percebo, mas também, tenho + q fazer, q tenho de trabalhar!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E como compreender a obra e o nosso tempo sem levar em conta esses indicadores, de resto tratados na obra? Eu é que não percebo esse impulso para sonegar informação relevante!

Sr disse...

poramordedeus, tenham calma, q discussao mais hegeliana!:)


ar fresco eu trago: Atlas Sound
http://www.youtube.com/watch?v=RqFQgJYJtaY

a minha favorita deles
http://www.youtube.com/watch?v=XSY0WRjxv4s

http://www.youtube.com/watch?v=ZBtW5WTb0qE



Tou aqui a explorar novas bandas e esta axo uma das mais promissoras.
Pra um som mais elektro, tb gostei bastante de Crystal Castles ^^
Se conhecerem Animal Colective, tem td a ver ;)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Não sei se gostei muito dessa banda Atlas Sound: uma banda um pouquinho apagada, não?

Talvez a primeira música seja mais interessante: Quarantined.

Sr disse...

Não :)
Envolve conceitos como shoegaze, surfmusic, psychedelic...
Bandas matrizes q deram origem a esse tipo de som? pode--se pensar, por ex, em beach boys(pelos arranjos harmonicos e imagetica); my bloddy valentine, slowdive(pelo wall of sound shoegaze); os mais recentes animal collective(estes na categ genio:) e ate beach house...

slowdive
http://www.youtube.com/watch?v=dwVGPtNTYVQ

animal collective
http://www.youtube.com/watch?v=ztvr09J7KK4



pra captar o espirito, lembre-se do nietzsche e veja todo esse ppl como verdadeiros "portadores" :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ok, estou a escutar Animal Colective e a educar os meus ouvidos, pensando que essa malta pode incendiar o sistema e operar a Grande RECUSA. Uma boa motivação política! :)

Sr disse...

LOL, começa logo pelos venenos mais lentos e mais poderosos :P

Yeah animal collective foi uma grande pedrada no charco. Pode pensar neles como a grande referencia da musica alternativa desta decada.

(ouça aqui as tais harmonias vocais)
http://www.youtube.com/watch?v=gqvBoFpgXQA

http://www.youtube.com/watch?v=fxvGHQHiY70


A imagem também, claro. É indelevel o quanto é representativa do q se pode dizer ser a estetica predominante destes ultimos 5 anitos...

Sr disse...

Bom, pra n abusar, vou so deixar mais um pro francisco se ir actualizando(e a papillon idem :)

O colectivo canadianoGYBE(God Speed You Black Emperor) , por sinal, terminado ano passado, com um vd feito por um bacano portuga de extremo bom gosto - diria até belissimo


http://www.youtube.com/watch?v=cS2BrxcWWZA


Refinaria de Matosinhos :P

Sr disse...

Link dl pro Atlas Sound, postado agora agora ;)

http://ipsons.forumeiros.com/geral-open-f1/rock-indie-pop-t14-15.htm#456

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Andei na polémica - e a ouvir música - e ainda não conclui o post. :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Gosto do estilo musical do último vídeo! É do bacano tuga da Refinaria de Matosinhos?

Sr disse...

A musica é dos GY!BE, vd é dum português, sim. Ha mais versoes pra essa musica, eu acho, e isso so é possivel devido à natureza não-comercial da banda. Passaram pelo Porto ha uns anos, no Sa da Bandeira, com lugares sentados, o q até me fez adormecer... :))


dormirzZzzZz
http://www.youtube.com/watch?v=QhJAR6UZsCk

^^

Maldonado disse...

Off topic:
Como disse Cavaco Silva nos idos anos 90, a propósito das enormidades de Savimbi a respeito de Portugal e de Durão Barroso (na altura era ministro dos negócios estrangeiros), há disparates atingem uma tal dimensão que nem merecem resposta.
Portanto, quando existe baixo nível, com insultos e ameaças de morte à mistura, nem perco tempo a responder a ataques pessoais.
Ataca-se o argumento e não a pessoa. Aliás, o argumento Ad hominem é próprio de quem não tem argumentos...
Foi louvável o teu gesto, mas contraproducente, pois não se atiram pérolas a porcos...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Oi Maldonado

Mas aquele duo venceu, até porque o tal... é deveras insultuoso e melga. Insultou, insultou, mas tive paciência... Já li o que foi dito no seu post; não tinha lido, porque pensava que preparavam um ataque conjunto. Não me meto mais nesse assunto, porque tenho tido paz na blogosfera, longe dessa linguagem insultuosa. :)

Fräulein Else disse...

Sr Paulo, gostei do vídeo dos GYBE e gostei muito das fotos da menina. :)

Boa noite que eu vou trabalhar até de madrugada... :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Além disso, a mulher em causa procura o seu momento de glória na blogosfera e, se ler o nosso diálogo, ela mostrou ser mais moderada. Eu fui estúpido em me ter envolvido no que não me diz respeito! Estou zangado comigo!

Maldonado disse...

Ora essa Francisco!
Tu agiste de acordo com a tua consciência, por isso não te mortifiques.
Mas os ataques pressupõem táctica, por isso o meu contra-ataque será desencadeado na altura oportuna. ;)
Estou a municiar-me e a preparar o movimento das forças...
Quem te disse que venceram? A contenda ainda não acabou, vai é ter um contorno diferente.

Sr disse...

Cobardolas e interesseiros!
El 40% de los portugueses apoya una unión política con España
La mitad de los portugueses encuestados se muestra de acuerdo en que la enseñanza del español debe ser obligatoria en primaria y secundaria

http://www.elpais.com/articulo/internacional/portugueses/apoya/union/politica/Espana/elpepuint/20090728elpepuint_12/Tes


BUENOS DIAS!


:P

Sr disse...

Fräulein Else disse...

Sr Paulo, gostei do vídeo dos GYBE e gostei muito das fotos da menina. :)




LOL, ainda bem, é q me enganei no q ia postar ;))

Fräulein Else disse...

Pois, eu n interpretei literalmente, pq como n me conhece, n supus que me estava a sexualizar daquela maneira, ou algo assim. Apreciei apenas a sensualidade intrigante das fotografias. :)

Sr disse...

oops tive aqui um nervous breakdown de servidor e comentei duplicado :)


Blogger Fräulein Else disse...
Pois, eu n interpretei literalmente, pq como n me conhece, n supus que me estava a sexualizar daquela maneira, ou algo assim.



LOL, isso pra mim seria + - irrelevante, - até pelas chibatadas q ja lhe vi aqui dar ao F - :))
Nao, ia postar vd dos Atlas Sound + as tais da Vania, pq axei mais arty e a combinar csg, portanto :)

Fräulein Else disse...

Ahah! Que cómico, mas sabe que sempre tive que lidar com isso toda a minha vida enquanto mulher madura: beleza e inteligência é uma equação q assusta muitos homens... mas que fazer? :D Tb me é irrelevante desfazer traumas nos homens de início do século XXI. ;)

Fräulein Else disse...

Até o nosso Nietzsche se assustou com a Salomé, qt mais o homem comum. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Bom Dia Sr e Papillon

Só cheguei agora e ainda não li os comentários. Ontem foi fogo, mas deveras divertido! :U

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Os tugas não suportam beleza e a inteligência no feminino e no masculino, Papillon, e muito menos juntas. Sempre foi assim em Portugal: tudo o que escapa à banalidade é estigmatizado. Ainda ontem fui alvo desse tipo de ataque!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Bahhhh... os meus colegas são uns chatos: alugam os meus ouvidos, exigem isto e aquilo, mas deviam dizer isso aqui no post e não pessoalmente. Hoje estou virado do avesso. Sorry!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr

Ando a pensar na música, mas ainda não alinhavei uma estrutura de trabalho: gosto de música electrónica! E escrevi dois textos sobre isso num diário aqui do Porto.

Fräulein Else disse...

Ah! Sou a favor que os seus colegas comentem aqui! Se um sexólogo é bom, dois é ainda melhor! :D

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, usam o computador mas não gostam da blogosfera. Bahhhh... preconceito!

Tiago r disse...

Sim, Francisco. Até porque se vê cada miúda com cada bronco... :D «Porque tens um homem tão parvo?» «É para o dominar melhooooorrr!» (eheh, a versão vice-versa tb resulta)

Tiago r disse...

Ah, o Francisco é sexólogo de profissão? :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Oui, Tiago, é isso mesmo, mas nem sempre resulta, porque os broncos se tornam abusadores (e vice-versa).

Tiago r disse...

* «Por que...»

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Essa é a designação dada pela Papillon: eu só pesquisei os comportamentos sexuais, não gosto especialmente dessa designação, mas tb não ligo.

Tiago r disse...

Resulta a versão! Não a prática da mesma! :) A prática da mesma é, obviamente, o mesmo, variando a hierarquia do género.

Fräulein Else disse...

Eu queria o F. num programa de tv, q era para eu ligar e expor-lhe algumas dúvidas sexuais.

Tiago r disse...

Ahahah!

Fräulein Else disse...

Se eu fosse sexóloga, adorava que me chamassem sexóloga: especialista em sexualidade, n é isso q o F é? :D
N é filósofo, q eu saiba, n investiga em filosofia.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Falando a sério: algumas dúvidas que surgem são muito irritantes e o politicamente correcto não permite fazer o exame que elas exigem. Elas são sintomáticas de muitas outras coisas que merecem mais atenção que a receita sexual ou o uso do dildo.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O que gosto mesmo é de dissecar criaturas, retalhar, fazer preparações, examinar, observar, elaborar hipóteses, etc. Conceptual designer: eis o que sou.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, Papillon, até faço parte de um centro de investigação filosófica, com o qual colaboro quando me apetece, e participo nos congressos.

Sr disse...

lol, n seria melhor o F instal uma shout-box-chat qualquer?

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E de outras instituições filosóficas... :D

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Penso que posso fazer isso: recebi um email para instalar qq coisa do género..., mas n tive tempo para pensar.

Sr disse...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr

Ando a pensar na música, mas ainda não alinhavei uma estrutura de trabalho: gosto de música electrónica! E escrevi dois textos sobre isso num diário aqui do Porto.


:O

Mas electronica erudita ou mais mainstream?
Tb é vertente da musica q mais me atrai*

Fräulein Else disse...

Óptimo ainda bem q tb investiga em filosofia, é multi-facetado, então. ;)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Mainstream de preferência, embora aprecie tb a erudita... Nestes textos confrontei o problema da desumanização da arte de Ortega e dei-lhe a volta...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Multifacetado como o olho da mosca? Hummm... na na na. Procuro ser completo ou estar a caminho dessa meta, como Hegel: movimento de aprofundamento...

Sr disse...

deu a volta ao Ortega? foi vc??? :O

Veja este
http://www.springwidgets.com/widgets/view/49262/?param_param=http%3A%2F%2Fextramusicnew.blogspot.com%2Ffeeds%2Fposts%2Fdefault&param_compactView=-1&param_blurbLength=512&param_style_borderColor=0x000000&param_style_brandUrl=&width=160&height=344

Fräulein Else disse...

Hmmm... ter conhecimento de várias disciplinas nunca "aprofundou" ninguém. Infelizmente tive professores extremamente eruditos, que apenas contribuiam para a estultificação. :(
No entanto, como já lhe disse noutra ocasião, o saber filosofia e ter vários conhecimentos transversais, hoje em dia, pode ser uma forma de resistência face à sociedade altamente especializada.

Fräulein Else disse...

E fazer a ponte entre a ciência dura, como o caso do F, com as ciências humanas, deveria ser o objectivo universitário.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr

Ah, não é esse Ortega, é o José Ortega y Gasset, o crítico aristocrático da cultura de massas.

Julgo que interpretei a música electrónica como a abolição do elemento humano e a desumanização da arte é um aspecto que Gasset atribui à arte contemporânea. Virei o conceito contra a condenação aristocrática de Ortega. Mas vou escutar essas músicas... :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Quando falo da ponte uso o termo no sentido que lhe deu Simmel na sua sociologia formal, jogando-o com a noção de porta: os meus posts podem ser vistos a essa luz - pontes.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Quem precisar de acompanhantes tem dois endereços no post prostituição em Portugal! A vida é dura e cada um faz o que pode ou sabe, tanto dá... :P

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Pode ser um fim de semana diferente:

http://cyberdemocracia.blogspot.com/2008/01/prostituio-masculina-em-portugal.html

Liberdade de escolha!

Sr disse...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, não é esse Ortega, é o José Ortega y Gasset, o crítico aristocrático da cultura de massas.


LOL, eu sei, mas tb n lhe acho grande piada ou originalidade. Nessa coisa da critica à arte moderna é mt parecido com o levi-strauss, sendo q prefiro este por tb ser um leitor de Nitx :)
Ah, mas do Gasset gostei de ler um livriito sobre a agonia do cristianismo e o conceito de "agon".


Na electronica, o F conhece APHEX TWIN? esse é o master ^^

Tiago r disse...

Aphex Twin tinha uns videos muito marados, lembro-me da minha adolescência. Prodigy tb é bom. Mas a minha área de audição é rock anos 60 e 70.

E para desmistificar um pouco, há metal que vale a pena e nada alienado! Deixo uma banda que oiço hoje em dia: Solefald (da Noruega). Sonoramente, é bastante ecléctica: a base é metal, mas perpassa o tri-pop, drum and bass, e excelentes variações vocais em voz limpa. São dois. Um deles tem, salvo erro, várias licenciaturas e mestrados, isto só para dizer que é todo pró-folosofia. E tb anda metido na electrónica. As letras expressam-no bem: subversão.
Álbuns: The Linear Scaffold; Neonism (este é o que tem uma abordagem mais ecléctica) - são os que aconselho :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr e Tiago

Boas sugestões musicais que aqui fizeram. É necessário educar para a música na música - ouvindo música. Vou estar mais atento a esse vasto leque musical. Infelizmente, as obras que tenho sobre música são muito elitistas e desprezam estes géneros musicais. Por ex., a teoria da música de Adorno, talvez a mais completa no âmbito da estética, despreza-os e critica-os. Bloch é talvez mais receptivo. Para dizer a verdade, ainda não captei um conceito de música: tudo é reduzido à música clássica. Uma simbólica do sentimento humano (Langer)? A pura expressividade de imagens sonoras sem vontade significativa (Dorfles)? A presença real do ausente (Steiner)? A negação do princípio de realidade (Adorno)? A utopia que visa realizar-se (Bloch)? Muitas estéticas!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Dorfles tem um estudo sobre música electrónica erudita deveras interessante, mas a sua estética deixa de lado o sentimento, focando a imagem sonora. Porém, como a música acompanha o homem desde os tempos imemoriais, penso que há nela uma forte componente sentimental e Lange trata desse aspecto. A base da música é o reconhecimento de formas no tempo virtual, carregado com os aspectos do sentimento humano. Ouvir é a actividade musical primária. Lange é interessnte!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

*Susanne K. Langer, com "r" no fim, claro.

Langer diz uma coisa importante: o apoio de que o música precisa para continuar a criar música é ter um mundo que ouve. Ora, vivemos numa sociedade em que todos falam mas ninguém escuta o outro: as pessoas não se escutam umas as outras! É uma sociedade anticultural!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Aliás, a teoria da arte de Langer é uma generalização da sua teoria da música. :)

Sr disse...

"Blogger Tiago r disse...
Aphex Twin tinha uns videos muito marados, lembro-me da minha adolescência. Prodigy tb é bom. Mas a minha área de audição é rock anos 60 e 70.

E para desmistificar um pouco, há metal que vale a pena e nada alienado! Deixo uma banda que oiço hoje em dia: Solefald (da Noruega)"


Fui ouvir Solefald e não axei nem bom nem mau, antes pelo contrario :)) Tb n vi la qq drum and bass ou trip-hop*
Claro q n desilude pra quem goste de fusoes symphonic black metal, todavia, nunca consigo considerar nada vindo destes sub-generos metal como contributos significativos e evolutivos para a hista da musica popular. Pelo contrario, na sua gr maioria, axo-os ate reaccionarios e dum niilismo primario, qd nao infantil :))
Nesta questao, tou exactamente como o Nietzsche em relação ao problema wagner, sendo q ate vou mais além ao nem sequer excluir(e gostar) de varias propostas assumida/ niilistas.



Quanto aos vds "marados" do aphex, não são uns videos quaisquer! Conhecer e apreciar a estetica do CHRIS CUNNINGHAM é uma obrigação :)

3 excelentes exemplos:

http://www.youtube.com/watch?v=5Az_7U0-cK0

o Adorno alguma x ouviu/viu algo assim pra ser, ainda hj, levado em conta? :)
http://www.youtube.com/watch?v=EtBa5SS33JI


^^
http://www.youtube.com/watch?v=EjAoBKagWQA

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Diz Langer:

"A música é o nosso mito da vida interior - um mito jovem, vital e significativo, de inspiração recente e ainda em crescimento vegetativo".

Isto na primeira versão da teoria da música, onde é vista como Forma Significante (sem significado convencional), porque na segunda versão acaba por ser tomada por Bergson: intuição directa da música.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Adorno morreu em 1969! :(

Sr disse...

exacto, por aí vê o porquê do nietzsche dar a importancia q dá às formas historicas e ao seu desenvolvimento sob a forma de discurso e progresso :P

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O tema é deveras complicado, porque podemos sempre descobrir falácias nas teorias da música. Hoje o meu cérebro não quer pensar! Bahhhhh

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Estava a tentar descobrir conceitos novos e o primeiro Lukács fornece-os, mas tem a falácia da expressão que Langer resolve com a expressão lógica dos sentimentos: o músico expressa os sentimentos tal como os pensa e não como sente e é desse modo que ele apresenta aos outras essa sensibilidade. Adorno tem razão qd estabelece a conexão entre música e sociedade.

Sr disse...

Cool!
Vou entao sugerir q plane até às estepes nordicas, concretamente, até Tromso, Noruega, terra do BIOSPHERE

Biosphere - Substrata [1997]
LINDO!! ^ ^


1. As the Sun Kissed the Horizon
2. Poa Alpina
3. Chukhung
4. Things I Tell You
5. Times When I Know You'll Be Sad
6. Hyperborea
7. Kobresia
8. Antennaria
9. Uva-Ursi
10. Sphere of No-Form
11. Silene

Substrata by Norwegien artist Biosphere is one of the all-time classic ambient albums.Mixing chilling atmospheric tones with ambient samples of ice, snow, forests and Russian radio broadcasts from the artist's homeland Substrata is difficult to describe in words alone.This album is an awesome collection of atmospheric ambience which really creates a "place" with the sound.Personally it feels like you are in some cold artic wastes with the wind blowing around you and the cold wind blowing through you.I think this album is an absolute classic and should be owned by anyone even slightly into ambient music.A veritable cascade of sound. The absence of anything harsh, abrasive, or distracting makes this a good meditation cd, too.Lots of people are calling this the greatest ambient album ever made. Put me in league with lots of people. This album creates a pensive, brooding atmosphere that lends itself nicely to deep contemplation. The first four tracks alone are worth the price of the album. Put it on in a pitch black room with a good set of headphones, and prepare to transcend .Very highly recommended.

http://rs128.rapidshare.com/files/86523625/BioSub.rar


http://www.youtube.com/watch?v=k5VZKB1J2UM


Se viu filmes como o Solaris, do Tarkovski, tem tudo a ver ;)


Boa audição a tds 0/

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Estava a planar pela antropologia musical ou musicologia comparada, ao som de MJ Herskovits. :)

Sr disse...

como noutro dia o francisco queixava-se dos seus olhos cansaditos da leitura...


http://www.videos.iol.pt/consola.php?projecto=257&mul_id=13153540&tipo_conteudo=1&id_conteudo=1078548&tipo=2&referer=1

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

PlayBoy 5. :)

Tiago r disse...

Sr.: «Fui ouvir Solefald e não axei nem bom nem mau, antes pelo contrario :)) Tb n vi la qq drum and bass ou trip-hop*»

Provavelmente foi ouvir Solefald ao MySpace... De qualquer forma, se leu o que escrevi, digo que se trata de um álbum em específico, onde «perpassa» esses estilos: no álbum Neonism.

Sr.: «Claro q n desilude pra quem goste de fusoes symphonic black metal, todavia, nunca consigo considerar nada vindo destes sub-generos metal como contributos significativos e evolutivos para a hista da musica popular. Pelo contrario, na sua gr maioria, axo-os ate reaccionarios e dum niilismo primario, qd nao infantil :))»

Concordo plenamente. Mas com certeza não estará a falar de Solefald... até porque não é nada do que descreve. Claro que o metal se encontra vitimado pela imagem decadente e retrógrada que as bandas fomentam, mas remeter tudo ao mesmo saco é fazer análises demasiado egológicas e sectárias.
Nem sequer era meu intuito meter qq tipo de metal em qq tipo de lista. Muito menos popular ;)

Sr.: «Quanto aos vds "marados" do aphex, não são uns videos quaisquer! Conhecer e apreciar a estetica do CHRIS CUNNINGHAM é uma obrigação :)»

«Marados» ñ é depreciativo, meu caro melómano, é uma maneira, aliás bem ao jeito popular, de dizer que deixou marca: principalmente aquela «mania» dele de desdobrar a própria imagem em variadíssimas outras morfologias.
Mas pronto, troco «marado» por «marcante»! :) E ñ sinto qq obrigação em explorá-lo!

E, de qq forma, ñ referi só metal. E se o referi sequer, foi apenas para o ressalvar um pouco do que aqui manifestamente pouco se demonstrou saber (o q ñ é um mal! mal seria permanecer na ignorância!) ;) Deixei também duas datas importantíssimas (anos 60-70 no rock n' roll), para a tal abordagem popular. Aliás, a de 60 precedeu o hip-hop.

Afinal, tudo é sequencial. Isso é o interessante. E a análise ñ deve ser preconceituosa ou sectária.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A "estética do CHRIS CUNNINGHAM":

«(...) aquela «mania» dele de desdobrar a própria imagem em variadíssimas outras morfologias».

Se for assim, acho que me vou interessar por Chris Cunningham! Quando um ser desdobra a sua imagem em diversas morfologias, o meu faro clínico fica apurado! :)))

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Vi o "Come to Daddy": as variações morfológicas são diabólicas. Satanismo é um culto pouco estudado em termos de psiquiatria, aliás o tema tornou-me indigno de atenção científica. Porém, analisar a estética musical dele a partir dos textos ou das imagens é introduzir elementos externos na análise, o que geralmente é feito. Para todos os efeitos, seria necessário conhecer toda a obra e isso demora... Os vd fazem-me lembrar alguns filmes de terror: Exorcista e outros do género. Seria interessante ver como estes grupos musicais explicitam as figuras e a noção do diabo - ou do Mal?

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Aliás, há uma conexão entre grupos juvenis e os cultos satanicos que ainda não foi bem estudada e compreendida. Supostamente vivemos uma era secular e secularizada e, no entanto, depois da morte de Deus, recorre-se ao diabólico: qual o significado deste recurso? Niilismo? Mas seria uma visão peculiar do niilismo! Caos? Desordem? Vazio? Desespero? Fim do mundo? Catástrofe? O campo é grande...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ou, na melhor das hipótese, revolta e vontade de lutar contra o sistema? Mas neste caso a música como arma já devia ter promovido a revolta e incendiado o sistema dominante. O próprio estilo musical pode fomentar o conformismo num ódio contido, não-dirigido. Ora, o ódio não-dirigido contra o alvo sistémico fomenta mais formas de neotribalismo do que a mudança social: o capitalismo sabe lidar bem com as lutas tribais, pelo menos nos USA, onde o fenómeno é visível e atravessado pelas diferenças étnicas.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O lugar da Filosofia é aquele onde se vislumbra a esperança e, se a esperança estiver nestes grupos musicais, a filosofia deve apoiá-los, fornecendo as grelhas cognitivas necessárias para a explosão da revolta e do terror contra o sistema. A Filosofia é pensamento inconformado: ela dirige o ódio contra alvos específicos do sistema. É nisso que devemos trabalhar: uma música que faça as pessoas sentirem-se incomodadas com o seu conformismo doentio e com a ordem social estabelecida. A agressão contida ou auto-dirigida deve explodir para o exterior: a praxis esclarecida - a docta spes - tem o seu momento de extrema agressividade - sempre contra o sistema que priva as pessoas de uma vida digna e sem angústia.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Essa revolta visceral pode tomar a forma do diabo, não como figura maléfica, quase mitológica, mas como oposição sistemática ao sistema vigente. Essa pode ser a noção que os jovens fazem do diabo: uma figura da mudança e da libertação. A demonologia converte-se em ciência da transformação do mundo: uma nova filosofia para o nosso tempo deprimido e triste.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A música pode ser a nova metamorfose do diabo - o diabolus in musica. O diabo como uma figura revolucionária que luta contra o deus do sistema! O deus do sistema é hipócrita: o diabo zomba dele! Ser diabólico é ser rebelde, é recusar o sistema, é contrariar todas as ordens, é dizer - basta de opressão velada, quero experimentar a LIBERDADE!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, a Filosofia deve despir esse preconceito elitista e falar a linguagem do nosso tempo: os pseudofilósofos que andam por aí a circular, falando do alto da sua extrema estupidez activa, são meias-fodas. Que se foda o sistema! Ou melhor, é preciso foder o sistema! O diabo fodilhão que mirra o sistema com uma megafoda! :)

Sr disse...

o francisco tá possuido :O

http://www.youtube.com/watch?v=zUDTq7cAqR0




ritmo drum and bass* ;)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Isto veio a propósito do que o Tiago disse - aliás dirigido a si; eu estive a divagar: diabolus in musica.

Sr disse...

ah! dsc, n tinha visto pra tras, meio ocup aqui*
Mas, se pensa na figura da diabolização enquanto entidade do judaismo-cristianismo, não axo, so mesmo quando à sua origem etimologica poderei concordar: "o q separa" (ou algo assim)
No Chris e Aphex o q é problematizado e posto em questão é mais a cena heideggeriana da relação perversa com o mundo da tecnica e da imagem*

Sr disse...

lol, entre ocup e trasado, falhas de server e conflito de extensoes ff hoje ha aqui de tudo :)

dizia eu q "mais de representação q de imagem"*



e q logo q tenha tp resp ao tiago 0/

Sr disse...

Tiago r disse...


Sim, ouvi Solefald so no myspace e n conheço o Neonism, mas, acredite, é mt raro surpreender-me com algo q venha dessa area, e esses noruegueses n sao excepção.
O local n é o indicado, mas, se quer algo q ultimamente esteja a dar mt soundbyte pela pretensa novidade e importancia, sugiro q check o trabalho deste senhor e da sua banda SUNN O))) http://www.myspace.com/stephenomalley O.o
Ainda no metal, e pela abrangencia de gostos q conseguiram com os seus ultimos trabalhos, sugiro: ULVER http://www.youtube.com/watch?v=0rs_NRyNs4o (com HR Giger ^^)
e os japoneses Acid Mothers Temple http://www.youtube.com/watch?v=UhGjgPM19m4 (cuidado a partir de 1.40m:))



"«Marados» ñ é depreciativo, meu caro melómano, é uma maneira, aliás bem ao jeito popular"

e nem eu axei q fosse. Axei sim q a descrição ficava mt aquem, como alias se provou depois de eu colocar o enfase necessario ;)


"Deixei também duas datas importantíssimas (anos 60-70 no rock n' roll), para a tal abordagem popular. Aliás, a de 60 precedeu o hip-hop."

Hmm, nao axo tao importante assim, definitivamente, nao axo essas decadas mais importantes q as de 1990 - 2000 - 2010 :)
E, sim, como melomano, tb conheço consideravelmente o q se faz aí desde a decada de 50 pra emitir essa opiniao com segurança.
Kraut incluido*
http://www.youtube.com/watch?v=3lkHvcsZ_nM

0/

Tiago r disse...

Francisco,

para o que escreveu dp do meu comentário ao Sr., de que cito, para resumir, esta parte, «Ou, na melhor das hipótese, revolta e vontade de lutar contra o sistema? Mas neste caso a música como arma já devia ter promovido a revolta e incendiado o sistema dominante.», já foi feito de certa forma... pelo menos a nível de incêncios :) o extremista Black Metal Norueguês, que na Noruega é considerado o inimigo n.º 1 do sistema: se bem q hoje em dia, tanto qto sei (pois que há uma década que dispersei), esteja mais calmo, pelo menos em termos de acção no campo.


Sr.,

qd falei de Solefald, falava que é uma banda de abordagem sócio-interventiva, contrariamente ao que é conhecido do restante metal, que só sabem gritar. Solefald, contrariamente, sabe gritar, cantar, compor e até pensar! :) Não quis de todo impingir a banda, só dar a conhecer que se destaca dos demais.

Stphen O'Malley é interessante, mas demasiado atmosférico...

Ulver - excelente! Já tinha ouvido o que deixou aqui, acho, é interessante, mas prefiro a fase anterior: tanto a fase metal como a fase final, em que, por exemplo, musificam todo o Marriage of Heaven and Hell, do William Blake, já numa vertente experimental e ñ propriamente metálica. Foi a passagem. Ainda assim, prefiro Arcturus (mesmo vocalista de Ulver, até ao álbum The Sham Mirrors).

Referi as décadas de 60-70 não como décadas de maior importância do que as seguintes, que você refer, mas como importantes nas datas em que aconteceram. Claro que a nível interventivo a década de 90 e posteriores têm mais peso. Mas isso é a ordem natural do Cronos ;) Sem uma ñ haveria a outra. Foi portanto importante em si.

Mais perto da índole hip-hop, gosto disto (old Rage Against the Machine vocalist): http://www.myspace.com/onedayasalion
estes sim, são interventivos, e acho q ñ apenas musicalmente... pelo q ouvi...

Tb ando ocupado... Ñ decerto com tópicos mais interessantes... :(

Fräulein Else disse...

Sr.,

Já li as suas msgs e está tudo esclarecido. :)
Boa noite a todos

Sr disse...

Tiago r disse...
"Mais perto da índole hip-hop, gosto disto (old Rage Against the Machine vocalist): http://www.myspace.com/onedayasalion
estes sim, são interventivos, e acho q ñ apenas musicalmente... pelo q ouvi..."


Ahhh ainda n conhecia esse novo projecto do Zack :) Tb, diga-se, n é mt diferente do q ele sempre fez :))
http://www.youtube.com/watch?v=tYBvZtNu2S0


Descobri q subiram um doc mt fixe q ja conhecia sobre a hista da house music. Ainda hj posto no meu forum, mal tenha tempo e disposição.. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr

Gostei das amostras que postou no seu fórum. :)

Sr disse...

amostras? os vids pump up the volume?
Conheço quase tda a historia, mas tb ainda n vi o doc todo :)
Giro giro ta o comment com musica dos Animal Collective q postei no myspace da fraulein ^^

Sr disse...

uma das ultimas do banksy

http://c1.ac-images.myspacecdn.com/images02/85/l_093dec751a4e4f708bd26da67703f2e8.jpg


:P

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Não conheço esse espaço fraulein? O que é isso? Música alemã?

Sr disse...

LOL, naaao, o perfil myspace da fraulein else!! :))

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, tb n conheço... :(

Aveugle.Papillon disse...

Ah Francisquinho, o meu espaço é este: http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=296602641

nao publico nada, só fiz perfil pq tenho alguns amigos músicos e era para lhe poder deixar comments.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, isso funciona normalmente, né, porque eu tb tenho várias contas, mas perdi o vestígio. Vou ver... :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Else

Vi o seu espaço e gostei: 27 amigos. :) Eu devo ter arrnjdo um inimigo, o da tal polémica que anda a clicar e a assinalar no neurofilosofia, por causa da hiena. :(