segunda-feira, 26 de maio de 2008

O Holocausto não foi um Mito

Recebi hoje este e-mail que passo a transcrever:
"This week United Kingdom removed the Holocaust from schools because it 'ofended' the Moslem population that claims the Holocaust never happened...
"Didn't it? Check the photos! (Talvez amanhã resolva inserir algumas das imagens recebidas.)
"Exactamente, como foi previsto há cerca de 60 anos…
"É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças Aliadas (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, etc.), General Dwight D. Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.
"E o motivo, ele assim explanou: 'Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum momento ao longo da história, algum idiota se vai erguer e dirá que isto nunca aconteceu'.
"«Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam»". (Edmund Burke)

"Relembrando:
"Esta semana, o Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque "ofendia" a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...
"Este é um presságio assustador sobre o medo que está a atingir o mundo, e o quão facilmente cada país se está a deixar levar.
"Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.
"Este email está a ser enviado como uma corrente, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados, mortos à fome e humilhados, enquanto a Alemanha e a Rússia olhavam em outras direcções.
"Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o "Holocausto é um mito", torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça.
"A intenção de enviar este email, é que ele seja lido por, pelo menos, 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
"Seja um elo desta corrente e ajude a enviar o email para todo o mundo. Traduza-o para outras línguas se for o caso!"
J Francisco Saraiva de Sousa

25 comentários:

Renato Martins disse...

tambem recebi esse mail Francisco. As ideias negacionistas começam a dar os seus frutos. Slavoj Zizek defende uma certa dose de intolerancia na democracia para que a verdade venha ao de cimo. a tolerancia faz a verdade repartir-se entre varios interesses, ficando isenta de rumo. Dá que pensar este caso, parabens pela divulgação.

abraço

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Olá Renato Martins

E o e-mail está incompleto, porque omite outros crimes, outras pessoas que foram alvo da violência totalitária nazi!

Manuel Rocha disse...

Sim, concordo! É importante preservar a memória. lamento apenas que outras memórias paralelas sejam branqueadas na ênfase da "solução final". Quero eu dizer que os judeus europeus encaminhados para o holocausto, não foram apontados a dedo por pessoas abastractas, mas por vizinhos concretos. Não foram tele-transportados, mas amontoados em comboios de gado que passaram por linhas concretas que não correm por meio de deserto nenhum. Também não são marcianos os que enriqueceram com os bens que lhes expropriaram e cujos descendentes ainda hoje e pacificamente deles auferem. O gheto de Varsóvia não aconteceu no centro da Sibéria, mas no meio de uma cidade. E todas estas coisas remetem para a verdadeira dimensão da condição humana, para cujas fraquezas e inconsistências o nazismo ( como outros ismos, de resto....) tem sido optima desculpa.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Manuel

Eu não percebo é porque o Ocidente está a ser tão subserviente em relação a etnias ou culturas que representam um passado negro que supostamente devia estar superado, embora não esquecido, como diz.
Tenho lido declarações de certos lideres islâmicos terríveis: querem matar pessoas ocidentais ilustres!

F. Dias disse...

É preciso saber interpretar as versões conspirativas subjacentes a agendas políticas bem urdidas tais como a de Amadinedjab que nos quer empurrar para a tal guerra entre civilizações ‘à la persa’ fazendo-nos engolir o anzol com argumentos muito astuciosos tais como:

“a mentira do Holocausto foi inventada pela espantosa máquina de propaganda sionista-judaica para encher as mentes dos gentios em todo o mundo com sentimentos de culpa em relação aos judeus de forma a não protestarem contra as atrocidades que os israelitas cometem contra os palestinianos roubando-lhes terra.”

É certo que raramente se fala dos ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais que fazem parte da lista do Holocausto.

Eichmann no seu julgamento nunca negou o Holocausto. Mas alegava em sua defesa que os crimes tinham sido legalizados pelo Estado. Como aqueles que tinham emitido as ordens já estavam todos mortos, a maior parte por suicídio – Hitler, Himmler, Goebbels e Herman Göring – Eichmann, bem como os nazis julgados em Nuremberga, julgava que com esse argumento estava safo. Foi enforcado em Jerusalém.

Como tudo indica que os negacionistas do Holocausto vão continuar a tecer a sua teia, pelo menos enquanto o problema da Palestina perdurar, ‘nós’ também não estamos safos. Deixo suspenso: o que fazer?; que ‘nós’ é este? O Francisco como sabe, Amadinedjab nada tem a ver com mussulmanos. Contra o etnocentrismo (querer expandir uma só cultura a todo o planeta e de que os israelitas não estão livres de pecado), e em vez do multiculturalismo ‘à la british’ podemos propor o cosmopolitismo ‘à la Jefferson, Benjamin, Madison’. O que se aplica a todo o planeta, que é e será sempre multicultural, não se aplica a cada país ou a cada cultura. Nenhum país ou nenhuma cultura pode ser multicultural, mais que não seja pela sua contradição nos termos.

André LF disse...

Fernando Dias, não compreendi a sua frase:
"Nenhum país ou nenhuma cultura pode ser multicultural, mais que não seja pela sua contradição nos termos".

F. Dias disse...

uma cultura afirma-se pela sua identidade única e portanto não faz sentido dizer que é múltipla. Por exemplo a cultura ocidental não é multicultura 'qualquer coisa'

Manuel Rocha disse...

Eu percebo, Francisco: eles têm petróleo !
E não se esqueça de que houve um prémio para o Saddam e há um para o Ladem...

;)


Noção de cultura como produto em processo, Fernando Dias ? Gostei !

Gostei também do seu comentário. Mas repare a facilidade com que o "peixe" ocidental morde o isco, ou nem estariamos a falar disso, liderados como sempre pela responsabilidade "comercial" do nosso jornalismo...;)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Fernando Dias

Concordo que nenhuma cultura pode ser multicultural: multiculturalismo leva a guerra e a decadência. Ou não possibilita o desenvolvimento das nações, como estamos a ver nos países que integram muitas etnias/culturas.

O Ocidente está anestesiado, como se esta fosse a última geração! Faz lembrar os astecas... Caminha para o abismo...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Manuel

Se o mal é o petróleo, acabemos com ele... O capitalismo é um regime prostituto!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Eu não quero fazer alarido, mas temos por aqui uns talibãs que merecem aquilo que declaram para os outros de cá: a morte terrível e violenta.

Esta Paz Ocidental é perigosa: cheira a morte!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E digo mais: não critico Bush, porque teve coragem para fazer uma guerra. E sou absolutamente contra Obama na presidência dos EUA. Que vá para o Quénia! É preciso dizer a verdade: esses povos não "evoluiram" porque lhes falta qualquer coisa! Aproveitam a "democracia" para fazer valer as suas visões reduzidas! Concordo com Nietzsche quando condena estes "fracos"...

Nenhum "branco ocidental" se pode candidatar a cargos nos países africanos ou asiáticos ou árabes! aliás, nem sequer podem falar e as nossas jornalistas, ditas mulheres emancipadas, usam véu lá nas arábias... Cá querem ser "galos", lá são "galinhas"... Quem sabe se os árabes não têm alguma virtude perdida no Ocidente!

Acho tudo isto ridículo: uma guerra pode ser a nossa salvação ocidental. Os homens aprendiam a ser homens e as mulheres inglesas aprendiam a ir para as discotecas sem cuecas!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ou melhor, elas vão sem cuecas; deviam aprender a usar as cuecas e serem menos abertas às invasões estrangeiras. Pelo menos, evitava-se a má imagem das mulheres ocidentais nas ásias e arábias...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Percebi a dúvida do André: o brasil supostamente é multicultural. Ora, aqui pode residir uma das maiores dificuldades do Brasil. Porém, penso que após alguns séculos começa a definir a sua cultura: a língua ajuda e muito a criar essa matriz.

André LF disse...

Francisco, você tocou no ponto central da minha dúvida.
Fernando afirma que "uma cultura afirma-se pela sua identidade única e portanto não faz sentido dizer que é múltipla".
Para nós, brasileiros, o que não faz sentido é a defesa de uma identidade cultural única.

André LF disse...

Sim, a língua possibilita a definição de uma cultura.
Entretanto, no Brasil não há uma uniformidade da língua portuguesa. Esta, de acordo com as regiões do país, sofre variações ao infinito. Já lhes disse que, quando viajo para outras regiões do Brasil, muitas vezes não consigo compreender o que as pessoas dizem. Há diferenças muito significativas não só no que se refere à escolha das palavras, mas também ao sentido do que se enuncia. Daí porque acho que vivemos em uma Torre de Babel.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

André

A torre de Babel é sempre um problema, talvez responsável pelas dificuldades do Brasil em afirmar no mundo... Não sei, o André sabe melhor...

Manuel Rocha disse...

André:

Mas o Fernando não afirmou que não é possível o convivio na diversidade no mesmo espaço. Chamou-lhe cosmopolitismo. A questão que retiro do que ele deixou em aberto é se no que à governança concerne, é ou não possivel pensar o futuro nessas condições ou, pelo menos, evitar a deriva pelos menores denominadores comuns dos consensos a que o multiculturalismo convida. Esta questão tem que se lhe diga....

E o Fernando que me desculpe se o li mal ...;)

André LF disse...

Francisco, aqui costuma se fazer uma apologia da nossa identidade multicultural. Francamente, não pertenço ao grupo destes defensores. Sinto falta de uma nítida identidade cultural que nos afaste do niilismo e da dispersão provenientes da suposta identidade multicultural (muitas vezes, sinônimo de multi-defeituosa).
Não sei se me faço entender.

André LF disse...

Francisco, detectar, com clareza, o diagnóstico dos nossos males é uma tarefa árdua até mesmo para os especialistas.

Manuel, também não sei se compreendi os argumentos do Fernando Dias.

André LF disse...

Francisco, dentre os problemas que impedem o nosso avanço destacam-se a consciência retrógrada, parasitária, a passividade- em grande parte, um resultado das onipresentes peripécias da Igreja Católica- a inexpressividade do pensamento crítico, a busca ansiosa por um salvador da pátria, etc.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Lá estamos nós a debater o problema de Babel, retomado por Steiner. A memória é um testemunho. As diferenças culturais constituem um sério problema e não sabemos como esta comunicação global vai funcionar. O cosmopolitismo a la Kant foi pensado para os países da mesma matriz civilizacional, não para o verdadeiro multiculturalismo: culturas completamente diferentes que nunca chegarão a um acordo, isto é, ao consenso a la Habermas. Bauman já viu esse problema e não vale a pena iludi-lo...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

André

Brasil e Portugal são a mesma coisa: deve ser a língua. :)))

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Mas concordo consigo, André, quando refere com ênfase a Igreja Católica: Antero Quental falou disso...

F. Dias disse...

É isso mesmo Manuel Rocha. Compreendeu perfeitamente o que quis dizer. Mas também compreendo as dúvidas do André. Admito que a nossa visão destas coisas é sempre muito incompleta e parcial. Estou longe de ter razão...