segunda-feira, 9 de julho de 2007

Dimensões do Pénis e Orientação Sexual

DIMENSÕES DO PÉNIS

(Pesquisa Original/Amostra Portuguesa)

A. F. Bogaert e S. Hershberger (1999) estudaram a relação entre orientação sexual e as dimensões do pénis numa amostra constituída por 5122 homens — 935 homossexuais e 4187 heterossexuais, que tinham sido entrevistados pelo Kinsey Institute for Research in Sex, Gender and Reproduction, de 1938 a 1963. As dimensões do pénis foram tiradas usando cinco medidas do comprimento e da circunferência do pénis do protocolo original de Kinsey. Em todas estas medidas, os machos homossexuais tinham maiores dimensões penianas do que os machos heterossexuais. As médias das cinco medidas nos machos homossexuais são as seguintes: estimated erecte penis size (6,32), measured flaccid penis size (4,10), measured erect penis size (6,46), measured circumference of flaccid penis (3,84) e measured circumference of erect penis (4,95); nos machos heterossexuais, seguindo a mesma ordem, os valores das médias são 5,99, 3,87, 6,14, 3,70 e 4,80 polegadas.

O que o tamanho ou as dimensões do pénis têm a ver com a homossexualidade masculina? Esta questão foi sempre removida do nosso horizonte de pesquisa sistemática, dado todos os homens homossexuais, independentemente do tipo a que pertenciam, valorizarem muito os pénis grandes, como se as grandes dimensões do pénis acrescentassem uma mais-valia à masculinidade ou à virilidade. O Professor Doutor Marini de Abreu tinha sugerido a medição dos pénis dos indivíduos homossexuais, na expectativa destes serem menores neles do que nos homens heterossexuais, mas, na altura, esse estudo não foi realizado. Contudo, os machos homossexuais efeminados, sobretudo os hiperefeminados, valorizam mais os pénis grandes dos outros, os seus potenciais parceiros sexuais, do que os seus próprios pénis. Por outro lado, os machos homossexuais masculinizados, sobretudo os hipermasculinos, valorizam mais os seus próprios pénis grandes e, quase sempre, também os dos seus parceiros sexuais, alegando que os homossexuais efeminados pensam de maneira diversa porque têm geralmente pénis pequenos. Também sabíamos que o estudo de Bogaert e Hershberger (1999) revelou que os machos homossexuais tinham, em média, dimensões penianas maiores do que os machos heterossexuais, o que parecia indiciar níveis elevados de testosterona pré-natal.
Apesar destas indicações reais, a questão não nos parecia tão clara como os outros suponham, por várias razões:

1. Existem homossexuais efeminados que possuem pénis de grandes dimensões, embora tendam a ter pénis menores do que os homossexuais hipermasculinizados.
2. Existem homossexuais hipermasculinizados que possuem pénis de tamanho médio ou mesmo de modestas dimensões, embora tendam a ter pénis maiores e mais potentes sexualmente do que os homossexuais efeminados.
3. Finalmente, entre os machos heterossexuais, verifica-se a existência de pénis de pequenas, médias e grandes dimensões, embora tendam a ter pénis menores do que os machos homossexuais.

Sempre pensámos que estas razões fossem suficientes para remover a questão até ao momento em que, durante a pesquisa interactiva da Netseduction (De Sousa, estudo em preparação) fomos novamente confrontados com o problema. Os homossexuais sexualmente passivos, sobretudo os «menos discretos», claramente efeminados, além de assumirem desde logo a sua passividade «a 100%» e de dizerem que queriam «ser possuídos now», perguntam sempre pelo tamanho do pénis do seu «amigo virtual», mas, quando a questão lhes era devolvida, respondiam simplesmente, quando não desligavam a «janela»: «O que interessa isso...». Eles agem como se não tivessem pénis! Conversando com os seus «parceiros», viemos a saber que a maior parte deles praticam sexo oral noutros, sem por vezes se despirem ou mostrarem o pénis. Além disso, muitos deles, nas suas estratégias de sedução, dizem estar «fartos de serem usados como objectos sexuais», outro modo mais elegante de dizerem que são exclusivamente passivos e atraentes.

Diante destas observações, bem como da evidência empírica acumulada, nomeadamente fotográfica, tornava-se evidente que os machos homossexuais efeminados, sobretudo os hiperefeminados, têm pénis menores e sexualmente menos potentes do que os machos homossexuais masculinizados. Com efeito, em termos de auto-apresentação, os homossexuais efeminados, em particular quando são exclusivamente passivos, ignoram o seu próprio pénis, como se o não tivessem ou o rejeitassem, mas valorizam muitíssimo o pénis e o seu tamanho grande nos seus potenciais ou reais parceiros sexuais. A sua «passividade a 100%», aliada a este facto — o tabu do próprio pénis, revela claramente que eles não têm uma identidade de género masculino bem estruturada: o seu cérebro-mente feminino está, por assim dizer, prisioneiro num corpo mais ou menos masculino, ou melhor, cujo sexo genético é masculino. Pelo contrário, os homossexuais masculinizados e hipermasculinizados valorizam o pénis e as suas dimensões em si mesmos e nos outros — o orgulho do próprio pénis.

Apesar de todos valorizarem o pénis e, sobretudo, os grandes pénis, há uma diferença significativa: os homossexuais efeminados têm, em média, pénis menores do que os homossexuais masculinizados e esta diferença diferencia-os claramente entre si, como se o tamanho do pénis estivesse associado ao tipo de homossexualidade masculina manifesto. Pelo menos, esta diferença parece corroborar a hipótese segundo a qual determinados homossexuais masculinos exibem atributos hipermasculinos, em particular pénis grandes, hipersexualidade, voyeurismo, exibicionismo, propensão sádica e agressividade sexual, frequentemente envolvendo violência doméstica, devido provavelmente a uma hiperandrogenização pré-natal. É curioso observar que muitos destes homossexuais com atributos hipermasculinos dizem ter tomado consciência da sua homossexualidade, geralmente durante a adolescência, quando verificaram que o que os estimulava sexual e eroticamente, ao verem um homem nu, a urinar ou em acção num filme pornográfico heterossexual, era precisamente o tamanho do pénis e/ou o tamanho do seu próprio pénis: uma homossexualidade estruturada, portanto, a partir do pénis e das suas dimensões, não só o dos outros, mas também dos seus próprios pénis grandes. Escusado será dizer que esses homossexuais se orgulham muito do tamanho grande dos seus próprios pénis. À falta de melhor termo, designaremos esse traço narcisismo fálico. De facto, eles estão apaixonados pelo seu próprio pénis: a sua auto-imagem e a sua auto-confiança passam necessariamente pela sua potência sexual — morfológica e funcional.

Muitos destes homossexuais desejam secretamente ser penetrados analmente e, se isso não acontece mais frequentemente, não é por falta de oportunidades, mas porque o seu narcisismo fálico os impele, numa relação sexual, a exibirem e a impressionarem os seus parceiros sexuais com o seu falo: preferem ser «mamados», porque apreciam a sensação de ver os outros hipnotizados com o seu pénis, e/ou penetrar, podendo essa penetração anal ser vista por eles como domínio sobre o parceiro e, nalguns casos, como castigo.

Se ser dotado de um pénis grande é (ou não) responsável, pelo menos em parte, pela orientação homossexual, não se sabe, mas ele pode, só por si, levar à experiência homossexual. Os ambientalistas alegam que o facto de em certas culturas o introdutor não ser considerado homossexual mas «macho» revela que a homossexualidade não tem nada a ver com a biologia: ela seria aprendida e/ou construída socialmente. Ora, este facto revela apenas que esses «pretensos machos» que gostam de exibir a sua virilidade, real e/ou imaginária, são impelidos ou propensos a ter relações homossexuais. Mas o facto de homens com um pénis hipermasculino serem homossexuais não é um facto social mas biológico.

Não é por mero acaso que, no mundo heterossexual, se fale mais em «tomates» que em «vergas». Quando querem reforçar a masculinidade de alguém, os machos heterossexuais dizem: «Ele é um homem de tomates», enquanto os machos homossexuais preferem dizer: «Ele tem uma verga boa!». Convictos do seu privilégio heterossexual, os machos heterossexuais raramente conversam sobre o tamanho do (seu) pénis: em relação às mulheres, o seu pénis é sempre «o melhor» até «porque até agora nunca ninguém se queixou dele»; em relação aos homens, a omissão é quase total, a menos que o pénis seja efectivamente grande, razão suficiente para a sua exibição. A obsessão pelo pénis grande que se observa actualmente na sociedade é efeito da homossexualização da vida sexual e social, assim como da moderna ideologia gay.

Num estudo exploratório que realizámos, utilizando a ANOVA e levando em conta apenas o comprimento do pénis erecto, verificámos que o valor absoluto da diferença entre homens bissexuais e homens homossexuais (2,5) era maior do que o valor da respectiva DMS (2,06), donde resulta que, em média, o comprimento do pénis erecto dos homens homossexuais é maior do que o dos homens bissexuais (Tabelas omitidas).

Comparando o grupo dos homens homossexuais com o dos homens heterossexuais, o valor absoluto da diferença entre estes dois grupos (2,45) era maior do que o valor da respectiva DMS (2,06), donde resulta que, em média, o comprimento do pénis erecto dos homens homossexuais é maior do que o dos homens heterossexuais. Finalmente, comparando entre si os grupos de homens heterossexuais e bissexuais, o valor absoluto da diferença entre os dois grupos (0,05) era menor do que o valor da respectiva DMS (2,38), donde resulta não haver diferença significativa entre os homens heterossexuais e bissexuais. O comprimento do pénis erecto dos homens homossexuais (20,35) é maior, em média, do que o dos homens heterossexuais (17,9) e bissexuais (17,85) e o coeficiente de determinação (0,35) revela que a diferença entre as médias dos três grupos explica 35% da variação total dos dados.

Outro estudo relacionado com este tinha por objectivo verificar se a preferência pelo papel sexual (activo, versátil e passivo) estava relacionada com a referência ao tamanho do pénis. Assim, constituímos uma amostra composta por 119 anúncios íntimos publicados numa revista homossexual portuguesa. Desses anúncios dois eram de casais homossexuais, mas, como fornecem informação sobre cada um dos membros do par, contam como quatro sujeitos. A análise estatística efectuada, com aplicação do qui-quadrado, mostra claramente que os homens homossexuais que se autodefinem como sexualmente activos referem mais prontamente o tamanho do seu pénis erecto do que os homens homossexuais autointitulados passivos que geralmente omitem essa informação pessoal (p < 0,05). Este resultado confirma os dados observacionais anteriormente relatados. O grau de associação é reforçado pelos coeficientes de contingência (0,47) e de Cramér (0,73). Além disso, 31,7% dos homens homossexuais passivos, mas apenas 8,7% dos homens homossexuais versáteis, referiam as dimensões do pénis desejados dos potenciais parceiros sexuais.

Estes dados foram submetidos a uma elaboração estatística mais apurada. Assim, para prever a referência ao tamanho do pénis, sem levar em conta a preferência sexual, a melhor previsão é «não» (95), cometendo 24 erros. Levando em consideração a preferência sexual, para os autointitulados activos, a previsão é 19, com 17 erros; para os autonomeados passivos, a previsão é 57, com 3 erros; e, para os autodefinidos versáteis, a previsão é 21, com 2 erros. Em conjunto, cometeríamos 22 erros, tomando a preferência sexual como base (RPE = 8,33%).
Para prever a preferência sexual, sem levar em conta o tamanho do pénis, a previsão é 60, cometendo 59 erros. Levando em consideração a referência ao tamanho do pénis, para o «sim», a previsão é 19, com 5 erros; e para o «não», a previsão é 57, com 38 erros. Em conjunto, cometeríamos 43 erros, tomando o tamanho do pénis como base. Utilizámos depois o coeficiente lambda para reduzir o erro de predição. Para testar o grau de associação entre a preferência sexual (variável independente) e a referência ao tamanho do pénis (variável dependente), obtivemos o valor lambda de 8,33%. Ao testar o grau de associação entre a referência ao tamanho do pénis (variável independente) e a preferência sexual (variável dependente), obtivemos o valor lambda de 27,12%. Assim, quando a preferência sexual é considerada como a variável independente, reduzimos em 8,33% o erro da predição, aumentando a sua precisão. Usando a referência ao tamanho do pénis como variável independente, reduzimos em 27,12% o erro da previsão, aumentando a sua precisão. Assim, a referência ao tamanho do pénis prediz com maior precisão (27,12%) o papel sexual preferido do que o papel sexual preferido prediz a referência ao tamanho do pénis (8,33%). Em termos práticos, isto significa que os homens homossexuais dotados de pénis de dimensões grandes são preferencialmente activos e exibem mais facilmente os seus pénis flácidos ou erectos.

Bogaert (1997), usando uma amostra de 6544 homens não-delinquentes, oriunda do Kinsey Institute e seguindo o protocolo Kinsey, examinou a assimetria genital e verificou que a maioria dos homens relataram algum grau de assimetria lateral nos seus pénis flácidos e testículos. Assimetria menor foi relatada em relação aos pénis erectos. A assimetria ocorre tipicamente na direcção esquerda e este padrão-esquerdo não parece estar dependente do uso da mão direita ou da mão esquerda, embora fosse significativamente menos pronunciado nos canhotos. Ora, parece existir uma relação entre assimetria genital e assimetria cerebral funcional e alguns estudos sugerem que a assimetria genital poderá predizer padrões de desempenho cognitivo e cancros dos órgãos genitais e sexuais.

Nos mamíferos, o tamanho das gónadas parece diferir em tamanho, sendo a gónada direita tipicamente maior do que a esquerda. Mittwoch e Mahadevaiah (1980) confirmaram esta diferença em fetos humanos, tanto nas gónadas masculinas (testículos) como nas gónadas femininas (ovários). Nos homens adultos, o testículo direito é, em média, maior do que o testículo esquerdo. Graças ao advento do ultra-som, pode-se determinar o tamanho dos ovários em mulheres vivas e Mittwoch e Mahadevaiah observaram que, nos hermafroditas humanos, existe uma maior tendência para os ovários estarem do lado esquerdo e os testículos do lado direito. Esta descoberta sugere a possibilidade de existir um certo favorecimento funcional do ovário esquerdo e do testículo direito nas mulheres e nos homens normais.

Contrariamente às expectativas, os dados recolhidos por Gerendai (1987) sugerem que cada gónada exerce uma influência neuronal sobre o hipotálamo ipsilateral do cérebro, provavelmente através do nervo vago. Isto significa que a gónada esquerda poderá ter uma influência maior sobre o hipotálamo esquerdo e que a gónada direita poderá ter uma uma influência mais significativa sobre o hipotálamo direito. O hipotálamo parece ter um controlo essencialmente ipsilateral sobre o sistema nervoso autónomo, responsável pela coordenação do funcionamento das glândulas mamárias. Infelizmente ainda não possuímos estudos que verifiquem estas diferenças em razão da orientação sexual.

Joaquim Francisco Saraiva de Sousa (Extracto modificado da Tese de Doutoramento)

4 comentários:

António disse...

Excelente blog. Recomenda-se. Espero que os políticos leiam este blog e comecem a iniciar-se em novas leituras.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Obrigado.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Este estudo deixa os homens heterossexuais perplexos, porquanto julgam erradamente que os homens gay têm pénis mais pequenos do que os deles e, como os estudos demonstram o contrário, sentem isso como uma diminuição da sua própria masculinidade. Devem relaxar e aceitar a existência no plural de diversas masculinidades e sexualidades de género masculino.

trinity disse...

Outros estudos já haviam investigado isso também... geralmente homossexuais tem pênis maior que os heterossexuais. As mulheres não sabem, mas na maioria das vezes, aqueles amigos gays delas de anos provavelmente tem no meio das pernas uma piroca muito mais avantajada que a dos maridos e namorados delas que se acham os caras... Conheço várias mulheres que tem amantes gays e elas dizem que eles são mais roludos e viris que os namorados e maridos delas. Tem uma mesmo que disse que macho mesmo é o amigo gay dela que fode ela a anos e a deixa detonada depois da foda, ao contrário do namorado hetero dela tem um pintinho de nada ela disse...