sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Materialismo e Clericalismo Científico

«O sonho do homem actual é ser um esqueleto antecipado, com asas de alumínio, sobre um planeta roído até ao caroço. Ao homem mitológico, escravo dos deuses, sucedeu o (homem) metafísico, escravo dum Deus; e a este, o (homem) industrial, escravo duma deusa de metal, aquela mulher eléctrica, numa barraca de feira, estendendo a vara mágica aos labregos espantados». «O homem é mais moisaico que darwínico, mais antropos que antropóide, o que a ciência não admite». «O orango arrependido de ser homem, eis o drama psicológico moderno». «A finalidade da vida é a definição da existência. E digo finalidade, porque todo o esforço da Natureza se dirigiu e dirige num sentido humano ou consciente». «O destino do homem é ser a consciência do Universo em ascensão perpétua para Deus». «O homem é ele e o seu habitat. É céu e terra contidos numa definição espiritual ou consciente». «O homem, sonhando, transborda de si mesmo, amplia o mundo, porque ilumina as suas dimensões desconhecidas. O sonho é alta temperatura, um estado térmico da alma, a sua incandescência». «Que seria do mundo sem o homem? Permaneceria como abismado numa absoluta inexistência». «O absoluto é dos poetas e o relativo é da ciência. O sábio observa, analisa, decompõe; o filósofo generaliza, dá o conjunto; o poeta dá o significado anímico das coisas, a sua própria natureza». «O inimigo da poesia não é o sábio verdadeiro, mas o pseudo-cientista, muito pedante do que imagina saber oficialmente. Ser homem é já ser poeta ou possesso duma grandeza misteriosa». «A essência das coisas, essa verdade oculta na mentira, é de natureza poética e não científica. Aparece ao luar da inspiração e não à claridade fria da razão». «Em todo o poeta verdadeiro existe um filósofo adormecido, como existe um poeta adormecido em todo o verdadeiro filósofo. O poeta filosofa depois de cantar e o filósofo canta depois de filosofar». (Teixeira de Pascoaes)
As citações em epígrafe pertencem a um dos maiores filósofos da cidade do Porto e de Portugal: Teixeira de Pascoaes. Elas definem claramente as linhas gerais da filosofia de Teixeira de Pascoaes, possibilitando explicitar o seu contributo para a elaboração de uma filosofia da mente. A filosofia da mente é, como mostrou John R. Searle, dominada pelo materialismo que, apesar da diversidade das suas versões, nega a existência de quaisquer fenómenos mentais irredutíveis, tais como a consciência ou qualia, num mundo constituído exclusivamente de partículas materiais. Dos diversos programas materialistas propostos para resolver o problema cérebro-mente, a teoria mais radical é a do materialismo eliminativo: P.M. Churchland e S. Stich negam pura e simplesmente a existência de estados mentais. Segundo Searle, "a motivação mais profunda para o materialismo é simplesmente o horror à consciência". A subjectividade dos estados mentais ameaça a objectividade científica, tal como a concebe Monod: "A pedra angular do método científico é o postulado da objectividade da natureza, isto é, a recusa sistemática em considerar como podendo conduzir a um «verdadeiro» conhecimento toda a interpretação dos fenómenos, dada em termos de causas finais, quer dizer, de «projecto»" (Monod). Porém, Monod sabe que este é um "puro postulado, para sempre indemonstrável, porque, evidentemente, é impossível imaginar uma experiência que possa provar a não existência de um projecto, de um fim a atingir, ou existente na natureza". O receio de Eccles confirma-se: o horror à consciência reflecte basicamente o horror a Deus que o materialismo não pode refutar. A invenção da física matemática por Galileu excluiu da natureza o espírito (A.N. Whitehead), mas a natureza só pode ser descoberta pelo pensamento consciente. Pascoaes coloca a questão - "Que seria do mundo sem o homem?", dando-lhe esta resposta: O mundo sem o homem "permaneceria como abismado numa absoluta inexistência". O verdadeiro mistério da consciência reside na sua ligação íntima a Deus (W. Pannenberger), ligação que a filosofia materialista da mente e a ciência positivista não conseguem clarificar, preferindo negar a existência de estados mentais e a própria humanidade do homem, com efeitos práticos, morais e políticos simplesmente desastrosos. A ciência, bem como a filosofia positivista que a acompanha, está a tornar-se uma figura ridícula da consciência humana. O materialismo é muito mais do que o horror à consciência; o materialismo consumado é o horror consciente à consciência: eis o seu absurdo impensável.
Pascoaes cunhou a expressão clericalismo científico para designar este horror à consciência que leva o materialismo a negá-la. Materialistas tais como Armstrong e Dennett redefinem a consciência de modo a negar a sua qualidade subjectiva: o seu medo da consciência é motivado pelo facto da consciência ser subjectiva. Ora, aceitar a consciência subjectiva é, para os materialistas, violar a concepção científica do mundo e o modo como o mundo deve ser. No entanto, Pascoaes vai mais longe quando interpreta o medo da consciência como o horror a Deus e ao próprio homem. A perspectiva filosófica de Pascoaes pode ser explicitada em chave antropológica se colocarmos esta questão: Quem pensamos que somos? Ao negar veementemente a ontologia irredutivelmente subjectiva dos estados mentais que é uma ontologia de primeira pessoa, os materialistas consumados reduzem o homem a um autómato ou, como se diz hoje em dia, a um zombie, sendo levados a abordar a consciência a partir de um ponto de vista de terceira pessoa. Os zombies de Daniel Dennett e de David Chalmers correspondem - inscritos num outro registo - aos antropóides de Pascoaes: o antropóide humano mais não é do que o homem arrependido de ser homem. O antropóide humano abdica da sua liberdade na e pela subjugação voluntária à tirania da normalidade - a escravatura voluntária denunciada por Espinosa. O esforço da Natureza dirigiu-se e dirige-se num sentido humano ou consciente e, uma vez atingido esse sentido humano na evolução cósmica, cabe ao homem assumir a tarefa de "ser a consciência do Universo em ascensão perpétua para Deus". Contudo, fazendo eco dos três estádios do progresso do espírito humano de A. Comte, as três figuras humanas de Pascoaes são escravas não só das circunstâncias, mas fundamentalmente de uma inércia interior que as impede de assumir o destino de serem seres conscientes do universo em ascensão para Deus: o homem mitológico é escravo dos deuses, o homem metafísico é escravo dum Deus e o homem industrial é escravo duma deusa de metal. A sequência histórica das três figuras humanas de Pascoaes não representa uma evolução; pelo contrário, reflecte uma regressão, na medida em que cada uma delas se afasta cada vez mais do sonho incandescente - o sonho que permite ao homem transbordar de si mesmo e, nesse movimento de exteriorização, ampliar o mundo. A regressão é o movimento que se dirige no sentido contrário ao da evolução. Em vez de ampliar o mundo, iluminando as suas dimensões desconhecidas e inconscientes, a regressão contrai o mundo, entregando-o à sua quase inexistência. O mundo governado pela ciência é um mundo contraído, no qual o homem se comporta como um ser arrependido de ser homem, isto é, como um ser que não assume a tarefa de realizar a sua essência e as possibilidades objectivas da natureza. Pascoaes acusa a ciência de afastar o homem do seu próprio destino: a ciência darwinista não admite que o homem seja mais antropos do que antropóide, reduzindo-o à sua animalidade destituída de consciência e de poder causal sobre o mundo, como se este fosse inteiramente físico. A ciência que governa o mundo moderno converteu-se numa Nova Inquisição, a Inquisição Positivista, que queima as almas, tal como a Inquisição Católica queimava os corpos nas fogueiras. O credo do clericalismo científico é o materialismo, cujos mentores - os pseudo-cientistas - são criaturas "muito pedantes do que imaginam saber oficialmente". O saber positivista oficial reclama o monopólio exclusivo do conhecimento e da racionalidade, desvalorizando todas as outras formas de conhecimento e agrupando-as sob uma mesma categoria maldita - a metafísica entendida como pseudo-saber. Pascoaes não rejeita pura e simplesmente a ciência; rejeita o monopólio do conhecimento humano por parte de pseudo-cientistas arrogantes e pedantes, cujo anti-mentalismo visceral nega a existência de estados mentais e a sua eficácia causal no mundo físico, tendo em vista a integração social e cultural dos indivíduos e dos agentes sociais numa sociedade opressora e exploradora. A inquisição positivista queima literalmente as almas, porque, ao rejeitar a existência de estados mentais subjectivos, converte o ser humano num antropóide, isto é, num zombie que se comporta como um escravo do sistema social vigente. O darwinismo ateísta generalizado é uma ideologia perigosa: bloqueia todo o esforço consciente e crítico de mudança social qualitativa, dando solidez naturalista a uma sociedade dominada por uma casta de especuladores financeiros. O clericalismo científico - protagonizado na blogosfera portuguesa por De Rerum Natura e Que Treta!, entre outros blogues clericais positivistas avessos à Filosofia e ao pensamento crítico, à arte e à cultura superior - é um sistema de dispositivos de censura e de controle difamatório que procura eliminar dogmaticamente os seus adversários cognitivos, como se a ciência fosse dotada do poder exclusivo de dizer a verdade.
A teoria do sentido da vida de Pascoaes suscita problemas filosóficos intrigantes que ainda não foram pensados. A resposta de Pascoaes à pergunta "Para que existo?" desvia-se da própria pergunta para a recolocar num novo horizonte, recuperando o sentido da existência: o horizonte crítico da era da técnica ou da tecnociência, que elaborou "o seu ponto de vista, entrincheirando-se nele, egoísta e intolerante, pretendendo, como os seus inimigos, governar o mundo" através do confinamento depressivo das criaturas dentro da sua existência animal e do quadro social do materialismo grosseiro e do mercantilismo. Com a irrupção deste reino intolerante do "clericalismo científico", emergiu a "crise moral" que "queima as almas", tal como a Inquisição tinha "queimado os corpos". A passagem do clericalismo religioso para o clericalismo científico justifica-se pelo facto do homem contemporâneo - o homem da técnica, o "homem industrial", comportar-se como um "antropóide" que se arrepende de ser homem. Não comportar-se como homem humano, isto é, como criador do reino dos seres espirituais ou culturais, constitui o drama psicológico da humanidade na era da técnica que idolatra a "deusa de metal" ou a "mulher eléctrica". Pascoaes atribui a responsabilidade por este arrependimento de ser homem à própria ciência, neste caso particular ao darwinismo, que não admite que o homem seja mais antropos do que antropóide: a ciência teima em reduzir o homem à sua condição animal, negando-lhe a sua dimensão espiritual ou humana e a sua capacidade de se transcender e de se realizar como ser espiritual, isto é, como ser livre e criador de cultura. Isto não implica uma desvalorização dos animais ou mesmo da própria animalidade do homem, porque, como escreve Pascoaes, "os animais são pessoas, como nós somos animais". De notar que esta solidariedade com todos os seres vivos constitui um traço específico da filosofia partilhada por todos os filósofos da Escola do Porto, desde Guerra Junqueiro até Leonardo Coimbra. Sampaio Bruno atribuiu a sua autoria a Novalis: o fim do homem é ajudar a evolução da natureza. No plano da moral cósmica, elaborada contra a moral religiosa, a moral filosófica e a moral ascética, o dever supremo que incumbe ao homem é o dever para com a natureza inteira. O trabalho, a luta contra o mal existente e o saber são os meios mediante os quais o homem pode ajudar a evolução da natureza: O homem liberta-se, libertando os seus irmãos de espécie, e, ao libertar os outros seres vivos, "contribui já para a libertação universal" (Bruno).
Ora, segundo Pascoaes, o destino do homem não é ser um mero antropóide, prisioneiro da "actividade vegetal" - "nascer para comer e comer para morrer" - num planeta convertido em "refeitório e cemitério", mas sim "ser a consciência do Universo em ascensão perpétua para Deus". A tarefa do homem é compreender a sua existência e superá-la mediante a transição do material para o imaterial: o homem é, para Pascoaes, "um valor absoluto na sua actividade espiritual" e esta actividade cultural é "síntese consciente do Universo", síntese simultaneamente consciente e emotiva, científica e poética. Como valor absoluto, o homem move-se no reino dos seres espirituais que giram na "órbita de Deus" (G. Junqueiro), sonhando a própria essência do mundo, de modo a libertar-se do nada que o aflige na sua condição mortal de suspenso no abismo e a ampliar o mundo através da sua actividade de transcendência, acrescentando-lhe o mundo da cultura. Esta "concepção existencial do homem" - a concepção do homem universal, simultaneamente físico e metafísico, sem o qual o mundo permaneceria como abismado numa absoluta inexistência, inconsciente de si mesmo -, não se conforma com o "conceito puramente científico da Existência" produzido pela tecnociência: a noção da existência contida "numa balança ou entre os ponteiros dum compasso", como se pudesse ser objecto de cálculos matemáticos. Ao tratar o homem como um mero antropóide, o darwinismo aliena a existência humana da sua essência e da sua finalidade, impedindo-a de atingir o seu sentido pessoal e colectivo da vida. A concepção existencial do homem, exposta no "Regresso ao Paraíso" (1912), corresponde à verdadeira filosofia, isto é, à filosofia poética, que permite assimilar o mundo a nós, sem no entanto o desnaturar.
A recepção portuense de Nietzsche não é alheia a Pascoaes: Zaratustra anunciou à multidão que "o homem é uma corda amarrada entre o animal e o super-homem - uma corda por cima de um abismo. Um perigoso passar para a outra banda, um perigoso estremecer e ficar parado". A grandeza do homem reside no facto de ser uma ponte e não um fim: "aquilo de que se pode gostar no homem é que ele é uma travessia e um afundamento". Pascoaes retém a noção de ponte ou de travessia: o homem é uma ponte entre o antropóide e o Sagrado, uma ponte que se ergue no "abismo sem fundo" e que o homem deve atravessar para encontrar o sentido da sua vida. Ou, nas palavras do poeta Pascoaes: "A alma, em virtude da sua força activa de esperança, visa o Futuro, - o Incriado; e em virtude da sua força passiva de lembrança, apenas encontra o Passado ou a Natureza criada, imenso espectro evidente nas suas formas endurecidas e mortas. O Universo é o cadáver de Deus, a estátua fria e inerte da Esperança. As estrelas gelaram-lhe na face, como antigas lágrimas que já não encerram dor alguma. O sol é um riso de metal caindo sobre um globo de ferro. A alma fulge na escuridão absoluta. Canta no silêncio absoluto. Por baixo dela jaz o fantasma do Passado; por cima a noite silenciosa do Futuro. E ela própria é passado e futuro, invocação e desejo. Ausente de si mesma no que há-de ser e no que foi, ou vê espectros da Morte materializados, ou sombras por encarnar da Vida. O Presente divino, a Realidade em si, a Esperança imaterializável, Deus, excepcionalmente vislumbrados, fogem à sua clara e constante percepção. No mundo sensível só há futuro e passado. O movimento abstracto da esperança (tempo futuro) mal se concretiza, é lembrança, movimento inerte, matéria (tempo passado). A cada acção criadora da esperança (espaço e tempo futuro) corresponde a sua paralisação para trás em formas criadas (tempo e espaço passado)".
J Francisco Saraiva de Sousa

55 comentários:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Cavaco Silva revela o seu ódio contra a cidade do Porto sempre que condena o saudosismo, o termo usado por Pascoaes para designar a sua filosofia.

José Sócrates descobriu o motivo de tal condenação quando, referindo-se ontem a Paulo Portas, disse que ele era o passado. Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite não querem falar do passado porque eles são o passado originário da corrupção generalizada e da decadência de Portugal. Porém, este saudosismo de direita que teima em perpetuar-se não tem qualquer ligação com o saudosismo de Pascoaes: este último dirige-se para o futuro novo... :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Vejam a foto de Teixeira de Pascoaes e comparem-na com uma de Fernando Pessoa: a conclusão só pode ser esta - o homem do Porto é bonito, sexy e inteligente, enquanto o saloio é feio e rancoroso. Lisboa é o túmulo de Portugal. Pessoa é invejoso, Pascoaes é generoso e fértil. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Convém que a esquerda deixe de pensar que o materialismo é a sua filosofia. Se este foi o caso no passado, aquando da ascensão da burguesia ao poder político, hoje o materialismo - sobretudo na sua versão positivista -, além de ser impensável, é perigoso. O materialismo é a filosofia daqueles que já não desejam pensar, usada para facilitar a integração social e cultural. O pensamento de esquerda é dialéctico e a dialéctica move-se nessa tensão entre sujeito e objecto.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O materialismo de Marx visava a sua superação e hoje podemos rejeitá-lo como um equívoco filosófico e político. O primado pertence a dialéctica e não ao materialismo. :)

F. Dias disse...

Este texto fala de muitas coisas interessantes, mas exagera em alguns pontos quando implica com o Darwin e usa o “clerk” fora de contexto. Quanto à continuação nos comentários, já me parece uma deriva delirante, para a qual já não há qualquer racionalidade. É precipitado em rejeitar Marx como cientista social.

Sr disse...

ahaha o pascoaes bonito e sexy??? definitivamente, n sei mesmo apreciar homens!!! ROTFL

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Fernando Dias

Bem, cientista social é uma designação positivista dada a Marx, mas este nunca a utilizou. O subtítulo da sua obra é crítica da economia política. Porém, rejeitar o materialismo não implica rejeitar a teoria de Marx, mas sim repensar uma filosofia nova para o marxismo. Ora, essa filosofia deve ser dialéctica - a dialéctica da abertura total.

Se por ciência social entende o alargamento dos métodos da física ao domínio da história humana, então uma tal ciência é pura ideologia e, nesse caso, Marx não tem nada a ver com essa ideologia, até porque nunca utilizou o termo sociedade como conceito: a sua tarefa polític era e continua a ser modificar o mundo e não contribuir para a adaptação do homem ao tipo de sociedade estabelecida.

Bem, quanto a Darwin, a sua teoria não se aplica ao domínio da história do homem. Dessa aplicação nasceu o darwinismo social, uma ideologia ultraconservadora e racista, mas esta história é conhecida.

ah, Teixeira de Pascoaes fez filosofia de qualidade, enquanto Fernando Pessoa é um disparate nos seus textos filosóficos, mas isto também já é conhecido por todos os que leram e comentaram esses textos, como por exemplo Joel Serrão. Sim, Pessoa é mesmo invejoso e tem diversos textos onde isso transparece.

O materialismo está sociológica e historicamente ligado a ascensão da burguesia. Este é outro facto histórico já conhecido, devido teoria de Marx. De resto, não vejo delírio...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Bem, Sr, pelo menos é mais bonito que Pessoa... :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

ah, não me lembro de ter falado do “clerk” que desconheço de todo. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

De resto, o materialismo é uma metafísica impensável, porque sempre que pensa desmente-se. E não tem nenhum apoio seguro: vale tanto quanto o espiritualismo mais beato. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

De resto, este é o meu modo de fazer filosofia e, caso não concordem, devem apresentar argumentos ou práticas alternativas. A verdade é que todos os materialistas sabem que o materialismo é constantemente adiado, aguardando por desenvolvimentos científicos fabulosos ou milagrosos. Até lá é uma mero programa de pesquisa que tem efeitos negativos sobre a sociedade.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Mas, por favor, não façam da ciência uma "vaca sagrada", porque não tenho perfil de adorador de vacas. E de sagrado a ciência - tal como Pessoa - não tem nada. :)

Aliás, a superioridade de Pascoaes revela-se no texto que cito em negrito, um texto que podia ter sido escrito por um dos grandes filósofos do idealismo alemão nalgum momento do seu desenvolvimento teórico, antecipando uma fenomenologia da consciencia antecipadora. Por outro lado, Pascoaes soube ler a poesia portuguesa, o que não acontece com Pessoa como se comprova pelos seus escritos estéticos. A escola do Porto foi uma iniciativa cultural única em Portugal: é um facto. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Porém, avanço aqui com um argumento contra o materialismo já presente no post anterior: a luta pela melhoria do nível de vida contribuiu para a integração social e cultural da classe trabalhadora na ordem estabelecida, mas acabar com a fome não salvou a sua alma revolucionária. Vivemos numa sociedade metabolicamente reduzida que dispensa o esforço e o pensamento. Houve mudança qualitativa? Vivemos sem angústia? Não o creio... :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

ah, Sr, para mim, os mestres são sexy ou giros não pela embalagem exterior, mas pelo seu interior e seus concretos de pensamento. E um homem culto, criativo e inteligente contagia o corpo, dando-lhe beleza e energia. O espírito é um sedutor. :O

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Bem, já que os meus parceiros de diálogo desapareceram no campo de batalha - Kant, Platão -, vou interpretar "clerk" como clero: os positivistas - não tanto os verdadeiros cientistas ou filósofos - fazem parte de um novo clero que implementa a Inquisição Positivista. Pascoaes é deveras crítico e captou bem os sinais do tempo presente, a sua nobreza de espírito criador. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

ah, e outra coisa - o materialismo de Marx visava mesmo a sua superação: o "comunismo" é visto como essa superação da alienação económica, logo material, etc.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Não brinco com coisas sérias. :/

Sr disse...

n se esqueça tb da moralidade e dogmatismo revolucionarios como negação dialiectica da pp moralidade burguesa, mas, tb por isso mesmo, parcial e viciada. :)
Daí axar o Baudrillard(e outros como ele) interessante ao insistir na tentativa dum corte radical com essa logica, mas invertendo ironicamente o sujeito, tornando-o reconhecivel e possivel pelos reenvios do objecto. Mas um objecto/mercadoria onde o valor de uso e troca se anularam mutuamente, note-se*
No campo estetico funcionou e funciona, problema é ele propo-lo a todos os dominios...
Dunno, o q é facto é q tb a fig do capital tem impregnegado tudo o q existe e apareceu assim, do nada :S


0/

Sr disse...

impregnado*
lol, pressa :))



c ya 0/

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sr

Essa noção de objecto-mercadoria onde o valor de uso e o valor de troca se anulam é muito fictícia, sobretudo numa sociedade mergulhada numa crise económica e dominada pelo desemprego. Os objectos custam um preço e quem não tem dinheiro para o pagar fica a ver navios no Porto de Leixões.

E não sucede algo de semelhante com a arte? De certo modo, para os que não têm poder económico, o mundo dos objectos - incluindo o mundo dos objectos de arte - seduz e frustra - é um mundo tiranico que fragiliza o sujeito e o priva. Ora, não vejo nisso ironia, mas desigualdade total e injustiça total. O primado do objecto sobre o sujeito é uma relação social desigual, na medida em que os objectos pertencem ou podem ser comprados por alguns outros. Enfim, não é boa filosofia política... :/

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Na verdade, a estrutura económica continua a ser capitalista e as classes existem na sua determinação pelo papel desempenhado nas relações sociais de produção. A era da bonança está a terminar e os pobres ficam cada vez mais pobres. :/

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sobre este último caso mediático, sou mais radical e defendo a transparencia.

Acho que o caso da suspensão do jornal nacional da Manuela Moura Guedes é mais complexo do que o pintado por Martim Avilez, de resto um jornalista que ajuda a intoxicar a opinião pública.

A liberdade de imprensa tem os seus limites. A democracia não é compatível com o tipo de jornalismo abusivo e partidário que se faz em Portugal. Qual é a base democrática e a legitimidade democrática do poder jornalístico? O jornalista tuga não é geralmente um profissional; é um ficcionista partidário e clubista, cuja opinião vale tanto quanto a dos outros ou vale menos, porque distorce o sentido dos acontecimentos, mentindo e difamando. O jornalismo deste tipo obscurece a vida pública. E o caso não é politicamente relevante. O que está em causa é o futuro de Portugal e não a defesa do jornalismo medíocre. A RTP1 fez bem ignorando o caso.

Os jornalistas e outros profissionais não estão acima da lei ou fora do controle público. Não defendo corporativismos medievais. Os jornalistas não têm o direito "inato" de invadir a vida privada e de caluniar as pessoas sem provas seguras. Ora, o que esse telejornal fazia era insultar e agredir. Isso não é informar; é insultar e mentir, fazendo o jogo laranja, o partido que - neste momento - conspira mentiras e campanhas ardilosas pouco claras e nada democráticas.

A comunicação social é um aparelho ideológico de Estado e, como tal, deve ser escrutinada e obrigada a prestar bons serviços públicos. A figura do jornalista-comentador é ridícula, porque o jornalismo feito já é emissão emocional e histérica de opiniões. Uma ditadura da opinião histérica? Não precisamos disso, porque isso mina a coesão da sociedade e degrada o conhecimento.

Este é um assunto sério que devia unir em vez de dividir. Com este jornalismo partidário e clubista, Portugal não vai longe, porque uma das causas da crise estrutural reside neste jornalismo medíocre e irracional. Guardem a vossa opinião. O mundo constroi-se com o conhecimento e não com opinites crónicas.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O debate entre José Sócrates e Jerónimo de Sousa foi sereno e interessante, com o PCP a mostrar maior inteligência política - o inimigo nesta hora negra é a direita reaccionária comandada por Manuela Ferreira Leite, a pupila das múmias nazis. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

ah, a ironia de Sócrates tecida em relação a Pina Moura - ex-comunista - da TVI foi deliciosa e delicada, mas os burreco-comentadores não perceberam a ironia.

Bem, espero que Francisco Louça saiba derrubar amanha a Manuela Ferreira Leite, a cabeça da reacção portuguesa que mente e manipula a verdade - a mulher que deseja uma ditadura de seis meses.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O Rui Rio diz que este governo foi anti-norte e anti-porto, mas esquece que o PSD de Cavaco é que foi claramente centralizador e anti-norte, nomeadamente quando dissolveu a banca portuense no Millenium bcp.

A atitude desportiva de Sócrates foi outro acto de inteligência política. Viva o PS. :)

Maldonado disse...

pós um comentário irónico sobre o seu post acerca do debate de Sócrates com Jerónimo de Sousa (que foi apagado e transcrito em adenda), o neo-nazi dedicou-me um post, o qual é deveras hilariante, pois parte dum tomismo mal-amanhado para construir uma teoria do valor a fim justificar a superioridade moral da direita conservadora sobre o marxismo (!).
O conceito de valor radica nas condições sócio-culturais e económicas da sociedade e não na natureza, ou seja, na matéria e não no espírito, como ele subtilmente pretende dar a entender.
Curiosamente é típico da extrema-direita usar sempre o ataque pessoal quando se sente acossada.
Enfim, não perco tempo com gente que quer publicidade fácil, por isso voltei-lhe a responder ironicamente.
Considero a ironia a melhor arma contra os mentecaptos. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Olá Maldonado

Vou ler o post. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O Orlando Braga inventa realidade e conceitos e, como acredita nas suas mistificações, acredita que são as mentes revolucionários que são muito imaginativas. Ele pensa que tem uma mente racional - é um monárquico reaccionário. :/

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O homófobo Orlando Braga não publica os comentários, exerce censura e, apesar deste comportamento inquisitorial, fala de diálogo e de racionalidade. É uma figura incongruente. :(

Responda-lhe a letra! :)

Maldonado disse...

Já lhe respondi: estamos conversados.
Quando alguém é simpatizante da extrema-direita, responde-se com ironia e acaba-se de vez a conversa.
Quem censura os comentários não gosta de dialogar...
Monárquico? Não me parece. É um neo-nazi envergonhado.
Porventura reparaste nos links dele? Todos fascistas.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, hiperfascistas os links do Orlando Braga e cheguei a ler alguns mas fiquei com náusea. :(

Os monarco-fascistas - neo-nazis - estão bem representados na blogosfera, mas suponho que votam no Paulo Portas. São os tais meninos das conspirações e das mentiras difamatórias que envenenam a esfera pública portuguesa. Isto é quase certo. Eles são os conspiradores e, por isso, tb defenderam a Manuela MGuedes da TVI.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Maldonado

Ele apagou o teu comentário, escrevendo isto:

“Pelo menos, Jerónimo de Sousa é honesto e coerente.” (Suponho que era o teu comentário, certo?)

"Tal como toda a verdadeira esquerda, exceptuando a extrema-direita, que curiosamente constato estar associada à ideologia deste blog…"

Acusa-te de ser de extrema-direita? Não percebi essa parte, porque ele foi confuso no modo de dizer... Ele anda a fazer a propaganda vazia do Portas, não pensa por ele mas pelo Portas... O mesmo desvio compulsivo para a mentira e a calúnia. :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Os textos de orlando braga são hilariantes. Por exemplo, estes:

I. "A direita conservadora é moralmente superior ao marxismo porque tenta seguir a lógica da ordem universal das coisas, isto é, tenta seguir os Valores."

"Isto não significa que não existam pessoas de esquerda que por via da educação e da cultura, não tenham assimilado os Valores de que falarei mais adiante. Che Guevara não foi certamente um deles. Por exemplo, Nikita Kruschev ― não digo que ele tenha sido um “anjo” ou um paradigma moral ― sucedeu a Estaline e revelou e denunciou os crimes estalinistas, e abriu a URSS a um diálogo com o Ocidente baseando-se em pressupostos minimamente racionais; mais tarde foi afastado da liderança da URSS exactamente devido à sua racionalidade, tendo sido substituído por um membro duro da irracionalidade soviética: Leonid Brezhnev, que apenas tentou adiar o desmoronamento de um sistema político irracional."

"O caso de Nikita Kruschev demonstra que uma pessoa pode ser honesta e coerente e estar errada no seu projecto, da mesma forma que eu posso estar munido de uma bússola e desorientar-me no caminho porque não tomei nota devida dos pontos de referência durante a minha caminhada. Uma pessoa é honesta porque intui os Valores, reconhecendo-os; é coerente porque tenta adequar essa intuição na sua prática, mas não deixa, necessariamente, de poder estar equivocado quanto aos meios utilizados."

II. "O Valor não tem a sua origem no Homem e nos seus conceitos subjectivos, mas na ordem do universo, que inclui a Natureza que nos rodeia.

"O Valor não é um objecto que tenha origem no sujeito ou possa ser contemplado por este. Através da inteligência e da razão, o Homem transforma o desejo ― que tem origem na simbiose entre a sensibilidade e o querer ― em Valor. Sem desejo não há Valor.

"Contudo, as raízes incipientes do Valor existem já na natureza através do instinto, que é o primórdio da intuição e do querer; o instinto é a promessa do Valor que nascerá com a razão, é o Valor em potência que se anuncia possível através da inteligência.

"Da relação directa e próxima entre o desejo e o Valor, resulta que sendo o primeiro tendente ao absoluto, o segundo segue a mesma lógica. O desejo, mesmo que relativo, aponta para um desejo absoluto na medida em que procura a sua realização até ao infinito, condicionando nesse processo de infinitude, o Valor que se procura sempre mas que não se possui.

"Portanto, o Valor é o reconhecimento intuitivo da ordem universal, tendo em conta o Valor intrínseco e subjacente a essa ordem que transcende o Homem.
A razão só pode ser tal que intua o Valor na sua plenitude e na sua dimensão absoluta."

Dá vontade de rir tal é a estupidez manifesta nestes textos lunáticos. aaaaahhhhhhh

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O Orlando Braga é um fetiche, ou melhor, uma mente fetichista, como diria Comte. ehehehhheeeeh

Maldonado disse...

Ele é sempre atabalhoado no modo de se expressar, dando a impressão que faz um copy-past de elementos que vai recolhendo por aí.
Eu é que o acusei de ser de extrema-direita e elogiei também a coerência da esquerda, partindo da afirmação dele citada no início do meu comentário.
Já vi que o neo-nazi tem um ódio patológico da esquerda.
É que argumentação do post dele é manifestamente falaciosa, que só convence os pobres de espírito. É mesmo lunático!
E vê-se que digeriu mal o meu post sobre Che... :)

Maldonado disse...

Já viste o recente post do neo-nazi sobre a pretensa ameaça de Espanha?
É um autêntico chorrilho de disparates, onde prevalece o típico discurso xenófobo da extrema-direita. Um nojo!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, vi, ele está sempre a editar barbaridades... :)

Maldonado disse...

Daí achar que não vale a pena andar sempre a postar para responder à letra a essa gente. É dar-lhes a importância que não merecem. Quanto muito postar um tema genérico que rebata algumas ideias da ideologia deles.
Parafraseando o Marco do Bitaites, a minha indignação é um bem demasiado precioso para ser desbaratado com questiúnculas.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ya, concordo: precisamos escrever posts de fundo para demolir o pseudo-naturalismo do homófobo monarco-nazi que ele não consegur ligar ao direito natural, citando Hobbes - e Sartre a propósito da noção de necessidade - em contexto errado.

A Direita salazarenta fala da "asfixia da democracia", mas a verdade é que é a Direita que anda a sufocar a democracia, como mostra a lista do psd que exclui aqueles que tem opiniões contrárias a Manuela Ferreira Leite. A verdade da Manuela F. Leite é pura mentira e a sua suposta moral é imoralismo.

Sim, os argumentos do Orlando Braga são sofismas - ele inventa e deturpa, sem perceber a genealogia dos conceitos que utiliza. Enfim, é um "traveca" das palavras. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Aliás, o homófobo não domina as doutrinas do Direito Natural e do Direito Positivo que tende a usar conjuntamente em função das ideias arbitrárias que defende no momento. Porém, ele esquece que a "lei natural" tem sido interpretada de diversas maneiras - a natureza pode ser a natureza da sociedade, a natureza humana ou a ordem divina. Ele baralha esses conceitos que, num post antigo, fez recuar a Aristóteles, mas, para o gozar, diremos que ele defende o direito positivo a dimensão do seu cérebro, travestindo-o com roupas do direito natural lido a luz do monarco-nazismo. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ele - o OB - não sabe que a doutrina do direito natural sucumbiu com a suposição de que o valor é inerente a realidade. Daí as patetices que repete dogmaticamente no post que te dirigiu. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Enfim, o Orlando Braga é um irracionalista nazi. :(

Maldonado disse...

"Enfim, o Orlando Braga é um irracionalista nazi. :("

Nem mais!
Voltou a pôr o meu comentário em adenda juntamente com um insulto.
Ao fim e ao cabo, o insulto para a extrema-direita tem uma função orgásmica...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

ah, percebi o sentido do ataque:

O Orlando Homófobo de Braga tinha dito no post dele que, "pelo menos, Jerónimo de Sousa é honesto e coerente", tentando denegrir José Sócrates. O Maldonado retoma esta afirmação e acrescenta

(O Jerónimo de Sousa é honesto e coerente) "tal como toda a verdadeira esquerda, exceptuando a extrema-direita, que curiosamente constato estar associada à ideologia deste blog…" O resto do comentário foi censurado pelo inquisidor Orlando Neo-nazi de Braga.

Ora, o Orlando Inquisidor de Braga sentiu-se atacado no seu coração conservador neo-nazi e resolve escrever outro post a caluniar o marxismo, afirmando que o conservadorismo neo-nazi é superior ao marxismo. E, com este último ataque, desmente a sua afirmação oportunista feita no post dedicado ao debate Sócrates versus Jerónimo, a menos que considere o Jerónimo como camarada. A racionalidade deste conservador reaccionário é uma monstruosidade... A honestidade como atributo da Direita é mesmo um absurdo. Direita conservadora neo-nazi e Honestidade não casam uma com a outra. Ser de Direita é ser desonesto, como o mostram estes casos de corrupção na banca laranja.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, quando insulta, o Orlando deve ter uma erecção fraca mas mesmo assim uma erecção... :)

Maldonado disse...

Escrevi exactamente aquilo que está na adenda com um sentido provocatório e irónico.
O neo-nazi contradiz-se à velocidade da luz.
Essa gente devia ser obrigada a fazer serviço comunitário nas aldeias pobres de África. Mas, claro, sempre vigiados por um africano com 35 cms de verga, para o caso de se portarem mal... :)))

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Francisco Louça devorou completamente a Manuela Ferreira Leite no debate de hoje na TVI, obrigando-a a admitir que o programa do PSD é de tal modo vazio que não diz nada. Aliás, a Manuela assumia as políticas deste governo - segurança social, sistema nacional de saúde, etc. - e foi concordando com as propostas do BE e na economia não conseguiu soletrar uma única ideia.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Pascoaes coined the term clericalism scientific to describe this horror of conscience that leads to materialism deny it. Materialists such as Armstrong and Dennett redefine consciousness in order to deny its subjective quality: Its fear consciousness is motivated by the fact that consciousness is subjective. However, accepting the subjective consciousness is, for material, violating scientific conception of the world and how the world should be. However, Pascoaes goes further when he plays the fear of consciousness as the horror to God and to man. The philosophical perspective of Pascoaes can be explained in anthropological key if we put this question: Who we think we are? Denying strongly irreducibly subjective ontology of mental states is a first-person ontology, Materialists accomplished reduce man to a automaton or, as we say nowadays, a zombie, Being taken to raise awareness from a standpoint of third person. The zombies of Daniel Dennett and David Chalmers are - entered in another record - the apes Pascoaes: the ape man is nothing more than the repentant man to be man. The effort of Nature went and goes in a human sense or conscious, and once reached that the human sense of cosmic evolution, it is the man given the task of "being the consciousness of the universe in perpetual ascent to God." However, echoing the three stages of progress of the human spirit of A. Comte, the three human figures Pascoaes are slaves not only of the circumstances, but chiefly a inertia within that prevents them from taking the fate of being conscious beings in the universe rise to God: mythological man a slave of the gods, the man metaphysical a slave of a God and the Industrial Man slave is a goddess of metal. The historical sequence of three human figures Pascoaes not represent an evolution, rather it reflects a regressionTo the extent that each one is distancing itself more dream glow - The dream that allows a man overflowing with himself, and this movement of exteriorization, expand the world. The regression is the movement that is directed in the opposite direction of evolution. Instead of expanding the world, illuminating its unknown dimensions and unconscious, regression shrinks the world, delivering it to its very low. The world ruled by science is a world contracted, In which man behaves like a being to be sorry man, that is, as someone who assumes the task of the essence and the objective possibilities of nature. Pascoaes accuses science of removing the man of their own destiny: Darwinian science does not admit that man is more ape than anthropos, reducing it to his animal devoid of conscience and causal power over the world, as if it were entirely physical. The science that governs the modern world has become a New Inquisition, Inquisition Positivist, Burning souls, such as Catholic Inquisition burned the bodies in the fires. The creed clericalism scientific is materialism, whose leaders - the pseudo-scientists - Humans are "very pedantic than you think to know officially."

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Pascoaes prägte den Begriff Klerikalismus wissenschaftlichen zu beschreiben, das Grauen des Gewissens, dass Materialismus führt zu leugnen. Materialisten wie Armstrong und Dennett Bewusstsein neu zu definieren, um zu leugnen, ihre subjektive Qualität: Die Angst Bewusstsein ist motiviert durch die Tatsache, daß das Bewußtsein ist subjektiv. Allerdings akzeptieren die subjektive Bewußtsein ist, für Material, verletzt wissenschaftliche Vorstellung von der Welt und wie die Welt sein sollte. Allerdings geht Pascoaes weiter, wenn er die Angst vor dem Bewußtsein als die Stücke Entsetzen zu Gott und den Menschen. Die philosophische Perspektive Pascoaes in anthropologischen Schlüssel erklärt werden, wenn wir diese Frage: Wer sind wir denken, dass wir setzen? Verweigern stark irreduzibel subjektive Ontologie mentaler Zustände ist ein First-Person-Ontologie, Materialisten erreicht reduzieren Mann zu einer Automat oder wie man heute sagt, ein Zombie, Getroffen, um das Bewusstsein von einem Standpunkt der dritten Person zu erheben. Die Zombies von Daniel Dennett und David Chalmers sind - in einem anderen Verzeichnis eingetragen - die Affen Pascoaes: der Affe Mensch ist nichts anderes als der reuige Mensch, Mensch zu sein. Die Bemühungen der Natur ging und geht im menschlichen Sinne oder bewußt, und einmal erreicht, dass die menschlichen Sinne der kosmischen Evolution, ist der Mensch die Aufgabe, "dass das Bewusstsein des Universums in ständiger Aufstieg zu Gott." Allerdings Echo der drei Phasen des Fortschritts des menschlichen Geistes von A. Comte, der drei menschliche Figuren Pascoaes Sklaven sind nicht nur von den Umständen, sondern in erster Linie ein Trägheit im dass sie daran, den das Schicksal des Bewußtseins Wesen im Universum führen zu Gott verhindert: mythologischen Mann ein Sklave der Götter, die Mann metaphysischen ein Sklave eines Gottes und der Industrial Man Slave ist eine Göttin aus Metall. Die historische Abfolge von drei menschlichen Figuren Pascoaes nicht eine Entwicklung dar, sondern spiegelt eine RegressionIn dem Maße, jeder ist Distanzierung mehr Dream Glow - Der Traum ermöglicht es, dass ein Mensch voll von sich selbst, und diese Bewegung der Entäußerung, Erweitern der Welt. Die Regression ist die Bewegung, die in die entgegengesetzte Richtung der Evolution gerichtet ist. Statt der Erweiterung der Welt, leuchtenden ihren unbekannten Dimensionen und unbewussten, schrumpft Regression der Welt, liefern sie ihre sehr gering. Die Welt regiert von der Wissenschaft ist ein Welt vergeben, In dem der Mensch verhält sich wie ein Wesen zu sein sorry man, das heißt, als jemand, der die Aufgabe, das Wesen und die objektiven Möglichkeiten der Natur übernimmt. Pascoaes wirft der Wissenschaft zur Beseitigung der Menschen für ihr eigenes Schicksal: Darwinschen Wissenschaft nicht zugeben, dass der Mensch mehr ist als die Affen Anthropos, wodurch es zu seinem Tier ohne Gewissen und kausale Macht über die Welt, als wäre es ganz physikalischen. Die Wissenschaft, das für die moderne Welt hat sich zu einer neuen Inquisition, Inquisition positivistischen, Das Brennen von Seelen, wie Katholischen Inquisition verbrannte die Leichen in den Feuern. Das Credo Klerikalismus wissenschaftlichen Materialismus ist, deren Führer - die Pseudo-Wissenschaftler - Der Mensch ist "sehr pedantisch, als Sie wissen, offiziell zu denken."

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Pascoaes a inventé le terme cléricalisme scientifique pour décrire cette horreur de la conscience qui mène au matérialisme le nier. Matérialistes, comme Armstrong et Dennett redéfinir la conscience afin de nier son subjective de la qualité: Son conscience de la peur est motivée par le fait que la conscience est subjective. Toutefois, accepter la conscience subjective est, pour le matériel, en violation des conception scientifique du monde et comment le monde devrait l'être. Toutefois, Pascoaes va plus loin quand il joue la peur de la conscience comme horreur à Dieu et à l'homme. La perspective philosophique de Pascoaes peuvent être expliqués dans la légende anthropologique, si nous nous posons cette question: Qui sommes-nous pensent que nous sommes? Refuser l'ontologie fortement irréductiblement subjective des états mentaux est un première ontologie personne, Matérialistes accompli réduire l'homme à une Automate ou, comme on dit aujourd'hui, un zombie, Sont prises pour sensibiliser le public à partir d'un point de vue de la troisième personne. Les zombies de Daniel Dennett et David Chalmers sont - est entrée dans un autre dossier - la Pascoaes singes: l'homme-singe n'est rien de plus que l'homme repentant d'être homme. L'effort de la Nature a et va dans un sens ou consciente de l'homme, et une fois atteint que le sens humain de l'évolution cosmique, c'est l'homme compte tenu de la tâche d ' «être la conscience de l'univers en perpétuelle ascension vers Dieu." Toutefois, faisant écho aux trois stades d'avancement de l'esprit humain de A. Comte, les trois figures humaines Pascoaes sont des esclaves, non seulement des circonstances, mais surtout un l'inertie au sein qui les empêche de prendre le sort des êtres ayant conscience de la montée univers à Dieu: mythologiques homme un esclave des dieux, les métaphysique de l'homme un esclave de Dieu et la Industrielle de l'homme esclave est une déesse de métal. La séquence historique de trois figures humaines Pascoaes représentent pas une évolution, mais elle reflète un régressionDans la mesure où chacun prend ses distances plus Dream Glow - Le rêve qui permet à un homme débordant de lui-même, et ce mouvement d'extériorisation, augmenter le monde. La régression est le mouvement qui est dirigé dans la direction opposée de l'évolution. Au lieu d'étendre le monde, des dimensions inconnues illuminant son et de l'inconscient, la régression se rétrécit le monde, la remettant à sa très faible. Le monde gouverné par la science est un monde contracté, Où l'homme se comporte comme un être d'être un homme fâché, c'est à dire comme quelqu'un qui assume la tâche de l'essence et les possibilités objectives de la nature. Pascoaes reproche à la science d'éliminer l'homme de leur propre destin: La science darwinienne n'admet pas que l'homme est plus singe que l'anthropos, le réduisant à son animal dénué de conscience et de pouvoir causal dans le monde, comme si elle était entièrement physique. La science qui régit le monde moderne est devenu une nouvelle inquisition Inquisition positiviste, Âmes brûlantes, telles que Inquisition catholique brûlé les corps dans les incendies. Le credo cléricalisme scientifique est le matérialisme, dont les dirigeants - le des pseudo-scientifiques - Les humains sont «très pédant que vous pensez connaître officiellement."

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Pascoaes bedacht de term clericalisme wetenschappelijke te beschrijven deze verschrikkingen van het geweten dat leidt tot materialisme ontkennen. Materialisten zoals Armstrong en Dennett herdefiniëren bewustzijn om te ontkennen zijn subjectieve kwaliteit: Its angst bewustzijn wordt gemotiveerd door het feit dat het bewustzijn is subjectief. Echter, de aanvaarding van het subjectieve bewustzijn is, voor materiaal, schenden wetenschappelijke opvatting van de wereld en hoe de wereld zou moeten zijn. Maar Pascoaes gaat verder als hij speelt de angst van het bewustzijn als gruwel voor God en de mens. De filosofische perspectief van Pascoaes kan worden verklaard in antropologische sleutel als we deze vraag: Wie we denken te zijn gezet? Ontkennen sterk onherleidbaar subjectieve ontologie van mentale toestanden is een first-person ontologie, Materialisten bereikt reduceren de mens tot een automaat of, zoals we tegenwoordig zeggen, een zombie, Die worden genomen om het bewustzijn te verhogen van een standpunt van de derde persoon. De zombies van Daniel Dennett en David Chalmers zijn - opgenomen in een andere record - de apen Pascoaes: de aap man is niets meer dan de berouwvolle mens tot mens worden. De inspanning van de natuur ging en gaat op een menselijke zin of bewust, en eenmaal bereikt, dat het menselijk gevoel van kosmische evolutie, het is de mens de taak van het 'zijn het bewustzijn van het universum in de klim naar de eeuwige God. " Echter, in navolging van de drie fasen van de vooruitgang van de menselijke geest van A. Comte, de drie mensfiguren Pascoaes zijn slaven niet alleen van de omstandigheden, maar vooral een inertie binnen die hen verhindert het lot van die bewuste wezens in het universum tot God: mythologische man een slaaf van de goden, de man metafysische een slaaf van een God en de Industrial Man slaaf is een godin van metaal. De historische opeenvolging van drie menselijke figuren Pascoaes niet vertegenwoordigen een evolutie, maar veeleer weerspiegelt een regressieIn de mate dat een ieder is distantieert zich meer droom gloed - De droom die het mogelijk maakt een man vol met zichzelf, en deze beweging van exteriorisatie, uitbreiden van de wereld. De regressie is de beweging die is gericht in de tegenovergestelde richting van de evolutie. In plaats van uitbreiding van de wereld, lichtdoorlatende onbekend zijn afmetingen en het onbewuste, regressie krimpt de wereld, en levert zij haar zeer laag. De wereld geregeerd door de wetenschap is een wereld gecontracteerde, Waarin de mens gedraagt zich als een wezen te zijn spijt mens, dat wil zeggen, als iemand die zich de taak van de essentie en het doel de mogelijkheden van de natuur. Pascoaes beschuldigt wetenschap van het verwijderen van de man van hun eigen lot: Darwinistische wetenschap niet toegeven dat de mens meer is dan aap Anthropos, het verminderen van het aan zijn dier zonder geweten en oorzakelijk macht over de wereld, alsof het volledig lichamelijk werden. De wetenschap dat regelt de moderne wereld is geworden een nieuwe inquisitie, Inquisitie Positivistische, Burning zielen, zoals Katholieke Inquisitie verbrandde de organen in de brand. Het credo clericalisme wetenschappelijke is het materialisme, waarvan de leiders - de pseudo-wetenschappers - Mensen zijn "zeer pedant dan je denkt officieel te weten."

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Estou a pensar seriamente desenvolver uma teoria da Escola Filosófica do Porto, pelo menos tenho o pensamento a produzir esquemas nesse sentido. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

I am seriously thinking to develop a theory of the Philosophical School of Porto, at least I thought to produce schemes accordingly.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Fiz um acrescento no parágrafo 2. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

«O Bloco de Esquerda não será governo sozinho. Mas o líder bloquista recusa nomear com quem fará alianças. Para já, exclui o PS da maioria de esquerda.»


Eis uma afirmação de Francisco Louçã, no Público de hoje, cujo significado oculto revela a natureza do Bloco de Esquerda - uma força política liderada por pessoas de Direita, próximas do PSD, que visam dividir a esquerda genuína, de modo a entregar o poder à Direita e ao PSD da Manuela Ferreira Leite, cujo objectivo é implementar no continente a asfixia democrática que reina na Madeira.

Votar no Bloco de Esquerda é votar na ditadura defendida por Manuela Ferreira Leite. Ontem na Madeira ela apoiou o alargamento do sistema ditatorial de J.A. Jardim ao continente. O BE é um instrumento deste PSD reaccionário - ambos desejam a asfixia da democracia. O PSD afastou das suas listas os militantes que pensam de maneira diferente da linha leitista. O BE já tinha feito o mesmo com o seu autarca de Lisboa. Leitismo e louçismo são regimes totalitários de pensamento e de acção política. Quando defendem a liberdade de expressão da outra Manuela da TVI, fazem-no para liquidar a democracia e o pluralismo defendidos pelo PS.

O BE é o inimigo a abater nestas eleições, com a concentração do voto de esquerda genuína no PS.

Abaixo as forças totalitárias defendidas pelo leitismo (PSD) e pelo louçismo (BE). Vota PS.