domingo, 23 de novembro de 2008

Subcultura Sadomasoquista e Vocabulário Erótico

O Dicionário Gay/Lésbico Ilustrado português on-line permite-nos compreender o papel que a submissão sexual desempenha na vida sexual dos homens gay portugueses.
Recorrendo aos termos ingleses, o dicionário on-line utiliza uma mesma sigla, BDSM, para designar e classificar as actividades sexuais de "Bondage and Discipline", "Domination and Submission" e "Sadism and Masochism", associando-as a "leather". Para explicitar estes conceitos, o dicionário recorre a uma distinção de fundo entre "Kinky" e "Vanilla". Em português, o termo "Kinky" pode ser traduzido aproximadamente por pervertido ou perversão e é utilizado para designar as "formas pouco comuns de fazer sexo", além do "leather", e, como tal, opõe-se a "Vanilla" (Baunilha), termo utilizado para indicar as "pessoas que preferem o sexo mais ou menos convencional, sem grandes extremos". Com base nesta distinção que retoma a clássica distinção entre a sexualidade normal e as perversões sexuais, o sistema BDSM pode ser incluído ou mesmo identificado com "Kinky" definido em oposição ao "sexo convencional".
De facto, na subcultura bondage e sadomasoquista, ainda pouco representativa em Portugal, os indivíduos percebem as experiências vividas durante a prática da sexual bondage como "prazer sexual intensificado", em comparação com a gratificação obtida com o comportamento sexual convencional ou "sexo baunilha". O sistema BDSM compreende três tipos de conjuntos de actividades sexuais: "Bondage and Discipline" que, na entrada "bondage", o dicionário define como "actos sexuais em que alguém está amarrado ou preso", sem levar em conta que esta prática pode ser satisfatória em si mesma, independentemente de conduzir ou não ao orgasmo; "Domination e Submission" que parece ser diluída no sadomasoquismo; e, finalmente, "Sadism and Masochism" que o dicionário apresenta como "associação de sadismo e masoquismo". O sadismo consiste em "retirar prazer sexual de agredir física ou moralmente alguém (mesmo com o consentimento dessa pessoa), enquanto o masoquismo "consiste em retirar prazer de ser agredido física ou moralmente". Assim, S & M é definido como "tirar prazer sexual do sofrimento próprio (masoquismo) ou de outrem (sadismo)". CID-10 define o sadomasoquismo como "uma preferência por actividade sexual que envolve servidão ou a inflição de dor ou humilhação. Se o indivíduo prefere ser o objecto de tal estimulação, isso é chamado masoquismo; se é o executor, sadismo". De acordo com o DSM-IV-R, o masochismo sexual implica "o acto (real, não simulado) de ser humilhado, agredido, amarrado ou submetido a sofrimento", enquanto o sadismo sexual implica "actos (reais, não simulados) em que o sujeito se excita sexualmente com o sofrimento psicológico ou físico (incluindo a humilhação) da vítima".
É muito difícil encontrar definições que satisfaçam simultaneamente os indivíduos envolvidos nestas práticas sexuais e os seus investigadores. O que podemos dizer é que a expressão "Dominação e Submissão" é usada como uma estrutura-quadro que incluí os outros dois conceitos de B & D e de S & M, bem como um conjunto de outras variações sexuais, tais como o fetichismo e o travestismo, no caso dos comportamentos sexuais resultantes implicarem a troca de poder (exchange of power). Esta parece ser implicitamente a perspectiva dos autores do dicionário on-line. Embora mencionado na entrada BDSM, o termo D & S não aparece definido numa outra entrada autónoma, como se os autores partissem do pressuposto de que o seu sentido é demasiado evidente e conhecido para merecer um esclarecimento adicional. Contudo, existe uma entrada que capta o sentido de D & S: "Role Play" é usado para referir o jogo de "assumir/representar certos papéis durante o sexo", tais como "mestre/escravo", "polícia/prisioneiro" ou "professor/aluno", donde resulta a sua associação ao sistema BDSM ou a "Leather". De facto, BDSM e "Leather" estão intimamente ligados na subcultura gay sadomasoquista. "Leather" é definido como "couro, fetiche por roupas em couro" e está associado a "homens musculados e/ou peludos ("Bear") de aspecto masculino e a sadomasoquismo ou situações humilhantes". Estas situações implicam diversas espécies de fetichismo sexual, que, na perspectiva gay, significa "ter uma atracção sexual particular por um objecto ou parte do corpo". Por extensão, o termo fetichismo sexual é utilizado para designar "qualquer prática sexual menos comum".
Os homens gay portugueses sabem perfeitamente que o sexo é uma relação desigual, que, com base na Dominação e Submissão, se estrutura e se organiza como uma relação entre "mestre e escravo", "polícia e prisioneiro" ou "professor e aluno". Os primeiros elementos destas relações desempenham o papel dominador e activo (introdutor anal), portanto, invasor, enquanto os segundos elementos são reduzidos ao papel submisso e passivo (receptor anal). A relação homossexual é vista predominantemente como uma espécie de violação sexual consentida e os seus participantes são classificados em função do preconceito heterosexista: o parceiro activo vê-se a si mesmo como sendo "menos homossexual" e, portanto, "mais homem", do que o seu parceiro passivo, que é visto como sendo "mais homossexual" e, portanto, "menos homem". Esta diferenciação interna que garante a autonomia e a independência sexual dos homens gay é perspectivada em função da ideologia heterosexista: o homossexual passivo é equiparado a uma "mulher" que é usada e abusada pelo seu "parceiro masculino" ou, como diz o dicionário, de "aspecto masculino". Este preconceito sexual justifica a violência conjugal que pode ser observada frequentemente nos casais homossexuais. Segundo o dicionário on-line, numa sessão sadomasoquista real ou on-line, os participantes são chamados "master" (mestre), termo que identifica os participantes que "controlam e/ou humilham o parceiro (numa acção consentida)", e "slave" (escravo), termo utilizado para identificar os participantes que "são controlados e/ou humilhados pelo parceiro (numa acção consentida)". A relação entre estes dois tipos de parceiros é designada por "masters & slaves" ou "masters & dogs" em função do grau de humilhação. No segundo caso, a humilhação "é maior do que no primeiro caso", porque o indivíduo submisso é tratado "abaixo de cão". "Coisa" e "cu largo" são outras designações dadas aos parceiros submissos e passivos. A referência constante à "acção consentida" é sintomática: a relação homossexual, sobretudo o coito anal, é encarada sistematicamente como "violação consentida" e, portanto, como um acto de humilhação, independentemente de estar associado ou não ao sexo sadomasoquista. Na última situação, os homens gay dominadores agem sob os impulsos sexuais sádicos com um parceiro que o permita e que sofre a dor e a humilhação de livre vontade. Porém, nalguns casos, os impulsos sexuais sádicos podem ser executados com vítimas sob coacção, mas, em todas as situações, o sofrimento da vítima é sexualmente excitante para o parceiro sádico.
O Dicionário Gay/Lésbico Ilustrado português on-line reconhece tacitamente o "esquema tradicional do sexo", subordinando as homossexualidades masculina e feminina à ideologia heterosexista: a homossexualidade, e não apenas o sadomasoquismo, é vista como perversão sexual. A reprodução deste preconceito sexual no seio da ideologia gay torna-se evidente quando o dicionário associa os papéis sexuais aos fetiches, à indumentária e aos materiais utilizados. O dicionário refere nove fetiches: "Hood" (capuz), o "fetiche por capuzes, normalmente em latex ou couro"; "Jock" (atleta/tipo de slips), o "fetiche por equipamento desportivo"; "Leather" (couro), o "fetiche por roupas em couro"; "Scot", o "fetiche por fezes"; "Shaving", o "fetiche por rapar os pêlos corporais, normalmente com lâminas de barbear e com preferência pela área genital e nádegas"; "Spanking", o "fetiche por palmadas, normalmente utilizando utensílios como a colher-de-pau nas nádegas"; "Speedos" (fato de banho do tipo tanga), o "fetiche por fatos de banho"; "Ticking", o "fetiche por cócegas, normalmente com recurso a penas ou plumas"; e "Voyeur" (observador), o "fetiche por observar ou ser observado enquanto se pratica relações sexuais". O dicionário refere três materiais ou dispositivos utilizados nas sessões sadomasoquistas: "CockRing", o "anel em metal, couro ou borracha, colocado na base do pénis para (reforçar e) prolongar a erecção"; "Dildo", "o vibrador ou outro objecto utilizado para estimular (e penetrar) o ânus ou a vagina" no caso das relações lésbicas; e "Toys" (brinquedos), a "utilização de acessórios durante o acto sexual como, por exemplo, os vibradores". "Chem sex" ou sexo químico é o termo utilizado para designar o "sexo com recurso a drogas", em especial os boosters e os poppers muito utilizados nas sessões sadomasoquistas ou de sexo gay em grupo. Embora interditos, os poppers são substâncias inaladas que têm a propriedade de acelerar as pulsações e a capacidade de erecção. As práticas sexuais associadas ao sistema BDSM são, segundo o dicionário, "Chuva Dourada" ou "Watersports", termos usados para referir o acto de "urinar sobre (ou dentro de) alguém, para prazer sexual das partes envolvidas"; "Fistfuck" ou "Fisting", termos utilizados para designar a "penetração anal ou vaginal (no caso das lésbicas), com a mão/braço"; e "fio terra", termo que designa a "penetração de dedos no cu". Estas actividades indicam o controlo de um sujeito sobre o parceiro submisso, cuja fantasia mais comum é ser violado enquanto se encontra preso ou amarrado pelo seu parceiro dominador, sem ter possibilidade de fugir.
Em termos estritamente ideológicos, o dicionário on-line classifica, em última instância, o sistema BDSM como fetichismo sexual, termo que utiliza para designar "qualquer prática sexual menos comum". Isto significa que todas as actividades sexuais e eróticas que não se incluem no "vanilla sexo" (sexo convencional) são encaradas como variações do fetichismo sexual ("Kinky"). O sadomasoquismo é claramente definido como um conjunto de "situações de humilhação" em que os parceiros dominadores e activos tratam os parceiros submissos e passivos como "meros objectos" submetidos e sujeitados aos seus próprios caprichos, mais precisamente aos seus fetiches: os primeiros sentem prazer em humilhar, agredir ou violar os seus parceiros submissos, e estes sentem prazer em ser humilhados, agredidos ou violados pelos seus parceiros dominadores e activos. Duas das quatro facetas do sadomasoquismo são identificadas: a administração e recepção de dor e a humilhação que parecem implicar uma terceira faceta, a da restrição física (bondage). Porém, talvez devido ao grande fetiche dos homens gay portugueses, aquele que os faz pensar que os homens heterossexuais são os "verdadeiros machos" e, por isso, os alvos primários dos seus desejos e fantasias sexuais, a faceta da hipermasculinidade é completamente ignorada, embora o rimming, watersports, fistfucking, scatologia, spanking, chuva dourada, dildo e fio terra, sejam práticas hipermasculinas. Isto significa que os homens gay portugueses se sentem, no seu conjunto, "menos homens" que os homens heterossexuais. E, neste aspecto, o dicionário reflecte uma certa dose de homofobia interiorizada.
J Francisco Saraiva de Sousa

33 comentários:

Denise disse...

Boa noite, Francisco!
Algumas observações:
1.Interessante verificar, pelo seu texto, que os homossexuais importam para o seio das suas relações os preconceitos heterossexistas, quando deles se querem libertar...
2.Não compreendo, como é qe se pode encarar o coito anal como um acto de humilhação, na medida em que dá (muito) prazer tanto ao sujeito activo quanto ao sujeito passivo, e isto tanto nas relações homo como heterossexuais.
3. A expressão "violação consentida" traduz-se num oxímoro incomportável e, por isso, sem sentido.
4. Quanto aos fetiches, por mais repugnantes que alguns me/nos pareçam, o importante é que cada indivíduo viva a sua sexualidade numa lberdade responsável, isto é, sem forçar o parceiro porque, aí sim, passamos do consentimento à violação efectiva. No entanto, pergunto se alguns deles não serão sintomáticos de um desvio que requeira a intervenção psiquiátrica... ou será que este é já um preconceito meu?

Denise disse...

"Fistfuck" ou "Fisting"?!
É mesmo possível?! Pensei que fosse um mito.
É que só de imaginar dói! :S

Denise disse...

Apreciei imenso a sua conclusão :-)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Olá Denise

Bem, quanto ao fisting, eles/elas dizem que dá prazer. Ontem, num site web-cam, foi uma sessão de fisting com as duas mãos e braços enfiados. Eles tomam drogas para dilatar e devem ser "largos".

Uma sessão de estocadas à bruta e com o parceiro amarrado é violação consentida: um acto agressivo que fere até deitar sangue.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Não tirei todas as conclusões, devido ao tamanho do post. :)

Denise disse...

Brutal... :-(
Eu devo ser mesmo muito vanillazinha...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, Denise

Numa das amostras tenho dois heteros que bebem a sua própria urina! Ainda não consegui explicar tal comportamento!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Brutal é pouco! Superbrutal! Daí a designação hipermasculina dada a tais actos! Mas tomam, inalam e injectam drogas, além do hábito facilitar tais práticas.

Denise disse...

A observação, o estudo e a análise exaustiva do sexo e dos comportamentos sexuais não desmotiva a vida sexual do cientista? Parece-me muito pior que a exposiçao contínua à mra pornografia que, por si só, acaba por destituir o acto sexual do interesse genuíno. Deve ser muito ténue a fronteira desse equilíbrio de que não se pode descurar!

Denise disse...

Aghh!
Bebem a própria urina ou a do parceiro?
A urina terá algum significado simbólico que fale directamente ao subconsciente de alguns indivíduos?
Por acaso às vezes tenho sonhos (não sexuais) com urina e também não consegui encontrar o significado dessas estranhas ocorrências.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Depende do perfil do observador científico. A maior parte das práticas, bem como os sujeitos observados, não produz qualquer efeito em mim, e, com a experiência, aprendi a concentrar-me na própria observação e no seu registo. A única coisa que pode suceder em algumas situações mais eróticas é ficar com o sistema autónomo virado para o sexo: excitação autonómica que pode ser depois descarregada.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, como mamíferos, a urina deve dizer-nos alguma coisa, de forma muito inconsciente.

Já vi uma enfermeira provar a urina de um paciente e depois confirmei que ela faz isso frequentemente. Talvez uma dia lhe pergunte o porquê? Oh, vai ficar cheia de medo!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A urina é usada para marcar o território mas, em algumas situações humanas, pode indicar excesso de medo. Mas deve ter outro significado: o cheiro a urinol é terrível; o sabor deve ser qualquer coisa horrível. Não sei!

Denise disse...

Eu "desgarrego" involuntariamente durante o sono, onde tenho a iniciativa e o atrevimento que só consigo depois de conhecer muito bem o meu parceiro e de confiar absolutamente nele, o que leva bastante tempo.
O escape sonho é recorrente, intenso, criativo e... seguro :-P
Hoje estive com um clown dançarino e foi bom!
:-))))

Denise disse...

O comportamento dessa enfermeira não a compromete profissionalmente? Quando os meus filhos eram bebés, uma das auxiliares da creche, em vez de cheirar ou espreitar, colocava o dedo pelas fraldas adentro, para averiguar estavam sujas de fezes. Dizia ela que cocó de bebé é cocó santo.... Ui, mas é que nem eu como mãe!... Livra! Há pancas para todos os gostos :-P

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, compromete! Por isso, finjo que não sei de nada! :)

Fräulein Else disse...

Boa noite F. e Denise!

«Inter faeces et urinam nascimur», diz S. Agostinho.

Freud não diz que a rejeição da nossas fezes e da nossa urina é algo construído socialmente, ensinado? Sendo assim, esse caso seria visto como sexualidade "infantil", inumana.

Uma vez o meu ex mostrou-me um filme em que uma mulher cagava para a boca doutra, vomitavam-se, comiam o vomitado, e depois acabavam todas a tomar banho. Nem sei se aquilo era ficção senão, mas era muito impressionante. E deu pra rir.

Denise disse...

Boa noite, Fräulein Else!
Se eu já não curto pornografia, imagine a repugnância que me causou a descrição que fez do filme ...
:S

Denise disse...

Para além da cropofagia/filia e da urofilia, também já ouvi falar da zoofilia e até da existência de fílmes do género... São algumas das parafilias que não me deixam indiferente.
Uma vez, há muitos anos, fui vítima de um "frotteur" cinquentão, mas como era novinha não me apercebi muito bem. Ficou a sensação de nojo e de desconforto.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ui Else

Tmbém fiquei enjoado com a descrição desse filme, mas acredito que haja alguns "tolinhos" capazes de fazer isso. Sim, fezes é muito vulgar! Mas muitos desses comportamentos não são sexuais no sentido de levarem ao orgasmo.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Há tempos atrás tentei pesquisar a canibalismo, em especial o erótico, mas depois desisti, porque podia ser perigoso, até por poder ser confundido com algum canibal. Mas gosto do tema... numa perspectiva forense.

Denise disse...

Relaciona-se com necrofilia ou tem a ver com amputação de membros de vivos para ingestão?

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

De certo modo, está relacionado com os dois temas: o caso alemão decorreu com pequenas "mputações eróticas". Necrofilia tenho um caso: nunca disse nada sobre a maria-dos-caixões? Hummm.... quando tiver tempo edito um post sobre necrofilia. Zoofilia já falei dela, salvo erro.

Com tempo, faço um post com dados neurobiológicos e hormonais.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O caso da Maria-dos-caixões chocou-me um pouco, porque "caixão, mortos e erotismo" não casam para mim. E o indivíduo tinha Sida: já morreu!

Outra coisa: uma vez fui amarrado por um belga pedófilo, aqui no Porto. Fui salvo por um informante que era "chulo". O belga foi preso: uma figura pedófila mundialmente conhecida. Outros problemas que tive estavam relacionados com droga: em Lisboa e um caso no Porto.

Denise disse...

Ena, Francisco! Deve ter sido um susto... :-(

Não conheço a história da Maria-dos-Caixões mas, por antecipar o tema, não sinto curiosidade em conhecê-la...

Vou dormir e ver se recupero o meu clown dançarino ;-)
Beijinhos!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Denise

Nunca falei das dificuldades da pesquisa de terreno, mas já ajudei a polícia a descobrir um carro roubado: um gajo que meteu três rufias no carro para gozar sexo em grupo com "rapazes". Levou pancada, quase foi esfaqueado, óculos partidos e carro roubado. Ajudei a polícia a localizar o grupo.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ok, estou curioso com o seu "clown dançarino". Beijinhos para a bailarina Denise.

Denise disse...

O Francisco é um herói.
Eu também ajudo a polícia: dou formação de Cidadania e Profissioalidade, assim como Cultura, Linguagem e Comunicação a um grupo de 30 homens da GNR. Gente gira :-)

O meu clown dançarino já se plasmou na minha mente. É catita, porque dá dentadinhas sem chegar à amputação :-P
Bo noite, F!

Fräulein Else disse...

Bom dia!

Perdoem-me por vos ter enojado, caríssimos, não foi essa a intenção! Mas digamos que o sublime e o grotesco causam ambos assombro... ;)

Denise, esse meu ex era bailarino, mas a sério. Como dizia Nietzsche: «as mulheres só podem amar guerreiros e bailarinos»...

Bisou

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Olá Fraulein Else

Estive a acrescentar algumas informações adicionais, de modo a indicar outra versão do sadismo sexual: o homicídio. E começo a pensar que o masochismo extremo é afim do suicídio. Apenas ideias...

Fräulein Else disse...

Sadismo sexual expresso em homicídio é uma contradição. Talvez seja isso: no seu extremo, o sadismo nega-se a si mesmo.

Outro pormenor: n sei se foi neste post ou no anterior em que diz que o masoquista pretende desresponsabilizar-se do acto de fruição... penso que já lhe tinha dito, noutra vez, que num documentário ouvi outra hipótese, para mim mais interessante: que o masoquista é aquele que controla a acção, uma vez que é aquele que determina os limites da dor suportável/aprazível. Um pouco como quem recebe sexo oral é q é o activo.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, estes fenómenos são plurais. Eu procuro isolar poucas variáveis e, neste caso, uma delas é a agressão. Um conjunto de comportamentos dispares estão, de algum modo, ligados em termos de funcionamento cerebral: isso interessa-me.

Vou editar sobre o desejo pelo amputação, a neurobiologia da violação e da experiência mística.

Ohona Mitra disse...

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