terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Prós e Contras: As Contas do Estado

Amanhã será apresentado pelo governo o Or-çamento de Estado, que foi hoje (25 de Janeiro) debatido no Prós e Contras. O orçamento devia unir todos os portugueses em torno de um projecto nacional de modernização, mas o jornalismo desportivo, a violência benfiquista dirigida contra pessoas e património do FCPorto, a falta de credibilidade dos meios de comunicação social sediados em Lisboa, enfim toda essa campanha mediática dirigida contra o Norte e o Porto já dividiu Portugal. Aqui na cidade Invicta começa a emergir um sentimento de autonomia saudável e justo: a comunicação social lisboeta é claramente desprezada e alvo de troça. O sentimento de autonomia é alimentado pela calúnia e pelos jogos encarnados sujos difundidos pelos mass media. Não adianta querer responsabilizar Pinto da Costa pela divisão de Portugal, porque essa divisão resulta da teia de mentiras lavrada hipocritamente em nome da verdade desportiva - a pseudo-verdade encarnada: todos conhecemos a história desportiva do Benfica e, como no tempo do fascismo, os jogos eram prolongados para que o Eusébio - ou outro jogador qualquer - marcasse mais um golo. As taças do Benfica foram vencidas na secretaria, com o aplauso ruidoso e ridículo de jornalistas e comentadores desportivos medíocres e destituídos de bom-senso. Qualquer pessoa inteligente e dotada de conhecimentos percebe que, por detrás dos comentários desportivos, da nota de culpa, das escutas e da violação do segredo de justiça, habita uma mente perversa e imbecil, cujo funcionamento barulhento - devido à escassez de neurónios interligados entre si e de células de suporte - denuncia as suas práticas desportivas e a corrupção que as domina. O país está dividido, porque as pessoas de bom-senso começam a ficar fartas de ser caluniadas diariamente, ano após ano, na praça pública, por indivíduos-ratazanas que não sabem o que é ser civilizado e culto. Porém, não vejo a razão de tanto alarido searista em torno da divisão de Portugal: Afinal, o Benfica poderia retomar o seu esquema fascizante e violento de conquista dos campeonatos sulistas e continuar a acumular falsas taças! De facto, perante esta histeria mediática e a ausência de verdadeiro sentido de humor, impõe-se concluir que o Benfica e a sua triste e feia "nação" constituem forças de bloqueio da modernização e da democratização de Portugal: quer dizer que o desenvolvimento do país exige a abolição do Benfica. A sua presença é muito desagradável, porque traz constantemente à consciência os horrores do passado fascista que pensávamos terem sido enterrados pelo 25 de Abril, o atraso estrutural nacional e a ausência de inteligência - e as ratazanas até são inteligentes. Enfim, precisamos criar uma outra categoria zoológica para designar essas criaturas primitivas que, retomando a organização criminosa da máfia desportiva italiana, se movimentam contra a democracia, a sociedade aberta e a verdade desportiva! As Coisas ainda não identificadas zoologicamente, para as quais a verdade desportiva é sinónimo de falsificação de resultados desportivos a favor da máfia fascista, fingem ficar chocadas com a linguagem ordinária nacional que, elas próprias, usam na esfera pública, sem serem alvo de escutas intrusas da vida privada: os mass media fedorentos fazem tudo para destruir o futebol e atiçar a violência entre adeptos de clubes rivais, pondo em causa a unidade nacional. Há uma diferença fundamental entre a cultura do FCPorto e a cultura do Benfica: Pinto da Costa usa o humor para neutralizar a agressão e reconciliar o país - cultura democrática, enquanto a máfia encarnada usa a violência para gerar mais violência - cultura totalitária, de modo a obter a falsificação dos resultados desportivos e a dividir até à ruptura o país. E este facto está bem documentado e não há argumentos contra a evidência: a chamada "verdade desportiva" visa instrumentalizar e desumanizar o futebol - usando as novas tecnologias para falsificar e desvirtuar os resultados desportivos - e colocá-lo ao serviço de forças irracionais absolutamente destrutivas. O movimento da "verdade desportiva" quer deliberadamente destruir Portugal: "Tempo Extra" da SICNotícias convoca os portugueses para a Guerra Civil. Esta é a verdade sobre a chamada "verdade desportiva", a ideologia da instrumentalização corrupta do futebol. Futebol tecnológico é futebol desumano: perde a graça, a emoção, e, dado a tecnologia ser moldada pelos preconceitos do programador, perde a surpresa, a imprevisibilidade.
O debate do orçamento do Estado, que contou com a presença de Jorge Lacão (Ministro dos Assuntos Parlamentares), Miguel Frasquilho (PSD-PPD), Pedro Mota Soares (CDS-PP), do lado dos partidos do poder, e de José Gusmão (BE) e Honório Novo (PCP), do lado da oposição avessa ao poder, não trouxe nenhuma novidade, até porque já se sabia que o PSD e o CDS iriam viabilizar o orçamento de Estado. As condições exigidas pelos partidos da Direita para viabilizar o orçamento, nomeadamente a redução do endividamento e da despesa pública, foram satisfeitas pelo governo. No entanto, o PSD e o CDS alegaram uma razão de fundo para dotar o país de um orçamento: a credibilização de Portugal nos mercados financeiros, de modo a evitar os efeitos sociais nefastos da subida dos juros e a crise que se vive na Grécia. A questão crucial colocada por Fátima Campos Ferreira permaneceu sem resposta: Como pôr o país a dar o salto? O CDS exige do governo a tomada de medidas sociais que aumentam de tal modo a despesa corrente e de investimento que inviabilizam o arranque de Portugal. Paradoxalmente, o CDS aproxima-se muito da atitude dos partidos situados à esquerda do PS: todos pensam mais a curto prazo do que a longo prazo, o que contribui para o adiamento da modernização de Portugal. Neste contexto ofuscado pelos interesses partidários, o PS foi o único partido a apresentar medidas positivas, capazes de evitar a anunciada morte lenta de Portugal. Jorge Lacão apresentou as apostas do governo para diminuir a despesa e o endividamento: as novas energias, o carro eléctrico, a construção de novas barragens, o parque escolar, o sector dos transportes e a qualificação dos portugueses. As três primeiras apostas ajudam a reduzir o endividamento público, mas as últimas merecem ser repensadas e criticadas, porque o TGV e o novo aeroporto não contribuem para o desenvolvimento integrado do país. Aquilo que Jorge Lacão disse em relação às finanças regionais devia ser aplicado a todo o país: desenvolvimento desigual - e prejudicial -, em benefício exclusivo da região de Lisboa, foi sempre a palavra-chave de uma capital que se comporta como uma colonizadora bárbara em relação ao resto do país. Os carrascos encarnados do túnel do estádio das trevas, bem como os que apedrejam e incendeiam autocarros e carros portistas, provocaram e agrediram os jogadores do FCPorto, dizendo: «Vão lá para cima». Ora, nestas palavras, revela-se uma clivagem que começa a apoderar-se da consciência nacional: o país acorda para os seus conflitos internos, o que pode funcionar como um despertar para a modernização e a construção de uma sociedade aberta e liberta das forças obscuras que sopram da triste e deprimida capital. O poder central é visto como um invasor alienígena e, como tal, deve ser abatido, como sucede nos filmes de ficção científica, porque a morte lenta de Portugal não é uma metáfora, é a realidade.
J Francisco Saraiva de Sousa

14 comentários:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, não concordo com este mapa da regionalização, porque é muito sectário e claramente desfavorável à região norte - tal como aparece aqui circunscrita! Um grupo de ratazanas conspirou este mapa! Dizem que as ratazanas roubam os peixes dos pescadores, mas não acredito em ratazanas com 1 m! :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Afinal, acabei por comentar 3 ou quatro programas: prós e contras (RTP1), dia seguinte (Sicnotícias), tempo extra (sicnotícias) e fragmentos de outro do tvi. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Bem, como já devem ter visto, as escutas divulgadas no YouTube chegaram aqui ao blogue. Reprodução da linguagem nacional que todos conhecemos: carecem de valor e não provam nada, a não ser a letargia em que vivemos. Portugal é assim e, quem não for assim, não respira. Enfim, conversas da merda!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Cultura da irresponsabilidade é o que caracteriza a nossa cultura a todos os níveis: cada um dos portugueses - se for honesto - pode dizer o que lhe acontece em cada dia que passa: cada um de nós é diariamente objecto de abusos de poder ou de tentações. Seria interessante escutar as conversas encarnadas ou verdes. Publicamente, o encarnado não sabe falar; privadamente, deve ser uma vergonha! E os comentadores da bola usam essa linguagem terrorista publicamente! Mas o mais chocante é a fuga judicial das escutas: estamos sozinhos e não podemos contar com a justiça em caso de sermos insultados, porque ela própria nos agride! Portugal está a morrer! :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Aproveito a ocasião para denunciar aquilo a que chamo o argumento posta-de-pescada: é um hábito nacional as pessoas usarem o nome de terceiros - pessoas com poder - para meter uma cunha. Isto acontece muito nos meios académicos e geralmente essas pessoas invocam esses nomes sem conhecer efectivamente as pessoas a que se referem. É tudo falso, como já verifiquei diversas vezes, porque conhecia as pessoas nomeadas em vão e falei com elas a esse respeito. A estupidez está do lado daqueles que são enganados sem confirmar a veracidade de tais invocações. O cunhismo pode ser mais degradante do que a corrupção propriamente dita, porque é feito contra terceiros e contra a competência. O cunhismo bloqueia o desenvolvimento nacional: os burrecos ficam nos centros de decisão e afastam a competência!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Com este post à cabeça, bati o meu recorde de audiência e, no entanto, os posts filosóficos anteriores são mais profundos! Vejo que devo fazer uma teoria de proximidade! :))

Sr disse...

lol, media!
A proposito, leia isto e compare com as manipulaçoes em q os nossos media tb embarcam.
Depois, compare ainda o grau de elaboração politica(e cultural) do discurso com os pastelões dos cavacos e quejandos nacionais ;))

http://www.vive.gob.ve/napaArticuloDesp.php?a=&id_not=15525&id_s=36&p=

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, o texto está bem elaborado e Chávez é um homem com garra: Cavaco não tem esse poder de fazer um discurso dirigido ao âmago da pátria! O discurso nacional é muito pobre em ideias, porque está ao serviço dos interesses instalados. Portugal está a morrer nas mãos da "midia" burreca e da ideologia totalitária dos interesses corporativistas e/ou particulares.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A Venezuela tem melhor cultura democrática do que Portugal - melhores intelectuais, melhores jornalistas, melhor massa cinzenta. Cá em Portugal é tudo mentira: Portugal o país da mentira ou a mentira feita país! :(

Sr disse...

ahahah yeah, é triste mas é mais é ou menos isso q se constata cada vez q se sai desta lerdice de influencia e se constata a cumplicidade e manipulaçao a que todos nós estamos sujeitos.
Veja este exemplo que, ainda a proposito do Chavez, tive a oportunidade hà pouco de elucidar:

Pina, quer se queira quer não um dos gr colunistas do maior jornal de referencia nortenho
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1477970&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina


neste, leia, sobretudo, os comentarios à noticia ;)
http://www.vive.gob.ve/inf_art.php?id_not=15464&id_s=3


É apenas um exemplo, entre outros, de como a opiniao publica é intoxicada e as experiencias alternativas que se posicionam contra o sistema e a favor do progresso verdadeiramente humano vão sendo abafadas.

Ie, pq é q os jornalistas escolhem umas "noticias" em favor de outras sem sequer terem o cuidado de escutar escrupulosamente as partes.. o.O

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O post anterior está concluído, mas não desenvolvi a crítica do cientismo. Já estava muito longo e essa crítica implica uma reavaliação da ciência que merece ser pensada à parte, talvez noutro post.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Hoje, no café, logo de manhã, reuni-me com amigos dragões e ajudei-os a iluminar as ideias: o Benfica como uma organização mafiosa de criminosos que domina a Comissão disciplinar da Liga e que, através de Rui Costa, importou da Itália os métodos da violência mafiosa! Aliás, tudo isto está documentado na imprensa e em vídeo! Além disso, um pequeno clube facultou-me o acesso a jornais encadernados que testemunham a corrupção do Benfica no passado fascista, o que confirma a tese que associa benfica e totalitarismo da violência total. Basta pensar no comportamento bárbaro manifestado publicamente pelos seus grupos organizados! Benfiquismo é totalitarismo fascista e neonazi!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E tal como o nazismo fez no seu tempo a organização benfiquista usa e abusa da propaganda para instrumentalizar as pessoas, aterrorizá-las e torná-las presas fáceis das suas mentiras, do seu ódio e da sua falsa grandeza: o Benfica é uma mentira total! Não é um clube desportivo, mas uma organização violenta de caluniadores e de manipuladores! Um vergonha nacional que agrediu o Nacional, entre outras equipas! Os mass media não destacam essas notícias, porque fazem parte dessa organização terrorista que devia preocupar as polícias secretas!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Faço um apelo aos moçambicanos e aos angolanos para que não permitam ser vítimas do mito do Eusébio: o fascismo português que lutou contra a vossa independência e que vos massacrou usou o benfica como aliado da opressão e da colonização mental! A libertação - a vossa e a nossa - exige uma ruptura total com o benfica - o colonizador mental! Viva a independência! A luta continua! :)