domingo, 20 de setembro de 2009

Mário Soares apoia José Sócrates

Hoje, num comício na Cidade do Porto, Mário Soares juntou-se à campanha eleitoral do PS, para dar o seu apoio firme a José Sócrates e ao PS, tendo feito uma crítica pertinente e profunda ao discurso político de Manuela Ferreira Leite - "uma desgraça", nas palavras de Mário Soares. No seu discurso, Mário Soares arrasou Manuela Ferreira Leite: como economista, acusou-a de não compreender o alcance da actual crise económica, mostrando que essa "desgraça" chamada Manuela Ferreira Leite tomou uma postura "fanática" ou "irresponsável" perante a crise mundial que confunde com a crise de 2003; como política, acusou-a de não ter compreendido a essência da democracia quando a identifica maliciosamente com o regime autoritário e salazarento de Alberto João Jardim, como se no continente vivêssemos num regime de asfixia democrática; e, como líder do PSD, é uma "desgraça": Manuela Ferreira Leite está a fazer uma campanha disparatada e incongruente. Os seus discursos, as suas gaffes constantes, os seus disparates, as suas incongruências, os seus erros, o seu português corrompido, enfim tudo o que diz e faz desmente o seu discurso da credibilidade: Manuela Ferreira Leite vive num outro mundo retrógrado e cognitivamente deprimido, qual Dom Quixote - o mundo do disparate permanente, da incompetência e da eterna saudade de Oliveira Salazar que partilha com Paulo Rangel, o Sancho Pança. O léxico reduzido de Manuela Ferreira Leite dificulta-lhe o exercício livre da imaginação política, levando-a a repetir fórmulas passadas e já fora de prazo. Sofrendo da mesma deficiência cognitiva, Jerónimo de Sousa (PCP) é o companheiro político natural de Manuela Ferreira Leite: as duas figuras do vocabulário político reduzido tentam desesperadamente rejeitar a existência do "papão da direita", mas nesta rejeição fracassada e mentirosa revelam a sua afinidade com fórmulas totalitárias ou fechadas de governo. Manuela Ferreira Leite comporta-se como um zombie asfixiante que quer privatizar o ar que respiramos livremente.
Mário Soares recusou pronunciar-se sobre as escutas de São Bento a Belém, mas não fechou as portas a um entendimento pós-eleitoral com o Bloco de Esquerda, apelando sempre ao voto no PS e a uma maioria confortável do PS: "Sócrates é fixe!". Quando tomou conhecimento desta abertura socialista democrática, Francisco Louçã fez-se difícil, dizendo que Manuel Alegre e Mário Soares defendem políticas de esquerda próximas das do BE (sic) que não foram seguidas por José Sócrates: o Bloco de Esquerda pretende reforçar a sua presença parlamentar não para governar mas para "controlar" o PS. A indecisão regressou novamente ao Bloco de Esquerda, que, apesar de ter elaborado um programa eleitoral extenso, demasiado extenso, ridículo e cativo da tentação totalitária, como se pretendesse conquistar o poder para participar numa fórmula governativa, vacila entre ser um partido do protesto ou um partido de poder, encarando a possibilidade de vir a ser um partido da vigilância. Ora, esta pretensão prisional do BE é demasiado arrogante para uma força política de esquerda conservadora e com tiques totalitários. A indecisão de Louçã gera desconfiança justificada nos eleitores de esquerda: votar BE constitui um risco, porque, dispersando os votos à esquerda, abre o caminho para a vitória do PSD ultraconservador de Manuela Ferreira Leite. Diante dessa possibilidade real, o melhor argumento é concentrar todos os votos de esquerda genuína e moderada no PS, a única força política capaz de salvaguardar, conservar e aprofundar a democracia. Entre o PS e o BE há uma diferença qualitativa significativa que Marx definiu nestes termos: "A democracia é o enigma resolvido de todas as constituições" criadas pelo povo. A democracia real não se esgota na participação episódica na coisa pública por intermédio de umas eleições ou de representantes eleitos. A realização da democracia exige a confusão entre o homem como indivíduo egoísta e o cidadão, mediante a aproximação da existência popular e do empírico político. A realização pelo homem da sua humanidade constitui o traço marcante do liberalismo integral de Marx que sempre distinguiu o PS dos outros partidos da esquerda radical. O socialismo democrático encontra aqui - na realização da cidadania plena - o seu terreno originário, opondo o seu modelo de sociedade aberta ao regresso das sociedades fechadas desejado pelas pseudo-esquerdas irresponsáveis e pelas direitas saudosistas. Nestas eleições legislativas, não há verdadeiramente alternativa ao PS. O futuro de Portugal depende da vitória confortável do PS: votar no PSD salazarento de Manuela Ferreira Leite, no seu aliado descarado - o PCP dirigido por essa figura peregrina que é Jerónimo de Sousa, ou no BE que busca compulsivamente a aventura das nacionalizações generalizadas e globais e da abolição dos benefícios fiscais é votar contra a modernização de Portugal. O voto genuíno, o voto útil, é no Partido Socialista.
J Francisco Saraiva de Sousa

15 comentários:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Que horror! Não sabia que Paulo Rangel, além de ser uma bola encarnada gordinha, era anão! :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O bolinha de maizena e o Fernando Ruas de cabeça perdida atacaram hoje no comício do PSD Manuel Alegre e Mário Soares: que figuras feias e taradas! O PSD está mesmo uma desgraça! Cada vez mais pequeno, baixo e vulgar... É preciso votar PS para evitar a catástrofe do PSD!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Bem, o post está concluído. O voto útil e seguro é no PS! :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Manuela Ferreira Leite comporta-se como um zombie asfixiante que quer privatizar o ar que respiramos livremente! É um zombie muito mau e egoísta! :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Pacheco Pereira está desesperado e de cabeça perdida. Eis algumas frases desse desespero:

"...não foi mostrar a "unidade" do PS , mas sim preparar a aliança com o BE. Votar Sócrates hoje significa dar meio voto ao PS e meio voto ao BE."

Bah, nada mais longe da verdade. PPereira usa o papão do BE, como se os socialistas quisessem fazer uma aliança quando podem vencer com uma maioria confortável... :)

O SITUACIONISMO referido por PPereira deve ser a corrupção que levou o BPN à falência - o tal situacionismo cavaquista.

"Vejam como começa o Telejornal da RTP. Percebe-se tudo. Asfixia, de facto, cada vez maior. Imaginem como ficaria Portugal se estes aprendizes de feiticeiros ganhassem as eleições. Pensamento único, líder único, partido único, não no papel, mas na realidade. O resto seria folclore tolerado, como o do PP, que não ameaça a governação; ou como o BE que prepara o acesso ao poder pelas mãos irresponsáveis de Sócrates, Alegre e Soares. Até o dia em que, o país estragado por muitos e muitos anos, se irão embora, deixando os estragos a outros."

Bem, asfixia é o que ele faz com António Costa na Quadratura do Círculo - não o deixam falar! :(

Além disso, quem estragou o país foi o PSD secado pelo cavaquismo! :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Pacheco Perreira deve ser muito ingénuo ou outra coisa para pensar que conseguia manobrar Manuel Alegre, colocando-o contra o PS, para dar uma ajudinha à candidata laranja, a Manuela autocrática! Puf...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Estas laranjas que secaram o PSD devem pôr a cabeça em ordem, e não o país, porque este dispensa-as... :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ah, Pacheco Pereira, cabeça da velha... :P

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O homófobo disse que alguém já viu "o cu dos socialistas", mas estou convencido que o cu que viram era gordamente social-democrata! :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O Presidente da República Cavaco Silva afastou o assessor Fernando Lima. Agora falta "punir" de algum modo o jornalista do Público que enganou os portugueses. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

É preciso fazer um saneamento para libertar Portugal destas pessoas burrecas e abusadoras que estragam a qualidade da nossa democracia e impedem o desenvolvimento. Abaixo os corruptos, os intriguistas e os mentirosos! Os próprios jornalistas deviam condenar ao ostracismo este colega do Público.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

José Manuel Fernandes é uma das vergonhas do jornalismo nacional. Existem outros/as! :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Se vivesse num país culto, civilizado e liberto da inveja, publicaria neste período de campanha eleitoral uma série de posts a desafiar a imaginação política do PS; mas como vivo num país mental e cognitivamente atrofiado o melhor é ficar silencioso.

De um modo geral, os portugueses não trabalham e não deixam trabalhar, não pensam e não deixam pensar, não criam e não deixam criar, enfim não fod...m e não deixam fod...r. Um país triste e muito maldoso! :(

Sr disse...

VIVA O PCTP/MRPP \0/

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ya, e os rapazes foram mesmo pintar as paredes! :)