sexta-feira, 12 de março de 2010

A Sociologia de Karl Marx

Lucien Goldmann, o célebre discí-pulo de Georg Lukács, impugnou a viabilidade de uma sociologia marxista, alegando que, para a dialéctica hegeliano-marxista, o conhecimento da vida social não é ciência, mas consciência de uma prática verdadeira que visa mudar radicalmente o mundo. A tese de Goldmann foi rejeitada por Georges Gurvitch e por Henri Lefebvre, que mostraram, cada um a seu modo, a viabilidade da sociologia marxista, elaborando-a. Aconselho a leitura destas três obras:
1. Goldmann, Lucien (1959). Le Dieu Caché: Étude sur la vision tragique dans les Pensés de Pascal et dans le théâtre de Racine. Paris: Gallimard.
2. Gurvitch, Georges (1968). «A Sociologia de Karl Marx». In La Vocation Actuelle de la Sociologie. Paris: PUF. (Há tradução portuguesa: A Vocação Actual da Sociologia, vol. II. Lisboa: Edições Cosmos.)
3. Lefebvre, Henri (s/d). Sociologia de Marx. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária.
A Queda do Muro de Berlim libertou o marxismo para o pensamento filosófico, e a falência total do neoliberalismo - o princípio do fundamentalismo de mercado globalizado - deu-lhe uma nova actualidade que urge pensar, não já em termos de uma sociologia crítica ou reflexiva (C. Wright Mills, T.B. Bottomore, A. Gouldner), mas em termos de uma nova filosofia para o nosso tempo indigente. A questão da viabilidade de uma sociologia marxista perdeu toda a pertinência: a palavra que nomeia a verdade pertence exclusivamente à Filosofia. Gurvitch destacou a importância de Marx como sociólogo, descobrindo as linhas mestras da sua sociologia fundamentalmente nas obras de juventude, mas o seu interesse retrospectivo não faz justiça ao espírito crítico que move o pensamento de Marx: reduzir o materialismo histórico a uma sociologia despida de utopismo, a um realismo sociológico sem procura do paraíso perdido, e o materialismo dialéctico a uma metodologia hiperempirista e relativista, é privar o marxismo da sua missão política de orientar a transformação qualitativa do mundo, convertendo-o naquilo que ele não é: uma técnica de adaptação social. A teoria de Marx é uma crítica da totalidade antagónica da ordem existente - a sociedade capitalista - e a dialéctica é a própria história do homem no seu constante devir num horizonte aberto: a distinção entre materialismo histórico e materialismo dialéctico não se justifica, conforme demonstrou Lukács. Lefebvre, que descobre o elemento sociológico de Marx na sua obra O Capital, não é indiferente às suas obras de juventude, onde encontra o esboço de uma antropologia filosófica, que parte do homem necessitado nas suas relações com a natureza e os outros: os elementos sociológicos apontados por Gurvitch podem e devem ser lidos como os fundamentos de uma antropologia filosófica que foi rejeitada por Althusser. Eis alguns desses elementos extraídos dos Manuscritos de 1844:
«Tal como a sociedade produz ela própria o homem enquanto homem, ela é por ele produzida. A actividade e o espírito são sociais tanto no conteúdo como na origem; são actividade social e espírito social. A actividade social e o espírito social não existem apenas na forma de uma actividade directamente comunitária e de um espírito imediatamente comunal, embora a actividade e o espírito comunais, isto é, a actividade e o espírito que se exprimem e confirmam directamente na associação real com os outros homens, ocorram em toda a parte onde a imediata expressão da sociabilidade dimana do conteúdo da actividade ou corresponde à natureza do espírito. Mesmo quando eu sozinho desenvolvo uma actividade científica, etc., uma actividade que raramente posso levar a cabo em directa associação com outros, sou social, porque é enquanto homem que realizo tal actividade. Não é só o material da minha actividade - como também a própria linguagem que o pensador emprega - que me foi dado como produto social. A minha própria existência é actividade social. Por conseguinte, o que eu próprio produzo é para a sociedade que o produzo e com consciência de agir como ser social. Importa, acima de tudo, evitar que a "sociedade" se considere novamente como uma abstracção em confronto com o indivíduo. O indivíduo é o ser social. A manifestação da sua vida - mesmo quando não surge directamente na forma de uma manifestação comunitária, realizada conjuntamente com outros homens - constitui, pois, uma expressão e uma confirmação da vida social. O homem - muito embora se revele assim como indivíduo particular, e é precisamente esta particularidade que dele faz um indivíduo e um ser comunal individual - é de igual modo a totalidade, a totalidade ideal, a exigência subjectiva da sociedade enquanto pensada e experimentada. Ele existe ainda na realidade como a representação e o espírito real da existência social, como uma totalidade da manifestação humana da vida».
Gurvitch interpreta correctamente estes elementos sociológicos dos Manuscritos de 1844, articulando-os com outras obras de juventude, em especial A Ideologia Alemã, A Sagrada Família e as Teses sobre Feuerbach, mas falha completamente quando compara as noções marxistas de homem total - a utopia concreta do jovem Marx - e de sociedade total - a totalidade social negativa - com a noção de fenómeno social total proposta por Marcel Mauss: a despolitização da «sociologia marxista» conduz à apologia ideológica do status quo, encarado e analisado na totalidade dos seus aspectos, camadas em profundidade e momentos. Gurvitch é incapaz de ser fiel ao espírito crítico do marxismo, cuja ciência da sociedade e da história tenta depurar da perspectiva humanista do futuro. Por isso, não consegue interpretar os elementos filosóficos que se inspiram em Parménides: «O pensamento e o ser são distintos, mas formam ao mesmo tempo uma unidade». Ora, uma vez que parte da diferenciação entre ser e pensamento, permanecendo nela, a Filosofia não pode descobrir a sua unidade, porque a solução das contradições teóricas é, como escreveu Marx, tarefa da praxis de transformação do mundo: «Só no contexto social é que o subjectivismo e o objectivismo, o espiritualismo e o materialismo, a actividade e a passividade, deixam de ser e de existir como antinomias. A resolução de contradições teóricas unicamente é possível através de meios práticos, através da energia prática do homem. Por conseguinte, a sua resolução não constitui de modo nenhum apenas um problema de conhecimento, mas é um problema real da vida, que a filosofia não conseguiu solucionar, precisamente porque a considerou só como problema puramente teórico». Para Marx, a praxis verdadeira - a praxis revolucionária - é a condição de uma teoria real da sociedade capitalista e das suas contradições.
Lefebvre utiliza estes elementos filosóficos para compreender a célebre tese marxista da superação da Filosofia: «Na praxis, o pensamento reencontra a unidade com o ser, a consciência com a natureza sensível ou "material", o espírito com a espontaneidade. A importância dada à praxis não autoriza nem a interpretação pragmatista, nem a elaboração de uma nova Filosofia, mesmo que seja uma Filosofia da praxis - a de Gramsci, por exemplo. Ela exige o estudo analítico e a exposição da própria praxis». Para Lefebvre, a tese marxista da superação da Filosofia não a lança às cloacas da História: limita-se a situá-la no movimento dialéctico da consciência e do ser, das formas e dos conteúdos, superando-a como forma distinta e destacada dos conteúdos no desenvolvimento humano. Lefebvre opõe-se à interpretação vulgar de que a descoberta da praxis tornou inútil a Filosofia, permitindo a sua realização prática. Por detrás desta leitura da supressão da Filosofia pela descoberta da praxis, Lefebvre revela a inscrição do pragmatismo que encobre e justifica uma praxis tecnocrática ou, como sucede na Filosofia da praxis de Gramsci, a praxis política do partido, o príncipe moderno. A interpretação de Lefebvre da noção marxista de praxis é demasiado complexa e subtil para ser aqui exposta, mas penso que pode ser resumida mediante este recurso a Heidegger: o Marxismo «supera» a Filosofia dissolvendo-a em diversas ciências sociais particulares que analisam os efeitos de retorno das formas sobre os conteúdos e das estruturas sobre os processos, imobilizando, cristalizando e naturalizando os produtos da acção humana. Entregues a si próprias, as ciências sociais tendem a congelar os actos e as obras do homem, tornando-o vítima dos produtos da sua própria acção e bloqueando o caminho da desalienação, isto é, a luta consciente contra a alienação. A noção marxista de praxis enquanto unidade entre o ser e o pensamento permite restituir a cada uma das ciências particulares o seu respectivo momento de crítica radical das estruturas e das formas que é inerente ao próprio conhecimento científico, sem se lhe sobrepor como juízo de valor a juízo de facto. Os produtos da praxis alienam os homens, imobilizando o seu poder criador e impedindo a superação das formas e das estruturas coisificadas. O conceito de alienação deve ser integrado numa sociologia marxista das estruturas e das formas, mais precisamente da ruptura das formas e da dissolução das estruturas. Porém, uma tal sociologia que agarra alguma coisa entre o nada e o todo não tem o direito de se erigir em ciência social total, pretendendo atingir - na versão hiper-sociológica de Gurvitch - a totalidade da praxis. A ciência da totalidade da praxis é, para Lefebvre, o próprio Marxismo: o conhecimento crítico da totalidade da praxis política que explora o possível e o futuro liberto da alienação, sem recorrer a uma espécie de privilégio ontológico que promulga o tempo histórico como explicativo do ser humano, por causalidade ou por finalidade. O marxismo é precisamente o pensamento pós-metafísico e meta-filosófico que alguns filósofos pós-modernos julgaram ter descoberto para além de Marx (Cf. Alex Callinicos). No entanto, o domínio da Antropologia revela que o ser do homem tem um fundamento ontológico na natureza, que não permite definir o homem, ao longo do seu desenvolvimento, separando-o desse seu fundamento, e dissociando a cultura da natureza e o conquistado do espontâneo. Ora, este domínio da Antropologia reconduz à Filosofia enquanto ontologia fundamental: aquela antropologia que encontramos explicitada nas obras de juventude de Marx. O conceito fundamental da antropologia de Marx é o conceito de alienação que, nos Manuscritos de 1844, toma três sentidos na análise do trabalho alienado: a Entfremdung, a perda de si (1), a Entwirklichung, a desrealização pelas ideologias (2), e a Verselbständigung, a independência excessiva atribuída às cristalizações sociais nas formas, nas estruturas e nas organizações (3). A articulação teórica destes sentidos da alienação, bem como a articulação da teoria da alienação com a teoria da reificação (Verdinglichung) e da racionalização, ainda não foi apreendida à luz deste enunciado nuclear: «Ser sensível é sofrer» (Marx) e o homem enquanto ser sofredor é um «ser genérico» sujeito à morte.
J Francisco Saraiva de Sousa

18 comentários:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Bem, o ensino rasca de Portugal revela o seu rosto: um aluno suicidou-se por ser espancado pelos colegas e agora um professor de música suicidou-se por não ser respeitado pelos alunos. Ambos atiraram-se ao rio. A escola em Portugal é extremamente violenta e já é assim há muito tempo. Portugal é um país violento.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Em Portugal, os professores são desrespeitados, insultados e agredidos: anda tudo a fingir que o ensino funciona, mas isso não é verdade. Para garantir o emprego, os professores ficam calados. O ME ignora tudo..., incluindo as facadas entre alunos. :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

30 anos de escola disfuncional: o que podemos esperar destas gerações formadas na ignorância activa e na violência? Declínio total... :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Nas salas de aula, o caos é total: ninguém escuta os professores, tal é a galhofa. É tudo uma mentira criada pelo PSD e pelo PS. :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Começo a vislumbrar o caminho de superação de Marx, mas estou indeciso, porque ele produziu a maior filosofia que introduziu ajustamentos extraordinários na sociedade. Essa herança não pode ser esquecida, porque não há garantia histórica. E é esta falta de garantia histórica que possibilita ir mais longe que Marx.

Hoje, no debate entre Aguiar-Branco e Passos Coelho, o primeiro falou de economia social inovadora: esta até pode ser uma noção derivada do marxismo, mas o seu princípio, a sua lógica, são insuportáveis. A política perdeu o contacto com o sentido: tornou-se improviso e esta acumulação de improvisos que se encadeiam uns aos outros conduz ao desastre civilizacional. Ora, este erro reside na teoria de Marx, ou pelo menos nas suas ambiguidades: novos e activos a trabalhar para os velhos e inactivos é a imagem do anti-futuro. Uma indústria que emprega novos para servir velhos e garantir as suas prestações sociais é um absurdo político - a mortalidade como centro da política. Com políticos que pensam deste modo vamos todos para a cova.

Mais - uma tal indústria é anti-humana. Ora, se o humanismo de Marx legitima uma tal política, a sua teoria filosófica e económica aponta outras alternativas, sem ser necessário chegar ao ponto de liquidar os velhos. O pensamento de Marx não é linear. E no debate Passos Coelho foi mais convincente!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Há uma ideia marxista que sempre-já abandonei: a realização de uma sociedade desalienada = comunismo.

A história é inacabada por natureza: não há garantia. Este abandono do comunismo como uma espécie de paraíso na terra é exigido pela própria dialéctica: a crítica que Marx faz a Hegel pode ser dirigida ao próprio Marx e ele estava consciente disso, chegando ao ponto de desconfiar que a grande luta não seria entre capitalistas e trabalhadores, mas entre burocratas-tecnocratas contra o próprio capitalismo e os seus antagonismos sociais.

Com a abandono da consumação da história que leva à nossa sociedade metabolicamente reduzida, não só recupero a dialéctica na sua força de negação, como também vou além de Marx. Marx fez a distinção entre crescimento (quantidade) e desenvolvimento (qualidade). Ora, face aos problemas contemporâneos, é preciso travar politicamente o crescimento e introduzir um salto qualitativo - uma nova perspectiva do desenvolvimento. Lefebvre aflora este problema na obra referida neste post.

O facto de Marx ter sacrificado o seu pensamento a favor da causa operária é louvável e a revolução de Outubro e o sistema que gerou devem ser reavaliados: o modelo soviético gerou crescimento, mas a partir de determinada altura parou e não avançou para uma sociedade de consumo. Ora, esta paragem não é em si má: o crescimento pelo crescimento destrói a sociedade e a cultura e o seu defensor - o neoliberalismo - faliu com esta crise. Curiosamente as duas doutrinas supunham o fim da história, a ideia que nunca aceitei. Comparar o estalinismo e o nazismo é um absurdo: os chamados crimes de Estaline são revolucionários.

Ora, o desenvolvimento pode exigir um recuo qualitativo e é este recuo que devemos pensar, para salvar o passado e libertar o futuro, sem o colonizar. A economia de mercado não pode invadir a sociedade e o mundo da vida e o Estado deve assumir a tarefa de impedir essa invasão, zelando pela saúde e pela automomia da esfera dos valores de uso que deve ser pública. Os critérios que atestam o desenvolvimento não podem ser económicos e foi nesta redução de tudo ao económico que emergiu esta classe dirigente que tomou conta do poder para enriquecer.

Ora, nesta perspectica, a dialéctica é confrontada com uma totalidade sempre aberta e negativa e, sendo assim, não pode recorrer a uma totalidade final capaz de dar sentido aos acontecimentos. Este pensamento assusta os filósofos, mas estamos condenados a pensá-lo e a procurar nos formas de justificação da crítica. A reconciliação final esfuma-se no horizonte...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Fiz uma edição inglesa de - Porto: A Luta pela independência, que já foi difundida por um site inglês. Seremos bilingues: português e inglês. É preciso seduzir os ingleses e americanos para a causa do Porto. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Aliás, este meu blogue é frequentado por ingleses, americanos, dinamarqueses, holandeses, alemães, suecos e, mais para o fim, italianos, além dos amigos da espanha que lutam pelas autonomias radicais.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A Académica de Coimbra não joga: cai, simula quedas, empata o jogo, enfim faz anti-jogo. Ora, jogadores que simulam quedas devem ser punidos: A Académica é uma merda que foi derrotada pelo FCPorto.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

É preciso penalizar equipas que simulam quedas e faltas para ganhar tempo, porque estragam o futebol e arruinam a qualidade do campeonato nacional. Houve um jogador da Académica que fingiu ter desmaiado: pena não ter morrido. Detesto manha e batota. A Académica é uma MERDA de equipa: manhosa e batoteira.

Sr disse...

In Girum Imus Nocte Et Consumimur Igni

:)

Sobre o ensino, n deixa de ser comico q so agora pareçam despertar para o problema. Ainda por cima, e como sempre, perspectivando de um modo errado, pedindo mais autoridade e blablabla

veja aqui aos 19.30
http://video.google.com/videoplay?docid=-7055925048425322830&hl=pt-BR#docid=-7144454639717470454

:)


Quanto à superação do Marx, lol, pensei q tinha tomado mais atenção quando lhe passei o R.Kurz :P
Escola Frankfurt é a sua principal infl, e tb algo de Baudrillard. Debord tb, eu axo, so q n me lembro de ter lido algo onde ele o afirme...
Pelo menos a ideia dos regimes comunistas como sistemas de socialização do consumo ja vem dos situacionistas. Axo mesmo q sem esta intuição ele n chegaria à ideia do socialismo como etapa evolutiva do capitalismo o.O


Bom dom 0/

Sr disse...

Ce sont les plus modernes développements de la réalité historique qui viennent d’illustrer très exactement ce que Thomas Hobbes pensait qu’avait dû être la vie de l’homme, avant qu’il pût connaître la civilisation et l’État : solitaire, sale, dénuée de plaisirs, abrutie, brève.



http://juralibertaire.over-blog.com/article-guy-debord-son-art-et-son-temps-42021792.html


;)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr

Eu navego outra onda e, quando falo na superação de Marx, faço-o no sentido dialéctico de superação na conservação: o que procuro é fundamentar a crítica sem recorrer ao fim da história.

Socialização do consumo é um conceito terrorista. Fiquei sem perceber se preconiza um regresso ao pré-contrato social, o que Hobbes nunca defendeu, logo ele que pensou o Estado soberano. Para todos os efeitos, não sou anarquista!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O PSD com a votação dos delitos de opinião converteu-se num partido da ditadura: é uma vergonha ver o PSD, que deu um enorme contributo para a corrupção - caso BPN, etc., tornar-se um partido anti-liberdade!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O PSD é o partido da ROLHA - da censura, e mente descaradamente quando diz ser um partido de centro-direita ou social-democrata: o PSD é a Mentira amiga da Ditadura. Os militantes do PSD andam doravante com uma rolha na boca - não podem pensar e exprimir livremente os seus pensamentos. O cavaquismo impera no partido da rolha: a proposta de lei dos casamentos do mesmo sexo foi enviada para o Tribunal Constitucional.

É preciso começar a pensar nas presidenciais e aglutinar os amigos da liberdade em torno de Manuel Alegre!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O PSD vive internamente a claustrofobia democrática que atribui ao país. :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, os conceitos de alienação de Marx e de anomia de Durkheim são distintos e podem ser articulados:

A alienação diz respeito ao poder como dominação: a sua perspectiva crítica reside nas condições sociais que separam o indivíduo da sociedade.

A anomia centra-se na cultura e refere-se aos obstáculos que existem no funcionamento ordenado da sociedade: anarquia ou ausência de normas.

Sr disse...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr

Eu navego outra onda e, quando falo na superação de Marx, faço-o no sentido dialéctico de superação na conservação: o que procuro é fundamentar a crítica sem recorrer ao fim da história.

Socialização do consumo é um conceito terrorista. Fiquei sem perceber se preconiza um regresso ao pré-contrato social, o que Hobbes nunca defendeu, logo ele que pensou o Estado soberano. Para todos os efeitos, não sou anarquista!



_________-

a citação do Hobbes aí foi via Guy Debord. Ele usa-a, precisamente, pelo facto do Hobbes ser ele mesmo um defensor do Estado e por isso mesmo se poder notar a degradação no seio do pp sistema q aquele defendia.
O Kurz tb n é propriamente anarquista. Igual para o Anselm Jappe e os restantes membros ligados ao Krisis o.O
Falei dele pq me parece bem ser o herdeiro natural do estilo de critica da Escola Francoforte :)