quinta-feira, 13 de Março de 2008

Feminismo e Queer Theory: Discursos de Género

A essência dos estudos feministas reside em demonstrar que a construção e o significado da diferenciação sexual constituem princípios organizadores fundamentais e eixos do poder social, assim como uma parte decisiva da constituição do sujeito e do sentido individual da identidade enquanto pessoa com sexo e género. Griselda Pollook (1996) deu uma das definições mais interessantes do pensamento feminista:
«O feminismo propõe à mulher um compromisso político e uma mudança para si e para o mundo. O feminismo coloca um compromisso para a plena apreciação do que as mulheres inscrevem, articulam e imaginam em formas culturais: as intervenções no campo do sentido e da identidade que procedem desse lugar chamado "a mulher" ou "o feminino". O feminismo refere-se também a uma revolução teórica na compreensão dos conceitos de arte, cultura, mulher, subjectividade, política, etc., mas não implica a unidade no campo teórico, na perspectiva adoptada ou na posição política. O feminismo identificou-se com um movimento de mulheres, o qual é importante do ponto de vista histórico, mas, no momento actual, a sua autonomia como lugar em que se situa a questão do género adquire um significado político e teórico especial».
Portanto, o feminismo é tanto um movimento político como um campo teórico de análise, dedicado ao estudo das actuações políticas e dos comportamentos quotidianos, tanto no seu aspecto material como nas suas intervenções representacionais. Além disso, Pollook não se esquece de destacar a diversidade intrínseca da teoria feminista. Com efeito, muitas feministas já falam dos «feminismos» e das «teorias feministas», manifestando assim uma preferência pelo plural que revela, de resto, a diversidade de abordagens e de perspectivas feministas.
1. Teorias Feministas. Em vez de analisar o problema das mulheres enquanto intelectuais — o feminismo académico —, iremos analisar o género como objecto de estudo. Como escreve Pollook (1996): «O feminismo teve de lutar muito e muito duramente para compreender a centralidade organizadora da diferença sexual, com o seus resultados de género e de sexualidade como um dos níveis da constituição subjectiva e social».
Destacar o género como objecto de estudo não quer dizer que os estudos feministas abordam apenas o género, excluindo todos os outros eixos da constituição e da discriminação. Como escreve Pollook (1996):
«O género não é para o feminismo o que a classe é para o marxismo ou a raça, para a teoria pós-colonial. Em primeiro lugar, porque há muitos feminismos e porque as alianças com as análises do que determina a opressão da mulher são muito variadas. O feminismo socialista ocupou-se sempre da questão de classe, enquanto as feministas negras, por exemplo, incluem as configurações do imperialismo, da sexualidade, da feminilidade e do racismo. Na sua amplitude e na sua pluralidade, os feminismos tratam da complexidade e da textura das configurações do poder relacionadas com a raça, a classe, a sexualidade, a idade, a força física, etc., mas precisam ser também o espaço político e teórico concreto em que se nomeia e se analisa a diferença sexual como eixo do poder que opera especificamente, sem lhe conceder prioridade, exclusividade ou predomínio sobre outros, nem o isolar conceptualmente das texturas de poder e de resistência ao poder que constituem o social».
Numa perspectiva feminista, é necessário compreender o entrelaçamento de relações que se produz entre todos os eixos do poder e a opressão social e as formas de constituição das diferenças sexuais e das relações de género no espaço e no tempo, por causa da sua interconexão com os referidos eixos do poder. Mas, como observa Linda McDowel (2000), «o que distingue os estudos feministas é a indagação de como se constituem as relações de género e as diferenças sexuais e como formam uma base de poder».
No entanto, dado que pretendem mudar as relações entre o sexo, o género e o poder, as feministas devem manter o compromisso político. As feministas não se limitam a analisar; elas querem desmantelar as estruturas que reforçam a inferioridade da mulher e desafiar a definição oficial de feminilidade e a opressão a que estão submetidas. Nancy Miller (1988) é peremptória a este respeito: as feministas «protestam contra a ficção convencional sobre o que significa fazer-se (ou tornar-se) mulher». Este projecto feminista conta actualmente com o «apoio» daqueles homens que também querem pôr em questão as ficções convencionais da masculinidade. Convém lembrar que o projecto feminista — o seu exame teórico das distintas formas de ser mulher ou homem e a sua oposição às opções convencionais — não é um empreendimento fácil, dado que exige o desmantelamento das bases que sustêm as relações sociais quotidianas e a maioria das instituições e das estruturas de poder, bem como os fundamentos teoréticos das divisões convencionais de género. E isto é assim porque o estabelecimento de uma diferença de categorias entre as mulheres e os homens — se as primeiras são uma coisa, os segundos serão o contrário — se encontra profundamente enraizada no nosso sentimento de indivíduos, nas interacções quotidianas e nas estruturas institucionais e no pensamento ocidental.
Apesar do reconhecimento cada vez maior da diversidade e da pluralidade das experiências sociais, reproduz-se continuamente a tendência para pensar numa forma distintiva de feminilidade para as mulheres e outra de masculinidade para os homens. Este aspecto não escapou a Doreen Massey (1995):
«Os dualismos profundamente interiorizados […] estruturam a identidade pessoal e a vida quotidiana e este facto tem consequências para a vida de outras pessoas, porque estrutura, por sua vez, a prática das relações e das dinâmicas sociais e extrai a codificação do feminino e do masculino dos cimentos sociofilosóficos mais profundos da sociedade ocidental».
Este sistema binário das divisões de género continua ainda a ser um elemento-chave das sociedades ocidentais, apesar da sua debilidade natural. Assim, as mulheres e as características associadas à feminilidade são irracionais, emocionais, dependentes e privadas e mais próximas da natureza do que da cultura; enquanto os atributos masculinos se apresentam como racionais, científicos, públicos e cultivados. As mulheres encontram-se à mercê do corpo e das emoções; os homens, pelo contrário, representam a superação desses aspectos básicos: eles são para a mente o que as mulheres são para o corpo.
Ora, a diferença categorial — que é binária e hierárquica — cria uma mulher inferior ao homem e valoriza menos os atributos da feminilidade. Esta ideia encontra-se profundamente enraizada nas estruturas do pensamento ocidental, nas instituições sociais e na divisão das disciplinas sociais. Assim, as ciências económicas e políticas ocupam-se do estudo dos atributos públicos do Estado e do mercado, enquanto as decisões «privadas» tomadas dentro do mundo doméstico são matéria de estudo da sociologia e da psicologia. Pateman & Grosz (1987) editaram uma obra dedicada à estrutura binária da ciência social ocidental. Eis uma lista das distinções binárias ou das oposições binárias em função do género:
Masculino: Público, Fora, Trabalho, Trabalho, Produção, Independência, Poder
Feminino: Privado, Dentro, Casa, Recreio/Diversão, Consumo, Dependência, Falta de Poder.
Nesta lista, as características e os atributos associados à mulher e ao feminino ou são considerados «naturais» e, portanto, não precisam ser explicados, ou então são considerados «triviais» e, por isso, não são adequados para a análise académica séria.
Ultimamente, os estudos feministas passaram das desigualdades materiais entre os homens e as mulheres nas distintas zonas do mundo para uma nova convergência de interesses na linguagem, no simbolismo, no sentido e na representação na definição de género, bem como nos problemas da subjectividade, da identidade e do corpo sexuado. Ao reavaliar os estudos de antropologias feministas, Henrietta Moore (1988) escreveu que a finalidade dos estudos feministas na sua disciplina era analisar «o que significa ser mulher, como varia no tempo e no espaço a concepção cultural da categoria «mulher» e como essa ideia influencia a situação das mulheres dentro de cada sociedade».
Segundo Moore, o desenvolvimento da ideia de "mulher" precisa dos conceitos de "género" e de "relações de género", ou seja, das diversas e distintas definições de homem e de mulher, com os correspondentes atributos aceites de feminilidade e de masculinidade, através do tempo e do espaço. O género, segundo Moore, deve ser considerado a partir de duas perspectivas: «Como construção simbólica ou como relação social».
Na verdade, ambos os aspectos — o género como significado simbólico e como conjunto de relações sociais materiais — são inseparáveis. A definição de género deve levar em conta as actuações sociais, entre elas um amplo espectro de interacções em múltiplos lugares e situações, tais como no trabalho, em casa, no bar ou no ginásio, e as distintas formas de pensar e representar o lugar e o género, as quais se relacionam entre si e se criam umas às outras. Todos agimos ou actuamos como nos ditam as nossas ideias, que sempre respondem a uma criação cultural e estão histórica e espacialmente situadas.
Assim, o que a sociedade considera ser um comportamento próprio do homem ou da mulher influi na ideia que eles próprios têm do que deve ser masculino e feminino e estas expectativas e ideias variam em função do lugar e do tempo. As noções praticamente universais, intocáveis e inalteráveis da feminilidade só são possíveis num ícone ou numa imagem como talvez a da Virgem Maria; para as restantes mulheres, as ideias estabelecidas mudam no tempo e no espaço.
A «viragem cultural» que ocorreu há aproximadamente quarenta anos nos estudos feministas não só implica uma maior ênfase nos símbolos, significados e representações, como também acarreta uma mudança nos fins políticos do movimento feminista. O termo "género" usa-se actualmente em dois sentidos distintos, embora relacionados entre si, como demonstrou Linda Nicholson (1995).
1. A distinção entre sexo e género. Em primeiro lugar, o termo género utiliza-se em oposição ao termo sexo: o sexo expressa as diferenças biológicas, enquanto o género descreve as características socialmente construídas. Simone de Beauvoir (1949, 1987) desafiou o determinismo biológico quando afirmou:
«Ninguém nasce mulher; torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, económico, define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino».
A ideia de feminilidade como criação social exerceu um poderoso efeito sobre o ressurgimento da segunda época feminista na Grã-Bretanha e nos EUA. Este período foi chamado «renascimento feminista» dos anos 60, para o distinguir da primeira época: a luta das mulheres pelo sufrágio. A ideia de feminilidade como construção ou criação social possibilitou a adopção de termo "género" para distinguir a «construção» da identidade feminina do sexo biológico da mulher. Assim, as feministas contemporâneas podem desmentir as aparentemente imutáveis diferenças baseadas no «facto biológico», minar o pensamento baseado na diferença absoluta entre o homem e a mulher, e demonstrar que a suposta inferioridade feminina em matéria de agilidade mental e força física não responde a um fenómeno «natural».
Esta diferenciação entre sexo e género permite conceptualizar o género como criação social ou cultural do sexo biológico e, ao mesmo tempo, convertê-lo em matéria susceptível de mudança, orientada por determinadas políticas de género. Por outro lado, o conceito antropológico de cultura e a suposta evidência da natureza intercultural dos papéis femininos e masculinos constituem outro contributo para a reformulação das teorias feministas. Como escrevem Ortner e Whitehead (1981):
«Os aspectos naturais do género e os processos naturais do sexo e da reprodução são apenas a tela de fundo, abrangente e ambígua, da organização cultural do género e da sexualidade. O que é o género, o que é um homem e o que é uma mulher, que relações existem ou deveriam existir entre eles, […] estas interrogações não só se colocam a partir de «factos» biológicos reconhecidos, como também são, em grande parte, produto de processos sociais e culturais».
Na segunda época do feminismo, Gayle Rubin (1975) mostrou a interrelação destes processos através do que denominou um sistema sexo-género. Este sistema consiste num «conjunto de mecanismos sociais que servem para transformar a sexualidade biológica num produto da actividade humana e para dar satisfação às necessidades sexuais assim transformadas». Assim, mediante tais transformações e mediante a regulação social, o "sexo" converte-se em "género".
Linda Nicholson comparou este modelo ou relação com um «cabide» (modelo do cabide). O sexo ou a diferença biológica seria a estrutura básica na qual a sociedade, ao longo de diversos e distintos períodos históricos, tem pendurado distintas «prendas», que são os mecanismos socialmente definidos das características de género. Esta distinção permitiu às feministas criticar a «naturalidade» das divisões de género e teorizá-las como factos susceptíveis de mudança, e colocar o problema das igualdades e das diferenças entre as mulheres. As características de género variam não somente de um país para outro e de uma época para outra, mas também nos espaços e nas relações da vida quotidiana.
2. A absorção do sexo pelo género. Num segundo e ulterior uso, o "género" já não se distingue do "sexo", porque absorve ou anula o último. Joan Scott (1988) escreve:
«Portanto, o género é a organização social da diferença sexual, o que não significa que reflicta algumas diferenças naturais e imutáveis entre o homem e a mulher; pelo contrário, o género seria aquele pensamento que dota as diferenças anatómicas de significado […]. Só podemos entender as diferenças sexuais como uma função do nosso pensamento que nunca é puro, porque não se pode separar da sua relação com um amplo número de contextos discursivos».
Esta nova definição de género desmente o fundacionalismo biológico da primeira perspectiva sobre as diferenças sexuais. Assim, nesta nova visão, os atributos da diferença sexual supostamente aplicáveis numa dimensão universal revelam-se, conforme diz Nicholson (1995), como «factos específicos da cultura ocidental ou de determinados grupos concretos dessa mesma cultura». Isto significa, ainda de acordo com Nicholson, que «não podemos estabelecer a partir do corpo os supostos culturais da distinção homem-mulher […]. As diferenças percorrem-no todo […] e têm a ver não só com os fenómenos que a maioria de nós associamos ao género (por exemplo, os estereótipos culturais da personalidade e do comportamento), mas também com as distintas formas de o entender culturalmente e com o que significa ser homem e ser mulher».
Deste modo, a ideia de corpo fica exposta à análise e à teorização, não visto como uma constante mas como um facto variável. O corpo pode sofrer transformações culturais de diversos tipos: mudança de sexo, mutilação, tatuagem ou perfuração.
2. QUEER THEORY. Por definição, a teoria Queer escapa à definição, o que torna a sua exposição uma tarefa demasiado difícil. A. Jagose escreveu em 1996 uma obra, "Queer Theory: An Introduction", onde procura mostrar que a Queer theory é uma categoria em processo de formação, dizendo que «queer» é uma identidade e não é uma identidade, é vantajoso e não é vantajoso, é poderosamente radical e elitista. Daqui resulta uma ideia básica: Queer é fluidez ou demasiado fluído. E esta fluidez de «queer» é fundamental para as suas políticas da identidade. D.M. Halperin (1993) diz mesmo que não existe nada em particular a que o «termo» Queer se refira necessariamente. Dada a sua suposta flexibilidade, «queer» pode referir-se a uma variedade enorme de políticas e evocar uma diversidade de opiniões a propósito das implicações dos seus múltiplos usos.
Segundo Jagose (1996), «queer» e «queer theory/ies» não são simplesmente alcançadas, incluindo todos os termos de identidade «lesbian, gay, bisexual, transgender» ou todos os estudos sobre tais identidades. Embora uma das funções do termo seja funcionar como uma terminologia de guarda-chuva (umbrella terminology), Jagose parece dar maior ênfase sobre «queer» como conjunto de políticas complexas (complicated politics). Ao distinguir-se desses termos que formam a sua história semântica, «queer» coloca em primeiro plano «uma realidade em mudança num contexto societal». Por isso, «queer» não é apenas uma palavra relacionada com uma expressão de uma identidade, mas também uma tentativa para questionar os limites das identidades, das sexualidades e dos géneros.
Jagose reconhece o uso da palavra «queer» num contexto pós-estruturalista, quando destaca os contributos dados por Marx, Foucault, Lacan e Freud para o que é actualmente a teoria «queer». «Queer» é mesmo visto como «um produto de pressões teóricas e sociais específicas que estrutura, cada vez mais, debates — tanto dentro como fora da academia — sobre questões de identidade gay e lésbica. Com efeito, o pós-estruturalismo e a teoria «queer» por ele afectada insistem em problematizar a construção social de todas as coisas e desafiam a existência da identidade sólida (solid identity) de todos os tipos, seja ela lésbica, mulher, pessoa de cor ou classe média. Teóricos(as) tais como Butler, de Lauretis, Fuss, Halperin e Sedgwick têm dado um contributo valioso para este tipo de «queer thinking».
Ao empreender o exame da construção social e ao desafiar a identidade, «queer» tende a contestar a existência de qualquer coisa natural ou herdada. «Queer» é valioso porque pode unir politicamente muitas pessoas que foram tradicionalmente divididas por supostas identidades solidificadas. Assim, «queer» transcende categorias de classe, chama a atenção para e avalia aquilo que é supostamente não-natural na sociedade heterosexista dominante (dominant heterosexist society) e questiona a formação do próprio heterosexismo (heterosexism). A utilidade de «queer» reside na sua insistência de que este termo carrega múltiplas significações e, simultaneamente, desafia as ideias tradicionais sobre a identidade. Como escreve Jagose (1996):
«Pela recusa em cristalizar-se em qualquer forma específica, queer conserva uma relação de resistência perante tudo o que constitui o normal. Enquanto traz à mente os múltiplos e talvez contraditórios «sites» significados por queer, a teoria queer detaca este aspecto de queer e a pressão analítica que conduz a produzir aquilo que Sedgwick chama "a engrenagem aberta de possibilidades, lacunas, sobreposições, dissonâncias e ressonâncias, lapsos e excessos de significação, onde os elementos constituintes de qualquer sexualidade não são feitos (ou podem não ser feitos) para significar monoliticamente"».
Dado que desafia a naturalização de qualquer coisa, incluindo o sistema hetero/homossexual, «queer» desafia necessariamente as políticas de identidade e «pode excluir os homens gay e as lésbicas, cujas identificações com a comunidade e a identidade assinalam ou indicam uma relativamente recente legitimidade». Esta exclusão dos membros da comunidade gay e lésbica que estimam a comunidade não constitui o único problema crítico que tem havido com o termo queer» (Ellen Eardley, 2002).
3. TEORIA QUEER E HOMOSSEXUALIDADE MASCULINA. Como é evidente, a teoria queer inclui-se no âmbito da abordagem construtivista social (social constructionist approach), no seio da qual existe um debate entre uma abordagem essencialista ou fraca (weak) e uma abordagem construtivista social forte (strong), no que diz respeito à psicologia masculina gay.
A abordagem essencialista ou fraca do construtivismo social considera o macho gay como uma condição (Kitzinger, 1995). A pesquisa é capaz de identificar uma identidade verdadeiramente objectiva, liberta de todas as tendências culturais.
A abordagem forte do construtivismo social encara a sexualidade como sendo inteiramente parte integrante de um papel social: cada um de nós é histórica e politicamente construído. Vista desta perspectiva, a sexualidade é fluida e aberta à mudança constante. Os rótulos relativamente fixos de heterossexual e homossexual e os processos tais como a pesquisa da etiologia interna da homossexualidade não têm sentido. Encerrado dentro do construtivismo social está o conceito de «queer identity» ou identidade «queer». Deste modo, as identidades heterossexual e homossexual são rejeitadas, uma vez que a identidade homossexual só pode ser definida em relação a uma identidade heterossexual, com o pressuposto inerente de que a heterossexualidade é superior.
O termo «queer» substitui «heterossexual» e «homossexual» e é usado para incorporar toda a gente, sem levar em conta o género e a sexualidade. Em particular, o termo aplica-se àqueles indivíduos que não se identificam com os padrões tradicionais de género e de identidade sexual. Tais indivíduos incluem aqueles que se auto-identificam como lésbicas, gay, bissexuais, transexuais ou travestis, por exemplo (Green, Harrison & Innes, 1996).
Apesar do uso do termo «queer» procurar eliminar a discriminação ligada à homossexualidade, o aspecto do desenvolvimento de uma identidade sexual clara continua a ser da maior importância, particularmente na percepção da homofobia. Uma vez terminada esta fase do desenvolvimento, o indivíduo pode estar numa posição forte para aceitar uma identidade sexual representada pelo termo «queer». Mas, até esse momento, é difícil ver como um tal termo sobrecarregado pode apoiar diversos e distintos grupos de identidades. Assim, por exemplo, os grupos gay e travestis têm diferentes interesses, excepto no que diz respeito às suas experiências de heterosexismo e homofobia. Estas abordagens têm implicações clínicas.
J Francisco Saraiva de Sousa

43 comentários:

Aveugle.Papillon disse...

Por que é que falar de sexo é importante (além de aprazível):

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1322332

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Como os estudantes universitários estudam pouco ou não compreendem! São da Universidade de Coimbra. Acontece...

Aveugle.Papillon disse...

Eu acho que esses estudantes querem acreditar nisso, no comprimido, para não se sentirem comprimidos no preservativo... :)))

Sobre o texto acima:

Muito complexo, ou o tema que expõe. Porque se admito as diferenças sexuais e a sua indução real no ser mulher e homem, por outro lado, as diferenças biológicas nunca são brutas ou puras, como releva a teoria sexo-género: há desde logo interpretação daquelas.
A teoria "queer" remete-me à teoria do "devir mulher" de Deleuze. A multiplicidade, o fluxo, os sexos infinitos vs. categorias como "homem" e "mulher". Mas esta teoria n é bem uma teoria, sendo que teorizar já faz parte do "normal", do "monolítico", no masculino.
Todavia, penso que seja assim: a mulher n é contrária ao homem; porque ela n "cabe" nas categorias, géneros, e prescrições monistas e dualistas que os homens criam. Tal como os gays e qq outro grupo não-político. (Daí que o feminismo seja uma falácia, pois querendo ser político, n reinvidica nada do q é feminino)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, também creio que os estudantes preferem "negar" a Sida e outras DST e continuar a viver sexualmente como se não houvesse tal "ameaça" no horizonte. Magia!
Já deve ter percebido que estas teorias não "casam" que a minha teoria do sexo e do género. De certo modo, a Papillon levou o queer ao seu extremo: "(Daí que o feminismo seja uma falácia, pois querendo ser político, n reinvidica nada do q é feminino)".
Mas existem machos e fêmeas no plural e a biologia é as «responsável» por tais diferenças. O sexo é biológico; o género também tem a sua componente biológica e a identidade elabora-se a partir dessas diferenças biológicas em diálogo com a cultura.
Pois "teorizar" faz parte do "normal", logo da sociedade patriarcal, como dizem na epistemologia feminista. Mas podemos abdicar do conceito e do pensamento? Ficariamos entregues ao relativismo anarquista! As feministas estenderam de tal modo a teoria da consciência de classe de Marx que ela hoje permite a todos, incluindo os bárbaros, reivindicá-la para destruir a democracia! :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Contudo, ao contrário do que podem pensar, quando edito posts é para fazer pensar e juntos procurarmos novas alternativas! Devo confessar que admiro muitas obras das feministas e dos estudos de género, apesar do seu construtivismo radical. Fazem pensar...

Aveugle.Papillon disse...

Claro que fazem pensar, e só mesmo a arrogância intelectual cega essa possibilidade.

Eu n nego as diferenças sexuais, aliás, foi a minha primeira asserção, e n por acaso. Porque há diferenças, de facto, e não artificiosas como Beauvoir diz.
Mas tb n disse que o conceito deveria deixar de existir... O "monolítico" (gostei do termo porque evoca o falo) tem de existir, n pode é atrofiar a fluidez feminina, como fez durante séculos e que, aliás, continua a fazer.
Mas ressalvo que as próprias mulheres sedentarizaram-se no sistema e não são nómadas como deveriam ser.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sistema séssil! Concordo: está tudo sedentário e muito acomodado. Porém, quando se fala de culturas nómadas, como se fossem uma especificidade pós-moderna, não se leva em conta o real sedentário. Em Portugal, tudo isto é muito evidente: uma tortura mental! Basta ver os blogues e fazer análise de contéudo qualitativa: um deserto sedentário. Por isso, "critiquei" a "perspectiva da criança", dizendo que tb elas, quando forem adultas, nada farão para mudar o sistema que incute o medo de perder o emprego em mentes metabolicamente reduzidas. Teoricamente, devemos depositar esperança nas novas gerações, mas elas vão trair os ideais do esclarecimento, como tem sucedido.
Estou hiper-activo, já volto... :(

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Papillon, concordamos nestas matérias...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Neste post, divulguei muitos nomes de feministas que deviam ser traduzidas para português e estudadas nas Universidades. Eu já as ensinei... Cabe a outros continuar essa tarefa e picar os tugas, para ver se eles acordam desse terrível sono metabolicamente reduzido, que é a sua "Vidinha tolinha, patética e sorridente". :)

Aveugle.Papillon disse...

Não posso concordar, na medida em que isso é viver uma fraude consentida! Só se tivermos fé, se aceitarmos, a abertura do ponto de vista da criança/jovem é que podemos conduzi-lo aos "ideais esclarecidos"! Sem esta condição, n há nada, ou melhor, há uma repetição do mesmo e cada vez mais aguda!
Mas eu sou uma humanista, acredito no Homem, na razão e no poder de se libertar.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Papillon, deixei escapar a sua "piada": "Eu acho que esses estudantes querem acreditar nisso, no comprimido, para não se sentirem comprimidos no preservativo...".
De facto, a borrachinha comprime muito o instrumento... Muitos não gostam, porque interfere com o contacto directo e o prazer... :(

Aveugle.Papillon disse...

É... já lhe disse q o F. n é muito subtil. Só à 10ª rodada é q chega ...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Mas eu não disse para não acreditar: Devemos ter fé, como diz. Porém, também devemos ser realistas e procurar compreender porque razão os nossos esforços esbarram e tendem a ser "em vão". Talvez essa descoberta iluminasse a nossa tarefa educadora para a libertação!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Também não gosto da "borracha"!
:(((

Aveugle.Papillon disse...

N sei se serão em vão.
Vejo a educação como semear algo e que, à semelhança do código genético, pode despontar a qualquer momento! Daí que há sempre uma margem de imprevisibilidade entre o que se ensina e o educando! O que é ele retém? E quando brota em algo próprio?
No confronto com a vida, a criança/jovem encontra sentido com o que um dia lhe foi dito/leu. O pensamento e a vida estão sempre em relação; daí que n se possa afirmar peremptoriamente que é "em vão", ou que é de facto. Mas só acreditanto que é possível, é que podemos ensinar realmente alguma coisa. Não se pode fazer batota.

É, o F. e todos os homens. A única solução é ter um parceiro fixo ou viver no "fio da navalha"... eheh

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O Padre António Vieira usava muito esse termo: "Semear". Implantar a nossa semente noutras mentes e aguardar que eles germinem. Uma boa metáfora!
Já semeei algumas sementes mas só germinam enquanto permaneço perto. Longe tornam-se muito "conformados" e buscadores compulsivos de oportunidades, já sem espírito crítico.
Descobri um texto de Marcuse onde ele vislumbra esse impasse. Por vezes, negligenciamos os escritos, artigos e palestras dos mestres.
O tal... é um obstáculo à gratificação, em diversos sentidos. E rompe-se por vezes... Mas o fio da navalha é perigoso!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Como sabe, Papillon, sou muito cerebral, isto é, racional e conceptual, e geralmente a minha piada reside na ironia ou mesmo na provocação conceptual. Contudo, os tugas não captam isso e desencadeiam em mim ou um ataque de fúria deslocada ou a minha indiferença.

Aveugle.Papillon disse...

O Francisco, então, é uma espécie de adubo. :)))

Mas penso que o verdadeiro aprendiz é aquele que prossegue na aprendizagem, mesmo já sem mestre por perto... por isso, esses n devem/podem ser verdadeiros. Apenas sugavam a sua seiva, à falta da sua própria.

Não se desculpe. O F. é muito racional, é certo, e provocador, tb. Por isso me dá pica. Só é um pouco distraído, qual Tales olhando as estrelas.

Aveugle.Papillon disse...

Sim, claro: usem preservativo! Experiências radicais só bungee-jumping.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sugadores ou vampiros: o primeiro termo é seu! Costumo falar de vampiros cognitivos e/ou emocionais! Uma grande margem de "fracasso educativo". Porquê? É a resposta a esta questão que procuro!
De facto, Papillon, aprendi a ser distraído. Uma maneira de contornar a inércia mental nacional. Mas não deixei de sonhar para a frente... A vida é arte! :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

"Adubo" não soy! Sou demasiado livre para permitir ser reduzido a tal adereço! Além disso, sou socrático e, tal como a raia, dou choques... Metamorfose! Como a Papillon! :)

Aveugle.Papillon disse...

ahahahah... maravilhoso!
Como a raia... seria mais como a enguia, não? Que tb dá choques e é mais "fálica", como o F. gosta.

Mas, sim! Defendermo-nos é preciso! Somos bichos e estamos vivos!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Para dizer a verdade, não gosto de enguias nem de raias, embora nunca tenha provados as primeiras, porque metem nojo! :(
As teorias feministas têm implicações pedagógicas, que já discutimos levemente noutro post. A verdade é que deve ser muito mais difícil ser homem do que ser mulher. Sobretudo durante os anos escolares. E ninguém meditou nisso, sobretudo os reformadores levianos e opinativos. Biologicamente, o homem é mais frágil do que a mulher: morremos mais cedo, somos vítimas de doenças específicas, a nossa maturação (com excepção dos homo efeminados) é mais "lenta", o nosso cromossoma Y está em risco (segundo Graves), temos mais insucesso escolar e desistência, temos as nossas perturbações peculiares, e, apesar disso, ninguém liga a isso: a fragilidade biológica do macho. E nem sequer temos uma designação para o nosso estudo, a não ser o termo estigmatizado "machismo". estudos "machistas" versus estudos feministas? Não soa bem!
Contudo, o homem nunca foi tão livre como hoje!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Papillon

Como já lhe disse noutra ocasião, não li essa obra de Deleuze. Ele não fala no "devir homem"? (Parece que era gay!)
Ainda não compreendi esse conceito do "devir mulher", em termos conceptuais, evidentemente. No fundo, deve ser tudo aquilo que Deleuze atribui a Foucault na obra que lhe dedicou. Este era gay e frequentava as saunas de New York, pelos vistos sem preservativo, o que lhe valeu a morte precoce.

Aveugle.Papillon disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Aveugle.Papillon disse...

Ai! Não. O Deleuze era alcoólico, mas aparentemente hetero: foi casado e teve filhos. Morreu de cancro.

N há devir-homem. Só há devir-mulher, devir-animal e devir-imperceptível.
Devir significa transferência de partículas ao nível molecular, a partir das formas que se deseja e do corpo que se tem, lugar de indefinição. As partículas são como as "pequenas percepções" de Leibniz (Deleuze influenciou-se muito por Espinoza e Leibniz) que entram em movimento, a velocidade e lentidão de Espinoza, através de uma força ou intensidade, que pode ser simbólica. Os planaltos (dos "1000 planaltos" onde está a teoria do devir) são as superfícies onde circulam as intensidades. O devir pode ser, em limite, porta de acesso à ontologia ou hecceidade, (conceito que ele adopta de Duns Scott).
Só existe devir-mulher porque ele diz que a mulher tem um corpo livremente maquínico ou desejante (ele diz que o desejo n é um teatro freudiano entre instâncias, mas um agenciar maquinal) e que n é centrado no órgão (como o do homem), daí os sexos infinitos, manifestações eróticas sem essa centralização. É o ser da afectividade e multiplicidade, contrariamente à razão padronizada do homem. O devir implica sempre desestruturação, abertura, capacidade de metamorfose e o homem é rígido. Um pouco à semelhança do que tinha enunciado: a mulher é corpo, afecção, o homem é razão, categorias. O homem para se superar tem sempre de devir-mulher e a mulher tem ela própria de devir-mulher, pois encontrar a sua feminilidade no padrão vigente é ceder ao poder masculino, institucionalizado. O homem, para encontrar a sua singularidade enquanto homem, tem de devir-mulher, o que n quer dizer querer ser mulher. Deleuze sustém-se com inúmeros e interessantes exemplos antropológicos.



Sobre a fraqueza dos homens:
No que diz respeito à pedagogia, o educador tem de perceber a natureza do aluno, acompanhá-lo e cativá-lo. As professoras vêm que eles n estão motivados e ignoram-nos; talvez figuras masculinas, como uma vez disse, pudessem servir de modelos para eles.
Contudo, acho o que disse pouco relevante: porque a mulher é mais fraca fisicamente e socialmente, sempre susceptível a abusos. E além disso, n há problema em morrerem mais cedo (as mulheres depois da menstruação tb ficam desprotegidas) porque a natureza está mto bem feita: um homem pode engravidar milhares de mulheres.

p.s.: as raias são bonitas! nunca as viu no Oceanário?

Aveugle.Papillon disse...

ERRATA:

onde se lê "as professoras vêm" deve ler-se VÊEM.

Obrigada. :)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, as raias são bonitas mas, quando provei, não gostei do sabor e da textura.
Sim, as mulheres são mais frágeis em termos de força muscular (a testosterona) e socialmente.
A teoria de Deuleze é interessante. Mas um homem devir mulher fica "traveca" ou não? No homem, esse devir soa a transformismo!
Penso que há um devir masculino. Recorde os rituais de passagem dos Sâmbia! A separação dos meninos das mães e a ceia de sémen visa torná-los homens: um exemplo radical. Falo de devir homem no sentido deste ter de assumir muitos papéis que lhe são socialmente atribuídos e isso pode ser complicado.
Quanto à educação, refiro-me ao facto dos ritmos de aprendizagem serem diferentes devido às diferenças de maturação: as mulheres são mais precoces e, nessa idade, os rapazes confrontam-se com o pico da testosterona. Tudo novo...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

No oceanário, fico apaixonado pelas lontrinhas!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Mas há o devir fêmea e mãe das hienas, que é muito complicado. Penso que a filosofia devia também se preocupar com os animais e o seu "cogito". E ser macho entre hienas é um pouco humilhante!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Estava a pensar na teoria de Deleuze: a sexualidade feminina também tem um centro. Máquinas desejantes somos todos, talvez de modos diferentes em função do sexo. As mulheres desejam sexo preferencialmente afectivo.
Os homens que devêem mulheres, os transexuais, substituem o pénis pela vulva e tornam-se vulvares, muito vulvares. Nesse caso, esse vulvismo seria uma sobrevivência do Y cerebral?

Aveugle.Papillon disse...

Sim, mas a mulher tb passa por "tudo novo"! Tb sente desejo sexual, agressividade pela autoridade, etc. Nos homens é a dobrar, talvez. E as meninas como ficam mulherzinhas mais cedo, depois gozam com os meninos da sua idade, que ainda são muito criançolas. É a vida!


Não, um homem devir-mulher não significa travestismo. Devir-mulher significa libertar-se das amarras rígidas dos dualismos. (é o primeiro devir, o introdutório e parecido com o devir-criança)
Sim, o devir tb existe no domínio ético, político, mas o mais importante, o domínio ontológico só é alcançável através daqueles três devires que enunciei.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Papillon

A minha teoria é esta:

Ontologicamente, o homem é um ser viciado em testosterona e este vício manifesta-se em todas as nossas actividades. Os testículos produzem muita testosterona e, naturalmente, gostamos deles e do "boss" que acorda teso, que sonha húmido, enfim, somos pilas.

(Já volto... Vou fingir que presto atenção a uma pessoa.)

Aveugle.Papillon disse...

Pois, são básicos.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Hummm... Vejo que gosta dos devires de Deleuze. (Já volto)

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

De regresso.
Básicos? Basicamente, somos viciados em testosterona, a qual contribui para regular as nossas habilidades cognitivas. O nosso jeito geométrico e analítico ajudou-nos na caça e na produção da ciência, filosofia e tecnologia. Somos complexos e sofisticados, talvez ameaçados pelo autismo e outros problemas.
As mulheres também são viciadas, em maior grau pelos estrogénios e, reduzidamente, pela testosterona que produzem (ovários e adrenal). Mas o vício mais vincadamente feminino é a maternidade. Eis uma diferença fundamental. Nós procuramos aventura, as mulheres, segurança. De certo modo, nós somos nómadas, as mulheres são sedentárias; nós somos tribais, as mulheres diádicas. ETC.
Uma outra ontologia da masculinidade e da feminilidade!

Aveugle.Papillon disse...

Pois, a qual n concordo. Sou mais deleuziana que francisquina. :)))

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Somos animais hormonais! Papillon..., talvez as hormonas possam ser acrescentadas aos devires de Deleuze e suas máquinas desejantes, porque ele diz "isto caga, isto fode..., etc," (Anti-Édipo").

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Papillon

Viva a criatividade: neuroendocrinoFilosofia.

Aveugle.Papillon disse...

Não concordo com essa definição, porque parece que somos sujeitos às flutações hormonais. Ao seu aparecimento e desaparecimento, ao seu maior ou menor fluxo. Admito isto, mas n é condição suficiente para definir o ser humano, o que é da mulher e do homem.

p.s.: viv'ó Spooooorting!!!!!

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sporting? Ui, não percebi... Venceu?

Aveugle.Papillon disse...

Ora! N percebeu... fica-lhe mal fazer-se de "parvinho".
Claro q ganhou! Está nos 1/4 final! Yupiiii

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Então, viva o Sporting! O FCPorto precisa de adversários honestos e à altura, para preparar a sua competição na liga milionária! Viva...