sexta-feira, 8 de abril de 2011

Futebol Clube do Porto derrotou o Spartak de Moscovo por 5-1

«A ironia não pode destacar-se da maiêutica. O pensador socrático é um positivo. O que ele ajuda a dar à luz? Uma sociedade. De quê? Do futuro que ela traz. Numa situação histórica incerta, porém certamente conflituosa, o ironista abre um caminho que o conhecimento não pôde demarcar». (Henri Lefebvre)

O Futebol Clube do Porto venceu ontem - no magnífico Estádio do Dragão - o Spartak de Moscovo por 5-1 e Falcão foi o nosso grande goleador. Os nossos jogadores de futebol distinguem-se dos seus adversários nacionais pela sua simetria facial, um indicador de bons genes - genes de campeões. O nosso destino está assim inscrito no genoma azul e branco: os jogadores do Futebol Clube do Porto foram programados para a vitória e, por isso, não precisam de fazer simulações a la Fábio Coentrão - os célebres mergulhos na relva e as simulações de grande penalidade - para vencer os adversários dentro das quatro linhas do campo de futebol. A elevada qualidade do genoma azul e branco gera a distância, não só no plano físico e atlético, mas também no plano das capacidades psicológicas e cognitivas: os jogadores do Futebol Clube do Porto não desperdiçam o seu tempo livre a dar entrevistas a jornalistas com cérebros de réptil; pelo contrário, o seu tempo livre é ocupado no cultivo da mente. Falcão é, a este respeito, um jogador exemplar, o jogador-filósofo, que lê atentamente Nietzsche, entre outros filósofos. A inteligência intelectual desempenha um papel fundamental na criação e na formação de um herói na tribo do futebol, porque dela depende a visão de jogo do futebolista: o próprio sorriso de Falcão ou a mímica de Hulk são manifestações irónicas, no sentido de fazerem estilhaçar a continuidade saloia dos seus entrevistadores, confrontando-os com a sua miséria mental e cognitiva. O jornalismo desportivo nacional é o maior inimigo do futebol português: aquilo que os jogadores do Futebol Clube do Porto têm em dose adequada - ou mesmo em excesso - é aquilo que falta à maior parte dos jornalistas desportivos portugueses. O génio desportivo do Futebol Clube do Porto é, na sua essência, génio intelectual: os jogadores à Porto - João Moutinho, por exemplo - são guerreiros desportivos e intelectuais. A ironia é a grande guerra maiêutica que o Futebol Clube do Porto trava permanentemente contra o fascismo desportivo que não consegue superar o seu próprio primitivismo mental: as assimetrias faciais exibidas pelos jogadores adversários - os arqui-inimigos, claro! - indicam que eles transportam maus genes - genes arcaicos que bloqueiam o seu desenvolvimento cognitivo. Ser inteligente é escolher o Futebol Clube do Porto.

J Francisco Saraiva de Sousa

3 comentários:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

:)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Desejo boa-sorte ao PSV:

http://www.psv.nl/home.html

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Suiça, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido... adoram os meus posts sobre futebol! :)